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Ano 11 - N° 516 - 14 de Maio de 2017

ORSON PETER CARRARA
orsonpeter92@gmail.com
Matão, SP (Brasil)

 

 
Renato Vernaschi Lima: 

“Jesus foi o maior educador que já tivemos” 

Radicado na cidade paulista de Bauru, o conhecido estudioso espírita fala-nos sobre as luzes do Evangelho, tema
principal das palestras que profere
 

Renato Vernaschi Lima (foto), espírita de infância, natural de Marília, hoje radicado em Bauru, ambos municípios paulistas, é formado em Ciência da Computação, com Mestrado e Doutorado em Engenharia (produção e mecânica, respectivamente), professor universitário e consultor. Vinculado ao Centro Espírita Vicente de  

Paulo, de Bauru, coordenador de cursos das obras de Kardec e palestrante. Sobre suas atividades no campo da divulgação espírita por meio de palestras, ele concedeu-nos a entrevista seguinte.

Como nasceu seu interesse pelas lições do Evangelho para abordagem em suas palestras?

Não haverá em nossa humanidade exemplo maior a ser seguido do que a vida de nosso Mestre Jesus. Estudar o Evangelho é mergulhar no que há de mais profundo sobre conduta moral. Seguir os passos que o Mestre percorreu na Terra é entender o Reino de Deus. Ao prepararmos uma palestra, sempre pensamos em levarmos ao público o que pode ser significativo para as pessoas na compreensão e no entendimento de suas aflições, de suas buscas, de suas dúvidas. Sempre monto uma palestra com o que eu entenda que possa ser importante para auxiliar o progresso dos irmãos que procuram a Doutrina Espírita. E o Evangelho do nosso mestre Jesus é a mais importante referência para que possamos seguir nossa marcha com bom ânimo, com entendimento das provas por que passamos e, o mais importante, tendo o amor como maior conquista para nosso Espírito. 

Como você efetua a ligação entre as situações e exemplos do cotidiano com essas lições?

Além de ser o mais evoluído Espírito que esteve em nosso Planeta, Jesus também foi o maior educador que já tivemos. Suas palavras têm, ao mesmo tempo, a profundidade de quem conhecia todos os mistérios do universo, bem como a simplicidade de quem explicava aos que possuíam pouca compreensão. Assim, trazer o Evangelho para as situações que vivemos no dia a dia é muito simples, pois Jesus nos deu lições que pudéssemos usar em todos nossos pensamentos e todos nossos atos. Com isso, o público se identifica com as lições do Evangelho e consegue pensar em como praticar a verdadeira reforma íntima. Situações do cotidiano, fatos que vivemos em nossa família, dilemas que vivemos no trabalho... tudo pode ser relacionado com as lições do Evangelho e, dessa forma, ampliamos ainda mais a compreensão das palavras de nosso Mestre Jesus. 

Como se deu a inclusão de pequenos contos e mesmo de músicas nas suas abordagens?

Essas são duas coisas de que gosto demais. Os contos que trazem mensagens edificantes em suas narrativas sempre provocam grande interesse e chamam muito a atenção do público. As pessoas se identificam com os personagens, com as histórias, como se vivessem aquilo. Há relatos, após as palestras, de pessoas que se sentiram perfeitamente retratadas em um conto que inseri em uma palestra. Torna-se algo revigorante para o público, além de passar mensagens importantes de uma forma mais leve. Sobre a música, este é um capítulo à parte para mim. Sempre fui um apaixonado por música e acredito que ela tenha a capacidade de elevar muito nossos pensamentos. Música traz alegria às pessoas, faz sorrir e acalma as tensões que vivemos nas tribulações do nosso mundo. Toda vez que estou preparando uma palestra e sinto que uma música pode complementar aqueles conceitos que estão sendo vistos, através de sua letra, ou simplesmente por sua melodia, tento inserir da melhor forma àquele conteúdo.  

Qual é sua percepção quanto ao interesse do público?

Claro que nunca conseguimos unanimidade nas coisas que fazemos nesta vida. Nem é esta a minha pretensão, até porque existem percepções diferentes, culturas diversas ou, simplesmente, por uma questão muito particular de gostos próprios de cada um. Mas, em geral, as pessoas reagem de uma forma incrível à música, quando inserida em uma palestra. Como sempre tento trazer músicas que já são aclamadas nos repertórios da música popular brasileira, ou da música mundial, as pessoas reconhecem e vivenciam experiências incríveis com a música. Muitos cantam animadíssimos desde as primeiras palavras da letra da música. Vejo também pessoas que fecham os olhos e se permitem fazer verdadeiras viagens de emoções ao som de melodias que lhes façam algum sentido emocional. Desta forma, acredito que possamos levar os importantes conhecimentos de nossa Doutrina das mais diversas formas possíveis e para os mais diferentes públicos. Este talvez seja um dos maiores desafios dos palestrantes e divulgadores da Doutrina de Kardec: levar conceitos, conhecimento e ideias que cheguem verdadeiramente aos corações. 

Que mais lhe agrada na preparação das palestras e mesmo na experiência de falar dessas sublimes lições?

Sem a menor sombra de dúvida, o que mais me agrada, quando preparo uma palestra, é o efeito que isso produz em minhas próprias reflexões, em meus questionamentos íntimos e na minha reforma íntima. Embora a frase anterior possa parecer egoísta, ao contrário, ela representa uma das leis que nosso Mestre Jesus considera como primordial: Amar o próximo como a nós mesmos. É quando estamos preparados e fortes em nossas questões maiores que estaremos em melhores condições de ajudar o próximo. Que a verdadeira caridade comece em nós, para que possamos praticá-la com nossos irmãos que necessitam. Ao estudar o Evangelho na preparação de minhas palestras, entendo melhor meus desafios e obstáculos, ampliando cada vez mais a compreensão do outro. Isto não significa que devemos alcançar o cume da escala evolutiva para termos condições de ajudar o próximo. Mas, sim, que devemos estar sempre numa marcha de progresso, e que possamos durante esta caminhada nunca perder de vista a possibilidade de atuação no auxílio dos irmãos que percorrem o caminho ao nosso lado. 

Das lições que o Evangelho nos apresenta, o que mais lhe chama a atenção? Por quê?

A beleza maior do Evangelho está na simplicidade e, ao mesmo tempo, profundidade das palavras de nosso Mestre Jesus. Não há como estudar uma simples frase de Jesus, sem que possamos ver claramente a estatura e a envergadura moral desse nosso irmão que zela por nosso planeta. Há tanto amor em suas palavras e tanta compreensão do estado emocional e espiritual dos que o procuravam!... Há certas passagens do Evangelho que emocionam profundamente e que acabam tornando-se verdadeiros guias de conduta e de moral. A calma em lidar com o silêncio no episódio da mulher adúltera; a imensa paz de espírito desfrutada, mesmo em situação de intenso sofrimento quando da sua crucificação; o perdão incondicional que concedeu a todos que o desafiaram em vida. São tantos os exemplos, que podemos dizer que, mais que uma vida aqui vivida, foi uma verdadeira escola moral que o Cristo viveu e nos deixou de legado. Que possamos sempre continuar bebendo dessa fonte inesgotável de amor! 

E quanto aos ensinamentos que o Espiritismo nos fornece?

Como o Consolador prometido pelo Cristo, o Espiritismo dá continuidade à obra que o Mestre iniciou na Terra. Sob a batuta de Jesus Cristo, o Espiritismo nos traz, dentro do que nossa evolução intelectual e moral permite, a compreensão maior da obra de Nosso Pai. O Espiritismo nos situa, conscientemente e sem dogmas, dentro de nossa estrada evolutiva, explicando o que ficou em nosso passado, esclarecendo o momento atual em que vivemos e, mais importante ainda, mostrando claramente tudo o que está por vir. É uma doutrina completa e enriquecedora que nos empodera como Espíritos em evolução, na conscientização de nosso estado atual, colocando exclusivamente em nossas mãos – e sob a égide das Leis de Deus – a total responsabilidade da qualidade de nossa trajetória. O Espiritismo nos coloca como agentes construtores de nosso caminho. Sem promessas vãs, sem mistérios, sem rodeios. Conhecer o Espiritismo é colocar a luz sobre o alqueire e poder nunca mais estar entre as trevas. 

Há algo marcante de suas lembranças na atividade espírita que gostaria de relatar?

Sabemos que há várias formas de você participar e contribuir com atividades relacionadas com a Doutrina Espírita. O trabalho de voluntariado das casas espíritas é muito amplo e especial, independente do que você realiza. O estudo, a prática mediúnica, a recepção nas reuniões, tudo tem sua importância. Nos últimos anos, eu escolhi a divulgação da doutrina como principal atividade, através da realização de palestras. Uma frase que, a cada vez que escuto, é o combustível que preciso para continuar com esta atividade, é: "Você fez esta palestra para mim. Tudo o que você disse era exatamente o que eu queria ouvir". Quando alguém vem até mim no final de uma palestra dizendo isso, sei que naquele dia cumpri minha missão e ganho forças para continuar. Quando a mensagem que você quer passar chega fazendo sentido a um único coração que seja, a sensação é maravilhosa e nos causa uma profunda paz interior. E acho que nesta vida não há nada melhor que eu possa desejar... 

Se pudesse algo dizer ao público como de essencial para a boa vivência cristã, o que seria?

Quando perguntaram isto ao Mestre com outras palavras, ele respondeu: "Amar a Deus de toda a sua Alma, de todo o seu Coração e de todo o seu Entendimento. Amar ao seu próximo como a si mesmo". Eu não poderia dizer algo diferente disso. Nessas duas frases que resumem tudo o que devemos praticar para a boa vivência cristã, nunca podemos nos esquecer de quem são nossos próximos. Os que nos rodeiam. Os que convivem conosco. Os que nos amam. E os que não nos queriam bem. Todos somos irmãos. Devemos ter o olhar de amor universal para com todos. Aos que nos amam verdadeiramente, devemos praticar o amor maior e exercitar nossas melhores virtudes. Aos que nos prejudicam, a oração verdadeira do amor, o desejo de que não sejam acometidos pelo mal, a vontade maior de que a paz lhes invada o coração, retirando-os do caminho do mal. Esses são nossos desafios. E são muitos. Mas busquemos sempre o Mestre como guia e todas as nossas perguntas serão respondidas.   

Suas palavras finais.

Desejo que todos os irmãos que puderem ler esta entrevista sintam o calor do Evangelho em seus corações. Não há caminho melhor a percorrer do que aquele que fazemos em companhia de nosso Mestre Jesus. Não há direcionamento melhor para nossas vidas do que aquele apontado pela nossa Doutrina consoladora. Por nossa condição ainda de Espíritos em um planeta de expiações e provas, temos a certeza de que os caminhos que iremos percorrer não serão fáceis. As dificuldades ainda serão muitas, pois muito temos que aprender. Porém, Jesus nos diz que seu fardo é leve e seu jugo é suave. Aos que experimentam as benesses do esclarecimento maior, as dificuldades se apequenam e os horizontes se expandem em entendimento e consolo. Que nosso olhar esteja voltado mais para o alto. E que a Paz de nosso Mestre Jesus esteja sempre presente em nossos corações.



 
 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita