Artigos

por Waldenir A. Cuin

 

Podemos conversar com os espíritos?


“A causa principal da dúvida sobre a existência dos Espíritos é a ignorância da sua verdadeira natureza. Imagina-se os Espíritos como seres à parte da Criação, sem nenhuma prova da sua necessidade.” (Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, capítulo I.)


Quando encarnados, somos alma; estando fora do corpo físico, somos Espírito. Alma e Espírito são palavras que definem o nosso estado no corpo ou fora do corpo, apenas isso.

Da mesma forma que temos intenso interesse em receber notícias dos nossos entes queridos que residem longe de nós, e nos alegramos em saber como estão, não importando a distância que nos separa, assim também acontece em relação às criaturas que amamos e que nos amam, mas que, no momento, estão na pátria espiritual, depois de viverem uma existência aqui na Terra.

Sentimos saudades deles, e eles sentem saudades de nós. Por isso, a Providência Divina, extremamente consoladora, nos oferece o mecanismo da mediunidade, que, na essência, é uma faculdade inerente às criaturas humanas. Quando a sensibilidade mais intensa de algumas delas, os médiuns, é dotada desse valioso recurso, conseguem ser intérpretes dos Espíritos.

Através dos médiuns, os Espíritos falam conosco, ou seja, pela psicofonia; também escrevem, mediante a psicografia. Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco são os médiuns mais conhecidos nesse labor, tendo produzido e publicado, através dos Espíritos, uma quantidade imensa de livros. Os médiuns, pela mediunidade auditiva, podem ouvir os desencarnados; através da vidência, veem os Espíritos; mediante a intuição, captam o pensamento daqueles que residem na espiritualidade, isso dentre uma infinidade de outras faculdades mediúnicas.

Aos interessados em aprofundar os estudos sobre tão comovente e interessante tema, basta recorrer a O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, que é um verdadeiro tratado sobre médiuns e mediunidade.

Com o prestativo mecanismo da mediunidade, essa dádiva de Deus, os dois mundos se entrelaçam, isto é, o físico e o espiritual.

Quanta alegria e consolo aos filhos que ficaram na Terra ao terem a certeza de que seus pais não morreram, apenas trocaram de endereço e vivos estão na espiritualidade, tendo a possibilidade de enviar notícias, dizendo da vida fora da matéria.

Imaginemos a emoção de pais que viram seus filhinhos partirem na direção da eternidade, ao tomarem conhecimento de que eles podem escrever, através da psicografia, por exemplo, e dizer que os aguardam, um dia, na vida definitiva; que não acabaram e que estão acolhidos por corações generosos que os amam, sendo o túmulo apenas um depósito de restos materiais, agora inservíveis.

Qual doutrina apresenta consolo maior?

Conversar com os Espíritos, ou seja, comunicar-nos com os nossos entes queridos que agora moram na Espiritualidade, é algo extraordinário que Deus, em sua infinita bondade, possibilita a todos nós que ainda caminhamos por aqui.

Aprofundemos o assunto e, quanto mais conhecermos sobre médiuns e mediunidade e as possibilidades que tal faculdade oferece à humanidade, melhor saberemos aproveitar esse magnífico recurso de consolação e esclarecimento.

Aproveitemos, então...


 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita