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Daniela Guimarães Teixeira Migliari (foto)
nasceu em Brasília (DF), cidade onde reside até
hoje. É jornalista, escritora, terapeuta e
consteladora familiar. Tornou-se espírita em
2010. Na Comunhão Espírita de Brasília, atuou
como médium de psicografia, psicofonia e
dialogadora. Dentre as atividades desenvolvidas
na Comunhão, atualmente é dirigente do Programa
de Adaptação da Doutrina Espírita (PADES) e
leciona no Ensino Sistematizado da Doutrina
Espírita (ESDE). Além disso, é palestrante
regular na Comunhão Espírita, em diversas casas
espíritas do Distrito Federal e em canais
on-line de divulgação da doutrina. Foi
voluntária, por muitos anos, do programa Portal
Reação, veiculado em canal próprio pelo YouTube
e pela Federação Espírita Brasileira (FEB),
entre outros. Também atua como voluntária,
madrinha e divulgadora da organização
Fraternidade sem Fronteiras.
Em duas oportunidades esteve no Senado Federal
para falar em nome do Espiritismo brasileiro: em
11 de junho de 2019, foi convidada do estimado
amigo e senador pelo Estado do Ceará, Eduardo
Girão, para fazer uma breve fala na Comissão de
Educação do Senado Federal sobre a criação do
Dia Nacional do Espiritismo. Posteriormente, em
15 de agosto de 2025, para homenagear o legado
humanitário e espiritual de Divaldo Franco, como
autora do livro dos bastidores do filme
Divaldo, o Mensageiro da Paz.
Daniela, para começarmos, como você apresentaria
sua trajetória pessoal, profissional e
espiritual aos leitores que ainda não conhecem
seu trabalho?
Minha trajetória traz os desafios das mulheres
do meu tempo, com uma necessidade de equilibrar
e aprender a lidar com cargas, dores e
ignorâncias espirituais em meio aos desafios
afetivos e materiais. Conciliar a vida
profissional, no meu caso como jornalista, com a
vida familiar traz aprendizados morais e
espirituais complexos. Adiciono a isso a
hipersensibilidade intensa em minha família,
expressa em mim pela mediunidade ostensiva, que
me fez encontrar no Espiritismo a base e a paz
que tanto ansiava. O grande diferencial da minha
vida espiritual é o estudo intenso da vida de
Jesus desde os meus 14 anos, por diferentes
religiões e escolas filosóficas. Junto com o
apoio familiar, esse contato contínuo tem sido
minha fonte de suporte, inspiração e força para
viver.
Em que momento a escrita passou a ser, para
você, não apenas uma profissão ou expressão
pessoal, mas também um instrumento de serviço,
acolhimento e transformação?
Quando me casei com meu esposo, Máximo Migliari,
e nossos filhos chegaram, as feridas do passado
não curadas começaram a sangrar sobre quem não
me feriu. Eu me sentia uma mulher amarga,
raivosa, controladora, e isso dificultava muito
as relações familiares. Em 2008, passei a
escrever para essas dores e sombras do meu
psiquismo, convencida de que sou filha de Deus,
totalmente capaz de amar e ser boa. Insisti
neste contato por sete anos, por meio de dezenas
de textos, escrevendo e guardando-os em
silêncio. Alguns poucos iam para um blog, “Pra
gente ser feliz”, sem grandes repercussões.
Desde 2012, sou amiga do Rossandro Klinjey,
desde que nos conhecemos numa entrevista ao
Portal Reação, na FEB. Foi um reencontro de
almas irmãs e nunca mais nossas famílias
perderam contato. Em 2015, mostrei a ele um
desses textos, e Rossandro insistiu muito para
eu publicá-los, mas eu tinha muito medo de ser
julgada pelos sentimentos partilhados ali. Após
seis meses, tomei coragem, e a receptividade foi
avassaladora. Foi quando descobri que todo mundo
também tem sua sombra e a necessidade intensa de
acolhê-la, tanto quanto eu. Retornos se
repetiam: “Esse texto sou eu; eu que escrevi; eu
me sinto assim também”. Em questão de um ano,
havia 60 mil pessoas seguindo e repercutindo os
textos e, daí em diante, essa divulgação só
aumenta e me alegra mais e mais a cada ano.
De que maneira sua experiência como jornalista
influencia sua forma de escrever, entrevistar,
pesquisar e comunicar temas ligados à
espiritualidade?
Minha alma, por natureza, é muito sensível e
dolorida. Escrever sempre me aliviou e me ajudou
a desaguar as emoções e a organizar os
sentimentos. Desde menina e adolescente, tive
inúmeros diários escritos do início ao fim. Algo
muito natural, que me levou à profissão do
jornalismo impresso. Fui repórter por anos no
Correio Braziliense e, nesta
experiência, pude refinar a arte da escrita.
Minha família tem muitos escritores e poetas,
portanto, essa força também vem do meu campo
familiar.
Ao me tornar terapeuta no Abraço à Sombra e nas
Constelações Familiares, a comunicóloga
encontrou ainda mais impulso. Além da escrita
nos milhares de textos partilhados nas redes
sociais e em cinco livros, também passei a atuar
como comunicadora em centenas de lives e
palestras sobre autoconhecimento, Evangelho e
Espiritismo.
Como você compreende hoje o papel da comunicação
espírita diante de um tempo marcado pelo excesso
de informações, pelas redes sociais e pela
necessidade de mensagens mais profundas e
consoladoras?
A comunicação vai muito além da escrita e das
mídias sociais e visuais; ela é sentida na
presença, por exemplo, nos centros espíritas.
Sinto que o fundamental é abrir o coração para
as pessoas necessitadas que chegam a esses
locais em busca de acolhimento fraterno, de uma
ambiência de paz nas palestras, de falas
consoladoras e, sobretudo, sentidas pelos
palestrantes. Tudo isso é comunicação.
As palestras e conversas nas redes sociais
também despertam, sensibilizam e ajudam muito os
espectadores quando estão no trânsito ou nas
tarefas de casa. Assim, podem manter a sintonia
espiritual no dia a dia. Creio que o foco
principal desta comunicação seja a coerência da
fala por parte de pessoas que, por tanto
necessitarem do Evangelho, falam dele de coração
e de joelhos. E não pelo mero domínio
intelectual esvaziado da prática da caridade,
não só em sociedade, mas principalmente pela
caridade consigo mesmo e com o próximo mais
próximo, dentro de casa, onde moram os grandes
desafios.
A palavra pode esclarecer, consolar, ferir ou
curar. Que responsabilidade deve orientar quem
escreve ou fala sobre temas espirituais?
A pessoa precisa se atualizar com o tempo
espiritual da vinda de Jesus ao planeta, com a
proposta de ir além da lei e da letra fria da
justiça para uma Justiça Misericordiosa, que
nasce do Amor e da Pedagogia Divinos. Quem
aplica a palavra para fazer justiça, humilhar e
ferir alguém está preso num tempo
psíquico-espiritual do planeta que precisa e
merece se atualizar com o 11º mandamento que
Cristo nos deixou em João, capítulo 13:34: “Um
novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos
outros; como eu vos amei a vós, que também vós
uns aos outros vos ameis.”
Como nasceu o projeto do livro Divaldo – O
Mensageiro da Paz e o que mais a marcou ao
se aproximar da trajetória de Divaldo Franco?
Foi por meio de uma conversa com Luiz Saegusa,
da editora Intelítera, que buscava uma
jornalista para fazer as entrevistas e os textos
do livro dos bastidores do filme. A certeza veio
já no primeiro contato e, algum tempo depois,
numa madrugada, fui acordada e senti fortemente
a aproximação de Joanna de Ângelis; então,
escrevi um texto intuído por ela, que está na
abertura do livro. Ele veio com o mesmo título
do primeiro roteiro do filme, que chegou para
mim duas semanas depois deste ocorrido. Foi uma
confirmação bastante significativa e assim
prosseguiu todo o processo, com o imenso amparo
da equipe espiritual.
Conhecer a Mansão do Caminho e estar com Divaldo
Franco em algumas entrevistas, desde 2017, é das
grandes alegrias da minha vida. Foram momentos
preciosos vividos também nas filmagens, quando
também pude entrevistar o diretor Clovis Mello,
artistas, produtores e conhecer toda a equipe.
Tudo isso permanece sempre no meu coração e no
livro, que mostra que cada pessoa ali no projeto
estava sendo tratada espiritualmente e contando
um pouco de sua trajetória de vida, inclusive o
próprio Divaldo.
Entre tantas dimensões da vida de Divaldo — o
médium, o orador, o educador, o servidor da paz
— qual delas mais dialoga com as necessidades
espirituais do nosso tempo? Que lição humana ou
espiritual da vida de Divaldo permaneceu mais
viva em você após a realização deste trabalho?
Algo que me toca profundamente é a sinceridade
dele, que se mostra o tempo todo como
necessitado do Evangelho e do Espiritismo, com
suas mensagens vivas. Um servidor do Cristo, com
uma alegria e um senso de humor incomuns nos
ambientes religiosos. Nos almoços com ele,
sempre surgiam piadas e gargalhadas com as
histórias dos apertos que ele passou na vida,
além do carinho e da paciência com a humanidade
de todos nós.
Divaldo sempre se manteve em contato com sua
necessidade e dependência de Deus, e nada
enriquece mais um ser humano do que manter os
pés no chão, com humildade. Ele conseguiu viver
assim, e isso me deixava muito relaxada de ser
quem eu sou na frente dele. E tudo que qualquer
pessoa precisa é isso: sentir-se bem na própria
pele, ao manter contato com a dimensão real de
sua infância espiritual e, então, assumir e
agir, carinhosa e humildemente, sobre ela.
Você tem desenvolvido reflexões a partir da
série The Chosen – Os Escolhidos. O que
essa produção desperta em você como
possibilidade de aproximação com Jesus e com o
Evangelho?
Desde 2019, estou observando essa produção muito
de perto. Fico impactada com o foco que os
diretores e produtores mantêm no essencial que
permeia as diferentes denominações cristãs. O
foco na humanidade dos apóstolos e de Jesus é o
que mais me toca, pois fica fácil para o
espectador se relacionar com os comportamentos
mostrados ali. Eles também criaram histórias
muito atualizadas com os tempos atuais, com
temáticas prontas para receber o Evangelho e
mostrar sua aplicação prática e real. Eles dizem
que é um show para levar o espectador para o
Evangelho, e não o oposto.
Com isso, me aproximei ainda mais do Novo
Testamento e consegui olhar para o Antigo
Testamento com muito mais humanidade, humildade
e compaixão. Sinto uma integração imensa no
campo desta série, que une muitos corações em
torno do Cristo e de seu ensinamento primordial.
Como utilizar obras artísticas contemporâneas,
como séries, filmes e produções audiovisuais,
preservando o discernimento espiritual e a
fidelidade aos princípios cristãos e espíritas?
É preciso tomar cuidado para não tomar trechos
da série
The Chosen, por exemplo, e
utilizá-los como se fossem uma citação de um
livro da Bíblia. Nas primeiras temporadas, mais
de 90% dos diálogos foram criados para ilustrar
os Evangelhos e criar oportunidades de aplicação
dos ensinamentos do Cristo. Esses recursos todos
servem para nos sensibilizar e impulsionar a
busca por estudo e ocasião de aplicação dos
mesmos, como nos ensina Allan Kardec: “Amai-vos
e instruí-vos”.
Em Abraço à Sombra, você aborda o
acolhimento de aspectos internos que muitas
vezes rejeitamos. Como explicar esse convite ao
leitor espírita?
Ao aceitar “aquilo que tem para hoje”,
permanecemos em contato com a própria realidade
psíquica e, só então, podemos caminhar sobre
ela. Cair faz parte, e é o próprio chão onde
caímos que nos serve de base para o
soerguimento. Portanto, procuro olhar para todas
as minhas versões anteriores com respeito,
compaixão e recolhimento, pois elas não sabiam o
que eu sei hoje; e eu só sei o que sei hoje
graças a elas. Especialmente as que me causam
mais vergonha e constrangimento.
É preciso humildade para assumir-se aprendiz e
necessitado do Evangelho. Não é possível domar a
sombra, nem negá-la. E todos os grandes
estudiosos do psiquismo humano atestam que,
quanto mais negamos e julgamos algo em nós, mais
ele tende a se avolumar. Portanto, abraço a
minha sombra e convido-a a aprender a amar e a
ser amada pelas leis divinas e naturais. É
simplesmente nossa infância espiritual
precisando de colo, limites amorosos e
orientação para sair da ignorância.
Que relação você percebe entre o acolhimento da
própria sombra, o Evangelho de Jesus e a
proposta espírita de reforma íntima?
Uma coisa não existe sem a outra: o propósito
mesmo do Evangelho é este: mostrar o caminho das
bem-aventuranças e que fomos criados para viver
esta felicidade. E não há felicidade sem assumir
“o que tem para hoje”, com as dores e traumas
vividos, que precisam tanto de escuta, colo,
cuidado, instrução e iluminação.
“Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de
médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos,
e sim pecadores, ao arrependimento.” (Lucas
5:31-32). Pecado nada mais é do que “errar o
alvo” das leis divinas e naturais, e todos
estamos aqui para aprender a amar e a fluir
nessas ordens.
O subtítulo da obra fala em “infância
espiritual”. O que significa essa expressão e
por que ela é importante no processo de
amadurecimento interior?
A codificação kardequiana inteira traz este
conceito, seja nas perguntas de Kardec, seja nas
respostas e mensagens dos Espíritos. Esta
expressão fala da famosa questão 115 de O
Livro dos Espíritos: “Deus criou todos os
Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem
saber. A cada um deu determinada missão, com o
fim de esclarecê-los e de os fazer chegar
progressivamente à perfeição, pelo conhecimento
da verdade, e para aproximá-los de si. Nesta
perfeição é que eles encontram a pura e eterna
felicidade.”
Quanto antes assumirmos a humildade desta
condição, melhor iremos lidar com os aspectos
desta infância espiritual, que merece respeito,
calma e tranquilidade, tanto quanto um
recém-nascido precisa de tempo, amor e cuidado
para aprender a sentar, andar, falar e acordar
com a fralda seca. Em termos evolutivos, também
estamos neste processo, e ele é lindo.
Ravi, o espelho que aprendeu a brilhar
dialoga com crianças, famílias e educadores.
Como nasceu essa obra e que mensagem central ela
deseja transmitir?
Esta obra nasceu de dois sonhos que uma amiga
contadora de histórias, Nyedja Gennari, teve por
duas noites seguidas. Ela se via numa colônia
espiritual onde a história estava sendo contada
e um mentor dizia a ela para me convidar a
escrever um livro infantil. Quando ela me ligou,
eu soube imediatamente qual seria a história e a
escrevi em questão de minutos. Nossa filha
Rafaela ilustrou o livro, que trata da mesma
mensagem de autoamor do livro Abraço à
Sombra, que nos ensina a amar com “tudo
aquilo que tem para hoje” em nosso ser, e que a
alegria de servir nos leva a ser espelhos cada
vez mais límpidos do amor divino por e em nós.
As crianças amam o Ravi; e as crianças
interiores dos adultos também.
Como a literatura infantil e juvenil pode
contribuir para a formação moral e espiritual
sem perder a leveza, a imaginação e a beleza da
narrativa?
Os contos e histórias nos ensinam por meio das
imagens, e o subconsciente se comunica conosco
por esta precisa linguagem. Por isso, grandes
terapeutas e curadores, inclusive Jesus Cristo,
utilizam-se de imagens e parábolas para ilustrar
conhecimentos e soluções espirituais. Situações
e dores cotidianas são as bases dessa
identificação, e a pessoa pode percorrer o arco
dos personagens, sentindo e compreendendo a dor
pelo fio do encontro na vulnerabilidade — o
único espaço real onde a cura pode ser vivida.
Em Tô aqui com você, você trata de nove
posturas de acolhimento de crianças e
adolescentes em sofrimento. O que significa, na
prática, dizer a alguém: “Estou aqui com você”?
O médico e autor húngaro Gabor Maté diz que a
dor de um trauma vem, principalmente, não do
conteúdo do trauma em si, mas do fato de a
pessoa passar por ele sozinha, sem ter alguém
para elaborar, apoiar e acompanhar nesta
travessia. Portanto, acompanhar a si mesmo no
estudo dessas dores e, no caso deste livro,
orientar pais, professores, médicos e tutores a
auxiliar as crianças e adolescentes em
sofrimento é mostrar a simplicidade deste
processo quando encontramos a postura
necessária.
No caso, nove posturas que auxiliam o adulto a
sair do pânico da própria criança interior e
permanecer o máximo de tempo possível na postura
adulta que realmente ajuda os menores. O mais
incrível é que, ao auxiliar as crianças e
adolescentes nesta proposta, os adultos têm a
chance de curar a própria criança e o próprio
adolescente interior em meio a este processo. O
livro é curtíssimo, lido em menos de 30 minutos,
e foca nesse ir e vir entre a criança interior
do adulto e aquela que está demandando sua
assistência na vida objetiva.
Que atitudes simples, mas fundamentais, pais,
responsáveis, evangelizadores e educadores podem
desenvolver para acolher melhor crianças e
adolescentes em momentos de dor?
Sobretudo, os adultos precisam estar atentos à
dimensão interior da sua própria criança ferida,
que entra em desespero diante de um filho em
depressão, autolesão etc. Este adulto precisa
buscar auxílio para si também e cercar-se de
amparo psicológico, pedagógico e espiritual,
pois a cura será familiar. É todo um sistema
atravessando este processo em conjunto. A
criança dá voz ao não dito do sistema familiar;
portanto, é preciso ter esta lucidez para seguir
adiante nesta cura com efeitos reais e
duradouros.
Como a espiritualidade pode fortalecer quem
acolhe, sem substituir o apoio profissional
quando ele se faz necessário?
Na conexão com Deus e com a certeza do amor do
Pai, temos muito mais combustível para auxiliar
aqueles que tanto precisam de nós. Essa conexão
espiritual, inclusive, favorece que encontremos
o apoio profissional adequado. A fé no amor e na
vida é o que nos dá chão e força para saber que
é possível, sim, aprender a amar e ser amado —
que é tudo que as crianças e adolescentes em
sofrimento mais precisam sentir e saber. Ah! E o
“não” e o limite são amor também, desde que
aplicados com calma, amor e consciência.
Observando o conjunto de seus trabalhos, é
possível perceber um fio condutor ligado ao
acolhimento, à escuta e à iluminação interior.
Você reconhece essa unidade em sua trajetória?
Reconheço que falo daquilo que mais precisei
para me reerguer e voltar a ter fé na vida. Vivi
desafios familiares muito intensos quando era
muito nova, que foram as experiências exatas que
eu tanto precisava para desenvolver esta tarefa.
Ao encontrar este remédio para mim, a alegria
transborda em textos, palestras, lives e
processos terapêuticos que me fazem ver que nada
foi em vão e me ensinam a amar cada vez mais
minha trajetória e saber que cada experiência
espinhosa tem virado uma linda rosa no buquê da
minha vida.
Para encerrar, que mensagem você gostaria de
deixar aos nossos leitores?
Que Deus nos ama intensamente, que vivemos
mergulhados em Seu Oceano de Amor, como peixes
que só irão morrer de sede se nos recusarmos a
abrir a boca. Esta imagem de André Luiz, pela
psicografia de Chico Xavier, ilustra tudo.
Quanto mais nos sentimos amados, melhor sabemos
amar.
Busque por este FIO que te faz lembrar da
condição de filho (fio), de conFIAnça, que te
leva a FIAR na vida — tanto nas experiências
agradáveis quanto nas desagradáveis também.
Encontrar este FIO e seguir nesta conexão com
cada vez mais força é o que todos precisamos
fazer para encontrar a felicidade existencial,
que vai muito além das alegrias e tristezas
momentâneas.
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