Tema:
Não se pode servir a Deus e a Mamon
Riqueza ou pobreza
Naquele dia, a
turma estava extremamente agitada. Durante uma aula de
evangelização, em que estudavam o tema “Não se pode
servir a Deus e a Mamon”, iniciou-se uma discussão a
respeito da riqueza e da pobreza. O evangelizador,
sempre moderado, procurava uma maneira de falar às
crianças sobre os valores espirituais.

Alguns deles, porém,
insistiam em dizer que era necessário vencer na vida
para ser feliz, entendendo que “vencer na vida”
significava ter muito dinheiro, prestígio e poder para
adquirir tudo o que quisesse e satisfazer todos os
desejos. Alguns poucos já compreendiam que a verdadeira
felicidade não está nas coisas materiais, mas na
conquista das virtudes espirituais.
O evangelizador dizia:
— Os recursos materiais
são importantes, de fato. O corpo material, para estar
bem, precisa de alimento, repouso e proteção. Mas há
diferença entre o necessário e o supérfluo. Depois de
atendidas as necessidades, não são os recursos materiais
os responsáveis pela felicidade do homem.
— O dinheiro é muito bom
quando usado para o bem, para promover o progresso, a
educação, a saúde... Mas, se for mal usado, pode
exacerbar o orgulho e o egoísmo. Por isso, Jesus disse,
certa vez, que era difícil um rico entrar no Reino de
Deus — continuou ele.
— Nossa! Jesus disse
isso? Então é melhor ser pobre mesmo! — comentou André,
surpreso.
— Ser pobre também não é
passaporte garantido para a felicidade. A pobreza não
incentiva o orgulho, mas a pessoa pode não aceitar sua
condição e revoltar-se contra Deus e contra os que têm
mais dinheiro que ela. Pode até mesmo voltar-se para o
crime, por exemplo.
— É mesmo, tio Paulo! —
disse Antônio. — Daí é que não vai entrar no Reino de
Deus mesmo!
—
Mas, então, é melhor ser rico. Se é difícil entrar no
Reino de Deus dos dois jeitos, pelo menos o rico
aproveita bem sua vida aqui na Terra — disse Joana.
— O
melhor é cumprir os planos de Deus! — respondeu o
evangelizador. — Ser rico ou ser pobre depende de cada
um, mas, acima de tudo, de Deus. Cada um deve procurar
fazer o seu melhor e respeitar também a vontade dele. Se
Deus permitir a fartura monetária, ótimo; mas, se não
permitir, está bom também, pois o importante para o
Espírito não é vencer aqui na Terra, e sim aproveitar
todas as experiências para evoluir. Dinheiro não é
sinônimo de felicidade. Nem todo rico é feliz, e nem
todo pobre é triste.
—
Entenderam? — perguntou tio Paulo.
—
Acho que sim. O importante não é ser rico ou ser pobre.
É ser feliz e fazer as coisas certas.
—
Isso mesmo! — disse tio Paulo, satisfeito.
O evangelizador
distribuiu uma folha de atividades, e as crianças
tiveram de refletir ainda um pouco mais sobre o tema.
Conversaram também
sobre os valores materiais e os valores espirituais e
sobre a escolha que cada um tem de fazer entre atender a
uns ou a outros.
Quando todos terminaram, a aula foi encerrada
calmamente, com uma prece.
As
crianças se despediram e foram embora, levando consigo
mais um ensinamento importante.
(Adaptação de texto de autoria de Luis Roberto Scholl.)