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por Thiago Bernardes

 

O pensamento é nosso cartão de visita


Um leitor escreveu-nos:
 

“Gostaria de saber o que é ‘indução magnética’,  mencionada por Hermínio C. Miranda em suas obras, como funciona e quais são suas finalidades. Se possível, favor indicar bibliografia sobre o tema, que muito me interessa.”

 

Inicialmente, lembremos que induzir significa instigar, incitar, sugerir, persuadir, mover ou levar alguém a determinado comportamento. Uma pessoa pode, portanto, por diferentes meios, induzir outra a seguir este ou aquele caminho.

No livro Diálogo com as Sombras, Hermínio C. Miranda observa que, nos processos obsessivos, são amplamente utilizados os métodos da hipnose e do magnetismo, conhecidos também no mundo espiritual. Segundo ele, tanto os Espíritos esclarecidos quanto os que ainda se encontram presos às próprias paixões podem valer-se de técnicas de indução. Para procedimentos mais simples, basta uma indução superficial; nos mais complexos, utilizam-se recursos sofisticados.

André Luiz, em Mecanismos da Mediunidade, explica que, nos atos mais complexos do Espírito, a sintonia entre hipnotizador e hipnotizado depende da identidade de tendências e opiniões, estabelecendo-se entre ambos profunda afinidade moral.

O mesmo autor chama a atenção para a autossugestão e para o papel dos chamados agentes de indução. Uma conversação, uma leitura, a contemplação de um quadro, uma ideia, um espetáculo artístico, uma visita, um conselho ou uma opinião podem atuar como agentes indutivos. Seus efeitos serão tanto maiores quanto mais intensa for nossa fixação mental em torno deles.

Isso ocorre porque, ao fixarmos a atenção em determinada ideia, entramos em sintonia com aqueles, encarnados ou desencarnados, que pensam de modo semelhante. A afinidade mental, portanto, favorece a influência recíproca.

Em Seara dos Médiuns, no texto intitulado “Cartão de visita”, Emmanuel igualmente destaca a importância do pensamento nos fenômenos de sintonia psíquica. Para ele, o pensamento está na base de todos os fenômenos de sintonia na esfera da alma.

O benfeitor espiritual compara a energia mental à luz de uma vela: assim como a chama pode iluminar tanto o caminho de um santuário quanto a trilha de um pântano, a energia mental pode ser utilizada para o bem ou para o mal. Tudo depende da vontade e da direção que lhe imprimimos.
Emmanuel sintetiza o mecanismo em poucas palavras:

“Desejando, sentes.

Sentindo, pensas.

Pensando, realizas.

Realizando, atrais.

Atraindo, refletes.”

E acrescenta que, ao refletirmos aquilo que pensamos, estendemos nossa própria influência, ampliada pelos fatores de indução do grupo com o qual nos afinamos.

Daí a conclusão que dá título ao texto: o pensamento é nosso cartão de visita. Por meio dele, manifestamos aos outros, conforme nossos desejos e tendências, harmonia ou perturbação, saúde ou doença, intolerância ou entendimento, luz ou sombra.


   

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita