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por Roni Ricardo Osorio Maia

 

Tributo a Allan Kardec    


Reportamo-nos ao nosso Codificador - Allan Kardec - com a nossa profunda admiração e imenso respeito ao seu hercúleo labor, o qual a ele fora destinado naquele tempo encarnatório na Terra – 03/10/1804 (Lyon) a 31/03/1869 (Paris), como Mensageiro da Luz. O Espiritismo, graças ao proeminente Codificador, orientou os habitantes de nosso orbe. Fruto dos ensinos dos Espíritos Imortais – todavia, os luminares do Invisível precisariam de alguém competente na Terra. O escolhido estava reencarnado no velho continente, precisamente na França, país restabelecido em um regime democrático, de forma a possibilitar o lançamento da nova doutrina filosófica; dessa maneira, foi o lionês Hippolyte Léon Denizard Rivail.

Em sua juventude, foi discípulo do pedagogo Johann Heinrich Pestalozzi, quando atuou em Yverdon-les-Bains,  na Suíça. Mais tarde, em Paris, ele aceitou o convite das famílias Baudin e Roustan a fim de averiguar os fenômenos inteligentes nas sessões privativas realizadas nas respectivas residências. Através da seara espírita onde estamos há quarenta anos, as mais variadas histórias ouvimos e/ou conhecemos sobre os alentos e as provas incontestáveis para se mitigar as dores: física e/ou moral dos sofredores pela pátria brasileira,  por conhecermos inúmeros casos,  tais como:  curas, tratamentos espirituais, desobsessões, mensagens psicografadas, acolhimentos material e espiritual etc.

Há uma inesquecível narrativa ao nosso coração que será apresentada, a seguir – por trabalharmos há décadas a pedido do espírito de uma querida amiga de outrora – Yvonne do Amaral Pereira, secundada pelo nosso amigo espiritual – Mário para acalmarmos almas com ideações suicidas, assim como suas investiduras com arremedos intempestivos e equivocados contra a própria vida – a qual não cessa, porque é perene.

Jesus  explicou-nos: “(...) Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”.[1] Allan Kardec assim o fez com toda cátedra que fora mnemonicamente armazenada em fecundo conhecimento de sua alma evoluída.[2]  Um homem possuidor de uma inteligência capaz de transformar o seu sacerdócio - a pedagogia, mais tarde, a favor da civilização terrena, transpôs seu cabedal de mestre para fora do ensino restrito em uma sala de aula com os alunos. Portanto, ele fez a  população da Terra outra classe estudantil, a fim de com ele aprender, didaticamente, as questões elementares do pensamento humano:  Quem sou?  Onde estou?  Para onde vou?

Em razão disso, escolhemos o expoente espírito Hilário Silva  no livro O Espírito da Verdade[3], por diversos autores espirituais, psicografados ora por Francisco Cândido Xavier (mensagens ímpares)  ora por Waldo Viera (mensagens pares) na  de número 52 – Há um século, que em uma manhã gelada de 1860, o Codificador do Espiritismo encontrava-se esgotado e preocupado. O dinheiro escasseava para as obras a ele confiada; a pressão eclesiástica aumentara, numerosas cartas em retaliações ao seu trabalho se reuniam sobre uma mesa.

Nesse ínterim, a sua esposa Amélie Boudet entregou-lhe um embrulho – era uma encomenda. Kardec abriu-a e deparou-se com uma carta, leu-a,  cujo autor  revelava-lhe sua gratidão  por ter se deparado  com O Livro do Espíritos em ocasião  muito difícil, uma vez viúvo e desiludido diante das adversidades daquela vida,  desesperançoso mediante a solidão, resolvera suicidar-se; ele  jogar-se-ia de uma da pontes que atravessam o Rio Sena, em  Paris.

Nesse caso, escolhera  a ponte Marie; ao fixar-se na amurada para se atirar nas caudalosas águas fluviais, tocou-se em um objeto molhado pelo orvalho, o qual caiu sobre os seus pés, surpreendido, ele resolveu tomar conhecimento do que se tratava, buscou a iluminação do poste mais próximo e leu: “Esta obra salvou-me a vida. Leia com atenção e tenha bom aproveito. – A. Laurent” (XAVIER; VIEIRA, 2002, p. 127). O Codificador leu na missiva que o livro salvara a vida de alguém desiludido, e deparou-se com outro relato, na sequência daqueles registros: “Salvou-se também. Deus  abençoe as almas que cooperaram em sua publicação – Joseph Perrier (IDEM, p. 127).

O remetente havia reencadernado o livro, devido à sua profissão,  e agradecido devolvia-a ao Emissário da Luz, que após aquela dedicatória de gratidão experimentou nova aragem  benfeitora a nutri-lo, intimamente, uma vez demovido do autocídio.  O nascido em Lyon aconchegou  o livro no peito, raciocinou em detrimento ao desânimo que que lhe apossara frente aos detratores habituais relativos às imperfeições humanas, naquele confronto  do materialismo com a luz  e a verdade; no entanto, ele esperançou-se, porque era  sabedor de que seria preciso continuar... O esposo de Amélie Boudet precisaria desculpar os ataques, os insultos, os dissabores e as intrigas.

Temos a plena convicção de que as pedradas arremessadas contra esse bom gênio dissolveram-se no ar. O respeitável Mensageiro dos Espíritos respirou bem  fundo,  e antes de retomar as suas tarefas rotineiras, levantou-se da poltrona, alcançou sua janela, vislumbrou a via pública; logo, acompanhou  o movimento rotineiro de pedestres, tais como: crianças, jovens e idosos a transitarem habitualmente.  “O notável obreiro da Grande revelação respirou a longos haustos e, antes de retomar a caneta para o serviço costumeiro, levou o lenço aos olhos e limpou uma lágrima...” (IDEM, p. 128).

Ao mestre Allan Kardec – ou Monsieur Rivail – registramos nosso singelo tributo pela magnífica obra espírita codificada.

Um trabalho hercúleo de registros à pena, em meados do século XIX, através de manuscritos e registros incontáveis que resultaram nos livros do compêndio espírita, além dos inumeráveis textos e artigos (Revue), de onde sorvemos o que de melhor ficou imortalizado, literalmente, à humanidade terrena. Em destaque, relembramos a primazia textual do escritor Henri Sausse, com as narrativas daquilo que foi o labor do Codificador no livro Biografia de Allan Kardec[4].

Obrigado ontem, hoje e sempre ao nosso Codificador Allan Kardec!

 

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[1]  João 10:10.

[2] O Livro dos Espíritos: Desgosto da vida. Suicídio – questões 843 a 857; O Evangelho segundo o Espiritismo – Capítulo V –  Suicídio e Loucura e O Céu e o Inferno – Segunda parte – Exemplos – Capítulo V – Suicidas.

[3] FEB.

[4] FEB.

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita