Quedas e soerguimentos
“Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua
transformação moral e pelos esforços que emprega para
domar suas inclinações más.” (Allan Kardec)
No caminhar incessante das existências, todos nós caímos
pela invigilância. São desvios que nos surgem como
alternativas, mas que atrapalham o verdadeiro trajeto
que deveremos realizar. As facilidades, não raras, são
armadilhas que nos iludem e nos fazem seguir por
caminhos equivocados.
Nossas imperfeições facilitam esses acontecimentos, mas
não devemos entrar em desespero, nem tampouco desistir
dos objetivos da evolução. Lembremo-nos de O
Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XVII,
item 3, que diz: “Entrai pela porta estreita, porque
larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a
ela conduz, e muitos são os que por ela entram(...)”. No
entusiasmo da ilusão, somos vítimas de nós mesmos, já
que não nos valemos do discernimento necessário para
escapar das inúmeras quedas que nos fazem padecer.
É importante buscarmos o autoconhecimento, que
revelará as nossas falhas, para que possamos processar
os ajustes necessários. Não menos importantes são os
nossos potenciais. Devemos valorizá-los e aprimorar os
talentos que temos. Isso nos fará manter a
autoestima indispensável para termos otimismo e
vencermos os desafios que se nos apresentam.
Contudo, a
humildade deverá estar sempre presente; caso
contrário, teremos exacerbada a chama da vaidade e, por
consequência, desvirtuaremos o processo que pretendemos
realizar no âmbito do crescimento espiritual. No livro
Conhecendo o Espiritismo, pág. 45, de Adenáuer
Marcos Ferraz de Novaes, temos: “A evolução espiritual é
a única fatalidade que existe”. (...) “A evolução
possibilitará o encontro sublime e misterioso entre o
Homem e Deus, eternamente ansiado por ele e objetivado
por Ele. (...)
Para conseguirmos esse propósito, precisamos edificar “um
novo ser”, desprovido das influências da matéria
que nos fustigam e corrompem o caminho que desejamos em
busca da nossa verdadeira “essência”, que é espiritual.
Essa reconstrução exige um trabalho contínuo, que vai da
demolição das mazelas que nos aprisionam, como o
egoísmo
e o
orgulho, dando lugar às virtudes que nos
elevam a alma.
O renomado físico inglês Stephen Hawking é autor de uma
frase que nos devolve o entusiasmo nas vicissitudes.
Disse ele: “Lembre-se de olhar para as estrelas e não
para os seus pés”. Isso não quer dizer que ignoremos a
realidade nem fujamos dos compromissos. Mostra-nos que
há outros ângulos para observação em nosso caminhar
diário. Trata-se de um chamamento à reflexão que
resultará em alternativas para que possamos contornar os
desafios e superá-los. Contudo, é necessário que
tenhamos sempre coragem para o enfrentamento
das dificuldades, mantendo a fé, perseverando e
alicerçando a esperança.
Por sua vez, no livro Conflitos Existenciais,
pág. 45, psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo
Espírito Joanna de Ângelis, encontramos: “Em decorrência
da inevitabilidade do sofrimento, o caminho único a ser
percorrido é a sua superação, quando se passa a formar a
seu respeito uma ideia clara e nítida,
racionalizando-lhe as ocorrências”. (O pessimismo é o
véu que encobre a nossa autoestima.)
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