WEB

BUSCA NO SITE

Edição Atual Edições Anteriores Adicione aos Favoritos Defina como página inicial

Indique para um amigo


O Evangelho com
busca aleatória

Capa desta edição
Biblioteca Virtual
 
Biografias
 
Filmes
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English    
Mensagens na voz
de Chico Xavier
Programação da
TV Espírita on-line
Rádio Espírita
On-line
Jornal
O Imortal
Estudos
Espíritas
Vocabulário
Espírita
Efemérides
do Espiritismo
Esperanto
sem mestre
Divaldo Franco
Site oficial
Raul Teixeira
Site oficial
Conselho
Espírita
Internacional
Federação
Espírita
Brasileira
Federação
Espírita
do Paraná
Associação de
Magistrados
Espíritas
Associação
Médico-Espírita
do Brasil
Associação de
Psicólogos
Espíritas
Cruzada dos
Militares
Espíritas
Outros
Links de sites
Espíritas
Esclareça
suas dúvidas
Quem somos
Fale Conosco
 
Espiritismo para crianças - Célia Xavier Camargo - Espanhol  Inglês
Ano 7 - N° 323 - 4 de Agosto de 2013

 
 



Encontro no parque

 

Era sábado e Carlinhos não tinha aula. O dia estava lindo e o sol brilhava no céu azul.
 

Matias, pai de Carlinhos, convidou o filho para passear em belo parque da cidade. O menino adorou! Era difícil o pai, muito ocupado, poder sair com ele. Vestiram uma roupa apropriada e foram andar de patins.

No parque, descobriram que muita gente havia tido a mesma ideia. Alguns corriam, outros faziam exercícios, outros andavam de skate e muitos caminhavam, todos alegres.

Carlinhos e o pai puseram-se a caminhar,

olhando as belas árvores, os passarinhos que cantavam no alto dos galhos e admiravam as belas flores e os patos à beira do lago.

   

Nisso, Carlinhos viu seu amigo Érico, que vinha na direção deles andando de patinete, e chamou-o:

— Érico! Que bom encontrá-lo aqui!...

O menino sorriu satisfeito e, agora mais perto, respondeu:

— Oi, Carlinhos! Tivemos a mesma ideia, não é? Pedi a meu pai que me trouxesse aqui

porque gosto muito deste parque e quase nunca ele pode vir comigo.

Os adultos se cumprimentaram e puseram-se a conversar. Geraldo, pai de Érico, mostrava fisionomia séria, sem grande vontade de conversar, e pôs-se a reclamar:

— Pois é. Hoje o Érico me arrastou para cá e tive que vir. Mas não estou com disposição para andar, ando cheio de problemas a resolver, cabeça atormentada...  

O pai de Carlinhos notou que ele não estava muito bem, pôs-lhe a mão no ombro e disse:

— Não se preocupe, Geraldo, tenha confiança em Deus! Com a ajuda de Nosso Pai, não há o que não possamos resolver. Tenha fé, amigo!

Ao ouvir aquelas palavras, Geraldo mostrou-se ainda mais irritado:

— Ora, Matias! O que tenho a resolver só a mim diz respeito. Aliás, não acredito em Deus, em vida após a morte, em reencarnação, em nada.

— Ah! Então, a quem você supõe que devemos o dom da vida? Tudo se encaixa na Criação, desde as menores coisas até às maiores, como os planetas, as constelações, as galáxias, enfim, todo o Universo. Quem, então, criou tudo isso, que mente poderosa teria nos dado o dom da vida?!... — perguntou Matias.

Os garotos, notando a seriedade da conversa, puseram-se a escutar, interessados, o diálogo dos adultos. Érico estava preocupado; sabia como o pai ficava quando contrariado.

Geraldo avermelhou ao ouvir as ponderações de Matias:

— A Natureza, que é perfeita! Pois não acredito em nada que falou. Tudo isso é bobagem.

Nesse momento, Érico puxou a calça do pai, que estranhou, e olhou para o filho.

— Papai, como pode dizer isso? “Eu” acredito! Lembra-se que quando era menor eu contava sobre minhas lembranças de uma outra vida?

Enquanto o pai abria a boca, constrangido, Érico contou a Matias e Carlinhos:

— Quando eu tinha só três anos, contava que “sabia” ter vivido antes. Lembrava que era o avô do meu pai e pedia aos meus pais que, ao crescer, nunca me deixassem beber, pois havia renascido para vencer o vício da bebida. Lembra, papai?

Nesse momento, surpreso, Geraldo respondeu:

— Lembro-me que você dizia essa bobagem, mas eu nunca acreditei, meu filho.

— Pois é verdade. Lembro-me até que, quando eu era ainda Armando Garcia, seu avô, e você, meu neto pequeno, foi comigo até uma montanha. Quando estávamos lá no alto, olhando para a paisagem que se estendia à nossa frente lá embaixo, eu lhe disse:

— Geraldinho, meu neto, eu quero parar de beber e não consigo. Mas eu vou pedir a Deus para voltar e mudar de comportamento. Vou pedir também que você seja meu pai e quero que me ajude a ser alguém mais responsável e útil ao meu próximo. E você jurou que me ajudaria. Então, lhe dei uma medalha com a imagem de Jesus e pedi que não a mostrasse a ninguém. Lembra-se?
 

De vermelho que estava Geraldo tornou-se branco de susto. Com os olhos úmidos de pranto, confirmou:

— É verdade, meu filho! Lembro-me desse passeio e do pedido de seu avô, que respeitei. Naquela hora ele entregou-me a medalhinha, que jamais mostrei a ninguém; guardo-a em lugar secreto, como ele me pediu. Agora

entendo a razão de meu avô! Como sou descrente, ele sabia que um dia essa medalha talvez pudesse fazer-me voltar a crer.

— Isso mesmo, papai. A medalhinha está naquela escrivaninha antiga do vovô e que tem um fundo falso, onde você a colocou.

Novamente surpreso e arrepiado, Geraldo abraçou o filho, concordando:

— É verdade, meu filho. Ninguém nunca soube desse esconderijo! Aliás, nunca comentamos sobre o vício de seu avô. Agora eu acredito em Deus, pois só Ele poderia me dar uma lição como essa. Obrigado, filho.

Depois, virando-se para Matias e Carlinhos, sorriu:

— Este encontro foi providencial. Entendo agora que nada acontece por acaso. Em tudo existe a mão de Deus, Criador do Universo... ou qual for o nome que se lhe dê. Matias e Carlinhos, obrigado por estarem aqui hoje e me permitirem receber esta grande lição.

Carlinhos e Matias estavam emocionados também e o pai respondeu:

— Nós é que somos gratos, Geraldo, pela oportunidade de estarmos aqui. Sem dúvida, este encontro foi programado para que seus olhos se abrissem à luz!

— Agora, confesso que estou bastante interessado em saber onde vocês obtêm estas informações tão importantes! 

— É no Evangelho de Jesus. Mas será um prazer se quiser nos acompanhar à Casa Espírita. Lá poderá ouvir uma palestra edificante e maiores orientações através de cursos que o farão entender melhor as Leis Divinas.   

E ali mesmo combinaram de se encontrar durante a semana para irem ao Centro Espírita.


MEIMEI
 

(Recebida por Célia X. de Camargo, em Rolândia-PR, no dia 17/6/2013.)

                                                    


 


Voltar à página anterior


O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita