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Sinais da
vida
De modo geral, a
criatura humana, por
mais distraída que seja
dos assuntos
espirituais, não deixa
de receber a assistência
divina por meio das mais
diversas maneiras. Por
exemplo, diante dos
momentos mais críticos
da encarnação, a ajuda,
para alguns, chega por
intermédio de um
conselho edificante ou
comentário elevado de um
parente ou amigo. Ao
passo que para outros, a
orientação providencial
alcança-os via uma frase
solta ou despretensiosa
que lhes chega
casualmente aos ouvidos.
Enquanto isso, há
aqueles que sonham com
algo premonitório,
advertindo-os à ação
imediata em relação a
algo importante ou
inadiável. Por outro
lado, há ocasiões em que
a mensagem ou aviso está
embutida na leitura de
um artigo, texto ou
livro colhida de forma
inesperada, mas que tem
ligação com algo sério
que estamos enfrentando.
Por fim, cabe ressaltar
as ideias e pensamentos
que cruzam as nossas
mente de forma
intuitiva,
inundando-nos, por assim
dizer, de sugestões
pontuais.
Seja a forma que for,
sempre haverá um meio
eficaz de recebermos a
ajuda espiritual
indispensável. Nesse
sentido, como pondera o
Espírito Emmanuel, na
obra Segue-me!...,
psicografada pelo médium
Francisco Cândido
Xavier, “O homem está
sempre rodeado de sinais
do céu. A questão não é
de exibir fatos:
resume-se em possuir a
necessária visão
espiritual para
compreendê-los”.
Com efeito, a nossa
(in)capacidade de
compreensão é o ponto
fundamental. Afinal de
contas, os sinais da
espiritualidade nos
alcançam, mas, não raro,
nos falta a necessária
sensibilidade para
percebê-los. Por isso,
acrescenta, ainda,
Emmanuel, que são muito
poucos aqueles “que
observam além da
superfície”. De fato, a
maioria não presta
atenção no teor das
comunicações e avisos
que lhes chegam. Em
muitas ocasiões, elas
podem ser muito mais do
que frases inócuas ou
sem sentido. Às vezes,
podem ser convocações
precisas ou chamamentos
à boa luta, seja
implementando uma nova
medida, consertando algo
errado ou revendo pontos
de vista e atitudes.
Em tais circunstâncias,
é preciso saber
interpretar corretamente
os sinais chegados,
refletindo sobre o que
eles significam e o que
demandam de nossa parte.
De repente, o Senhor da
vida está nos inspirando
à tomada de uma
importante decisão, que
poderá ajudar a muitos
direta ou indiretamente
ou a evitarmos um
desastre de
consequências
incalculáveis.
Assim sendo, manter um
vínculo mental estreito
com a divindade é
fundamental para sermos
agraciados com os sinais
da vida, a fim de que os
nossos passos estejam
sempre alinhados com o
bem e a justiça. Por
fim, vale também lembrar
que também nós emitimos
sinais aos nossos
circunstantes.
Identificá-los é tarefa
impostergável. Nesse
sentido, o Espírito
André Luiz, no livro
Agenda Cristã
(psicografia de
Francisco Cândido
Xavier) observa que:
“Sua conversação dirá
das diretrizes que você
escolheu na vida.
“Suas decisões, nas
horas graves,
identificam a posição
real de seu espírito.
“Seus gestos, na luta
comum, falam de seu
clima interior.
“Seus impulsos definem a
zona mental em que você
prefere movimentar-se.
“Seus pensamentos
revelam suas companhias
espirituais.
“Suas leituras definem
os seus sentimentos.
“Seu trato pessoal com
os outros esclarece até
que ponto você tem
progredido.
“Suas solicitações
lançam luz sobre os seus
objetivos.
“Suas opiniões revelam o
verdadeiro lugar que
você ocupa no mundo.
“Seus dias são marcas no
caminho evolutivo.
“Não se esqueça de que
compactas assembleias de
companheiros encarnados
e desencarnados
conhecem-lhe a
personalidade e
seguem-lhe a trajetória
pelos sinais que você
está fazendo.”
Dito isso, que a nossa
recepção possa ser cada
vez mais aguçada, assim
como os sinais que
emitirmos serem sempre
fraternais e elevados.
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