Joias da poesia
contemporânea

Autoria: Belmiro Braga

 

Quadras

 

Ai de quem busca o deserto

De torturas da descrença:

Morrer é sentir de perto

A vida profunda e imensa.

 

Depois da miséria humana

Sobre a Terra transitória,

Lastimo quanto se engana

O ouro da falsa glória.

 

Dinheiro do mundo vão,

Mentiras da vaidade,

Não trazem ao coração

A luz da felicidade.

 

Bem pobre é a cabeça tonta

Dos perversos e usurários,

Que morrem fazendo conta

Nas cruzes de seus rosários.

 

É ditosa no caminho,

Alegre como ninguém,

A mão terna do carinho

Que vive espalhando o bem.

 

Angústias, derrotas, danos,

Tudo isso tenho visto.

Só não vejo desenganos

Na estrada de Jesus-Cristo.


Do livro Parnaso de Além-Túmulo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.


 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita