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A
felicidade, ainda, não é
um porto de chegada
Procuremos, ao chegar a
hora do sono, relaxar e
deitar para descansar,
com a certeza de que a
vida sempre nos concede
uma nova chance a cada
amanhecer, por ordem do
Divino Poder.
Não vencemos de uma só
vez – é aos poucos,
costurando os dias
difíceis, que percebemos
estar inteiros novamente
para a luta do
aperfeiçoamento.
Agradeçamos sempre ao
Poder Superior pela
manhã; enquanto aqui
estivermos, teremos a
oportunidade de fazer
algo melhor do que no
dia anterior.
Não nos enganemos: a
felicidade não é um
porto de chegada aqui na
Terra – é uma construção
diária; quanto mais nos
aperfeiçoarmos, mais
perto dela estaremos.
Em O Livro dos
Espíritos, Allan
Kardec, em síntese,
afirma que a nossa
felicidade será
naturalmente
proporcional ao bem que
fizermos aos outros; e
reforça que a felicidade
plena não é possível na
Terra, pois não somos
daqui – ela se realizará
na Vida Espiritual, de
onde viemos e para onde
retornaremos, mais cedo
ou mais tarde.
Na questão 922, Kardec
indaga aos espíritos, e
eles respondem sobre a
felicidade relativa no
corpo físico: – “Com
relação à vida material,
consiste em possuir o
necessário. Com relação
à vida moral, consiste
na consciência tranquila
e na fé no futuro”.
Os espíritos recomendam
que, quanto menos
imperfeições tivermos,
mais próximos da
felicidade chegaremos.
Essa reflexão também
aparece em Obras
Póstumas (“Credo
Espírita”) e na
Revista Espírita de
1865, reforçando que a
verdadeira felicidade é
fruto da evolução e da
diminuição do egoísmo e
do orgulho.
O desapego material e
emocional é difícil ao
ser humano, em função da
própria lei de
conservação e do
sentimento de
propriedade. O homem de
bem é aquele que
compreende que a
felicidade nasce do que
há de bom em si e dos
frutos que oferece aos
outros; mesmo nas
dificuldades, mantém a
certeza da paz interior.
O Cristo já nos alertou
sobre os tesouros no céu
(Mateus, 6:19-21),
incentivando o acúmulo
de riquezas espirituais
– como generosidade,
amor e boas obras – em
vez dos bens materiais,
que são passageiros.
Significa investir no
Reino de Deus por meio
do próximo, garantindo
valores eternos e
seguros.
A felicidade não está na
ausência de conflitos,
mas na forma como
lidamos com eles.
Precisamos aprender a
gostar de nós mesmos,
dos outros e até
daqueles que não gostam
de nós. Quando a mente
se prende à agitação e
aos bens materiais, nos
afastamos dela. A
verdadeira felicidade
nasce do equilíbrio
interior e da maneira
como enfrentamos a vida.
A cada dia percebemos
mais que a felicidade
não é um porto, mas um
caminho. O desperdício
da vida está no amor que
não damos, nas forças
que não usamos. Como
disse William
Shakespeare: “Aprendi
que todos querem viver
no topo da montanha, mas
toda felicidade e
crescimento ocorrem
enquanto a estamos
escalando”.
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