Obsessores e tentações
Ao contato das ideias renovadoras que te bafejam,
afirmas-te na disposição de estudar e servir, com vistas
à sublimação que demandas.
Muita vez, porém, te lamentas contra obsessores e
tentações, imputando a eles fracassos e desencantos que
te assoberbam. Uns e outros, contudo, são frutos de tua
sementeira ou circunstâncias forjadas por teu próprio
comportamento.
Partindo do princípio de que somos mais ou menos
indiferentes a todos aqueles que não conhecemos, apenas
experimentamos atração ou aversão por aqueles Espíritos
com os quais já convivemos nas existências passadas.
Diante, pois, de nossos desafetos, convém profundo
autoexame, para verificarmos até que ponto seremos nós e
eles os perseguidores e os perseguidos.
Por outro lado, ser-nos-á lícito classificar por
seduções das trevas os impulsos inferiores que não
cogitamos de arrancar ao âmago de nós mesmos?
Achamo-nos entre obsessores e tentações à maneira de
alunos entre colegas e percalços da escola.
A ordem — confraternização e aprendizado.
A palavra é agente de auxílio no entendimento com os
irmãos que ainda não se afinam conosco, mas o exemplo é
a força que nos arrasta à desejada harmonização.
A prece ser-nos-á socorro contra o império das sugestões
deprimentes, todavia, ninguém extirpará tendências
infelizes sem esforço máximo de autocorrigenda.
Não alegues a carga de influências destrutivas como
sendo motivo a desânimo e frustração.
Nunca olvidar que somente a luz vence a sombra, tanto
quanto só o bem vence o mal.
Do livro No portal da Luz, obra
psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.
|