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Espiritismo para crianças - Célia Xavier Camargo - Espanhol  Inglês
Ano 9 - N° 421 - 5 de Julho de 2015

 
 

 

O bolo de chocolate

 

Luizinho, menino amoroso e inteligente, estava sempre feliz.

Brincava todos os dias com Carminha, sua vizinha. Ambos tinham seis anos, gostavam de estar juntos, mas nem sempre se entendiam, pois pensavam de maneira diferente.

Enquanto Luizinho vivia alegre e satisfeito da vida, Carminha mostrava-se exigente, egoísta e mal-humorada.

Quando Carminha queria brincar de casinha, Luizinho concordava prontamente, satisfeito. Mas quando Luizinho sugeria um jogo ou brincar de bola, Carminha não aceitava, ficando mal-humorada.

Sendo tranquilo e cordato, Luizinho acabava concordando com a amiga.

Certo dia, eles estavam brincando na casa de Carminha, quando a mãe dela chamou:

— Meninos, entrem e lavem as mãos para tomar lanche!

Obediente, imediatamente Luizinho parou o que estava fazendo e foi atender a ordem. Carminha, irritada, levantou-se de má vontade:

— Justo agora que estamos brincando, mamãe! Não quero lavar as mãos e não quero comer! — reclamou, chorosa.

O garoto pegou na mão da amiguinha e levou-a para a cozinha. Diante da mesa posta, onde um lindo e apetitoso bolo as esperava, Luizinho disse:

— Veja, Carminha, que lanche mais gostoso sua mãe preparou para nós. Vamos ao banheiro lavar as mãos.

Carminha foi quase que arrastada. Depois, eles sentaram-se em torno da pequena mesa, enquanto dona Diva servia o leite com café, e cortava o bolo, dando um pedaço às crianças.

Luizinho tomou o leite e comeu o pedaço de bolo com satisfação, enquanto Carminha se queixava:

— Gosto mais daquele outro bolo, mamãe. Aquele todo de chocolate com cobertura por cima.

— Carminha, o bolo que sua mãe fez está uma delícia! Dona Diva, pode dar-me mais um pedaço? — disse o menino.

Com um sorriso, a senhora cortou o pedaço de bolo e, enquanto o servia, considerou:

— Luizinho, eu noto que você é bem diferente de minha filha. Está sempre alegre, satisfeito, nunca vi você reclamar de nada. Por quê?

O menino pensou um pouco e, inclinando a cabecinha, respondeu:

— É porque aprendi com a minha mãe que devemos sempre ser gratos a Deus por tudo o que ele nos dá.

Sempre do contra, Carminha retrucou:

— Ah, é?! E o que é que Deus nos tem dado?

— Tudo — respondeu o garoto, com serenidade.

— Tudo?

E, diante de Carminha, de boca aberta, ele explicou:

— Sim. Quem foi que nos deu a vida? E o nosso corpinho que nos leva aonde desejamos? E a nossa família? O amor do papai e da mamãe? E este dia tão lindo, e este bolo tão gostoso, e...

— Mas eu sempre tive tudo isso! — respondeu a outra.

— Sempre teve porque o Pai do Céu lhe deu. Imagine sua vida sem todas essas coisas, Carminha.

Dona Diva estava encantada. Percebeu que havia mimado muito sua filha, o que a tinha impedido de avaliar as coisas boas que recebia, considerando-as como direito seu.

— Luizinho tem razão, minha filha. Você já pensou naquelas crianças que nascem cegas ou que não podem andar?

Carminha ficou pensativa. O menino concordou com a senhora.

— Sua mãe tem razão, Carminha. Lembra-se daquela vez que fiquei de cama por alguns dias e não pude brincar com você e nem ir para a escola?

— Lembro.

— É porque eu estava com hepatite, uma doença grave. Tinha vontade de levantar da cama, de brincar, de ir à escola, e não podia. Fiquei revolta-

do, nervoso. Mamãe, então, me explicou que logo eu iria melhorar, desde que fizesse o tratamento direitinho. Quanto mais eu colaborasse, mais depressa ficaria bom. Que minhas reclamações, meu mau humor e minhas lágrimas não iriam ajudar em nada; ao contrário, só iam piorar meu estado.

Carminha estava surpresa. Luizinho parou de falar, depois concluiu:

— Mamãe fez-me ver tudo de bom que Deus me tinha dado e que eu não percebia. Desse dia em diante passei a valorizar mais a saúde, o nosso corpo, a família, e um montão de outras coisas das quais não nos damos conta.

Carminha entendeu que seu amiguinho tinha razão. Com um sorriso no rosto, olhou para a mãe e disse:

— Mamãe, tenho sido uma filha muito chata, não é? Vou mudar. Quero ser como meu amigo Luizinho. Seu bolo está uma delícia. Pode me dar mais um pedaço?  

TIA CÉLIA 


                                                 
                                                   
 


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