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Espiritismo para crianças - Célia Xavier Camargo - Espanhol  Inglês
Ano 4 - N° 169 - 1º de Agosto de 2010

 

O ursinho comilão

 

Biluca, o ursinho, vivia com sua mãe, Dona Ursulina, e seu pai, o senhor Ursão, numa floresta muito bonita. 

Biluca era um ursinho que tinha um hábito muito feio: comia demais. 

Comia tudo o que aparecesse na sua frente e nunca estava satisfeito. E, devido à sua grande gulodice, era muito egoísta, nunca dividia nada com ninguém. 

Quando parecia alguém mastigando alguma coisa, ele logo pedia um pedaço ou uma mordida. Mas Biluca, quando um amiguinho seu

pedia um pedacinho do que ele estivesse comendo, não dava de jeito nenhum!

Certo dia, Biluca encontrou um pedaço de bolo que alguém tinha deixado cair na floresta. Um coelhinho viu e pediu um pedacinho para o ursinho, que se recusou a dar.   

Dona Ursulina o repreendeu, dizendo: 

— Biluca, meu filho, isso é feio! Você não deve comer tanto. Qualquer dia desses, você vai ficar doente. Temos que aprender a repartir as nossas coisas. Vamos, dê um pedaço de bolo ao seu amigo coelhinho.  

— Não, não e não! — repetia ele — Vou comer tudo sozinho. O bolo é meu! 

Até que, um dia, dona Ursulina escutou gemidos e choro. 

Era Biluca que chorava, rolando no chão e apertando a barriga com as duas patas dianteiras. 

— O que aconteceu, Biluca? — perguntou a mãe, aflita. 

— Ai! Ui! Ai!...Não sei. Estou com muita dor na barriga. Acho que vou morrer! Socorro! Socorro! — gritava Biluca. 

Dona Ursulina, preocupada, perguntou: 

— Você comeu muito hoje, Biluca? 

— Ai! Ai! Ai!... Não, mamãe. Só umas duas frutinhas silvestres... 

E chorava de fazer dó, se contorcendo de dor.  

Dona Ursulina pegou o filhinho no colo e saiu em busca de socorro. Logo encontrou dona Coruja, que é o bicho mais sabido da floresta. 

— O que está acontecendo? Qual o motivo de tanta gritaria? — perguntou dona Coruja com seus olhos grandes e arregalados. 

— Ah! Dona Coruja! Ajude-me, por favor. Meu filho está muito doente e não sei o que fazer. Ajude-me, por caridade! 

Dona Coruja pensou e disse resoluta: 

— Bem, tenho alguns conhecimentos de medicina. Coloque o garoto sobre aquele tronco de árvore ali. 

A mãe obedeceu, com carinho, e dona Coruja, muito compenetrada, pôs-se a examinar o paciente.  

— Não tenho dúvidas. Temos que operá-lo. 

— Operar, dona Coruja?!... 

— Sim. Não vejo alternativa. Mas não se preocupe, tudo sairá bem. Vou buscar minha maleta e já volto.  

De fato, em poucos minutos dona Coruja voltava munida do necessário para fazer a cirurgia. 

Colocou o avental, ajustou os óculos e se preparou para a cirurgia. Abriu a barriga do ursinho, mas logo em seguida parou, surpresa: 

— Meu Deus! Quanta coisa! 

E começou a retirar tudo o que estava dentro da barriga do Biluca: várias frutas, raízes, ervas, dois peixes, três lascas de árvores... 

— Até uma lata velha, Biluca?!... — exclamou assombrada.   

Costurou cuidadosamente o pequeno urso e dentro em pouco Biluca estava bem.  

— Como está passando, meu filho? — indagou a mãe, ansiosa. 

— Muito bem, mamãe. Estou me sentindo até um pouco vazio!... 

Dona Ursulina agradeceu a Coruja e dirigindo-se ao filho, acentuou: 

— Se não fosse dona Coruja, você poderia até morrer, meu filho. Aprenda de uma vez por todas, Biluca, que comer demais não faz bem a ninguém. Temos que aprender a repartir o que é nosso. O que sobra da nossa alimentação pode estar faltando para outros animais. Sabe que existem seres passando fome? Enquanto você come tanto, outros não comem nada. Ajude a você mesmo e aos outros dividindo o que possui. Além de estar ajudando outras criaturas e exercitando a fraternidade e a caridade cristãs, também estará beneficiando a si mesmo, pois não comendo em excesso não sofrerá mais dessa maneira. 

E enquanto Biluca abanava a cabeça concordando, ela completou: 

— Devemos comer para viver, meu filho, e não viver para comer. Entendeu?

— Entendi, mamãe. Nunca mais comerei tanto. 

E a partir desse dia, sempre que ganhava alguma coisa, Biluca repartia com seus amiguinhos da floresta.


                                                                       Tia Célia   
 


 


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 Revista Semanal de Divulgação Espírita