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Emmanuel e Pires ante os furores dos “PhD
em Kardec”, afetados
Para os “PhD em Kardec”,
afetados sempre de plantão, reafirmo que
Herculano Pires jamais analisou Emmanuel como Espírito
pseudossábio e nunca rejeitou as obras emmanuelinas.
Pelo contrário, ele as respeitava profundamente, embora
fizesse análises críticas, como qualquer um de nós deve
fazer, quando julgava necessário, algo coerente com seu
perfil de filósofo, pesquisador e espírita, às
vezes descomedidamente ríspido no campo
doutrinário.
Pires dizia que, em algumas obras de Emmanuel,
não em todas, havia uma combinação de
espiritualismo, religiosidade tradicional e misticismo.
Em face disso, nem tudo deveria ser tomado como
referência doutrinária segura.
Ok, tudo bem! Porém, Pires reconhecia o alto valor
moral, literário e espiritual das obras psicografadas
por Chico Xavier e atribuídas ao Espírito Emmanuel.
Portanto, considerava Emmanuel um instrutor
espiritual sério, com grande contribuição à
divulgação do Espiritismo.
Ao mesmo tempo, Herculano defendia, como todos devemos
fazê-lo, que nenhuma obra mediúnica está acima da
análise racional, nem mesmo as de Emmanuel, André Luiz,
Joanna de Ângelis etc.
Alguns
“PhD em
Kardec”, afetados,
confundem crítica doutrinária com rejeição completa.
Pires questionava, como qualquer um de nós deve fazê-lo,
interpretações excessivamente místicas, resignadas ou
fatalistas quando entendia que se afastavam do caráter
evolucionista e racional do Espiritismo.
Ele discordava especialmente de temas como o sofrimento
entendido como expiação automática e a visão
excessivamente punitiva da justiça divina. Pires também
criticava a ênfase muito grande na tal
obediência passiva.
Concordo com Herculano, afinal, o exercício do
controle universal do ensino dos Espíritos é princípio
básico do Espiritismo. Entretanto, por
paradoxal que possa parecer, em
O
Evangelho segundo o Espiritismo,
traduzido pelo próprio Herculano Pires, o
mestre Allan Kardec repete
as palavras punição 11 vezes e
castigo 16 vezes (isso mesmo!). E aí, como
ficamos?
Particularmente, não acolho tais princípios contidos em
tais palavras registradas em
O
Evangelho segundo o Espiritismo, que Pires
também traduziu. Mas que fique bem
claro: isso não significava que Pires rejeitasse a
literatura emmanuelina. Ele respeitava, estudava e até
recomendava várias de suas obras. Apenas exercia o
direito e o dever, que todos nós devemos exercer, da
análise crítica, sem dogmatismo.
Herculano Pires conhecia, sim, respeitava e recomendava
as obras de Emmanuel, mas com algumas PONTUAIS
ressalvas doutrinárias. A posição herculanista era
desapaixonada e criteriosa, não de rejeição cega
e fanática, nem de aceitação passiva e
irrestrita.
Herculano Pires asilava no Mentor de Chico Xavier o alto
valor moral e educativo, o pujante conteúdo evangélico,
a linguagem edificante e consoladora e a importante
contribuição para a divulgação do Espiritismo no Brasil
e no mundo.
Evidenciamos aqui, mormente aos “PhD em Kardec”,
afetados, que Herculano Pires
nunca combateu Emmanuel como Espírito mistificador ou
pseudossábio, nem tolheu ou proibiu a leitura
de suas obras e até recomendava sua leitura, afirmando,
em alto e bom som, que as obras de Emmanuel eram
edificantes, embora, obviamente, não substituíssem
Kardec.
Em resumo, para Herculano, o Espírito Emmanuel não era
um pseudossábio.
E temos dito aos
“PhD em
Kardec”,
afetados!
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