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por Anselmo Ferreira Vasconcelos

 

Sinais da vida


De modo geral, a criatura humana, por mais distraída que seja dos assuntos espirituais, não deixa de receber a assistência divina por meio das mais diversas maneiras. Por exemplo, diante dos momentos mais críticos da encarnação, a ajuda, para alguns, chega por intermédio de um conselho edificante ou comentário elevado de um parente ou amigo. Ao passo que para outros, a orientação providencial alcança-os via uma frase solta ou despretensiosa que lhes chega casualmente aos ouvidos. Enquanto isso, há aqueles que sonham com algo premonitório, advertindo-os à ação imediata em relação a algo importante ou inadiável. Por outro lado, há ocasiões em que a mensagem ou aviso está embutida na leitura de um artigo, texto ou livro colhida de forma inesperada, mas que tem ligação com algo sério que estamos enfrentando. Por fim, cabe ressaltar as ideias e pensamentos que cruzam as nossas mente de forma intuitiva, inundando-nos, por assim dizer, de sugestões pontuais.

Seja a forma que for, sempre haverá um meio eficaz de recebermos a ajuda espiritual indispensável. Nesse sentido, como pondera o Espírito Emmanuel, na obra Segue-me!..., psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier, “O homem está sempre rodeado de sinais do céu. A questão não é de exibir fatos: resume-se em possuir a necessária visão espiritual para compreendê-los”.

Com efeito, a nossa (in)capacidade de compreensão é o ponto fundamental. Afinal de contas, os sinais da espiritualidade nos alcançam, mas, não raro, nos falta a necessária sensibilidade para percebê-los. Por isso, acrescenta, ainda, Emmanuel, que são muito poucos aqueles “que observam além da superfície”. De fato, a maioria não presta atenção no teor das comunicações e avisos que lhes chegam. Em muitas ocasiões, elas podem ser muito mais do que frases inócuas ou sem sentido. Às vezes, podem ser convocações precisas ou chamamentos à boa luta, seja implementando uma nova medida, consertando algo errado ou revendo pontos de vista e atitudes.

Em tais circunstâncias, é preciso saber interpretar corretamente os sinais chegados,  refletindo sobre o que eles significam e o que demandam de nossa parte. De repente, o Senhor da vida está nos inspirando à tomada de uma importante decisão, que poderá ajudar a muitos direta ou indiretamente ou a evitarmos um desastre de consequências incalculáveis.

Assim sendo, manter um vínculo mental estreito com a divindade é fundamental para sermos agraciados com os sinais da vida, a fim de que os nossos passos estejam sempre alinhados com o bem e a justiça. Por fim, vale também lembrar que também nós emitimos sinais aos nossos circunstantes. Identificá-los é tarefa impostergável. Nesse sentido, o Espírito André Luiz, no livro Agenda Cristã (psicografia de Francisco Cândido Xavier) observa que: 


“Sua conversação dirá das diretrizes que você escolheu na vida.

“Suas decisões, nas horas graves, identificam a posição real de seu espírito.

“Seus gestos, na luta comum, falam de seu clima interior.

“Seus impulsos definem a zona mental em que você prefere movimentar-se.

“Seus pensamentos revelam suas companhias espirituais.

“Suas leituras definem os seus sentimentos.

“Seu trato pessoal com os outros esclarece até que ponto você tem progredido.

“Suas solicitações lançam luz sobre os seus objetivos.

“Suas opiniões revelam o verdadeiro lugar que você ocupa no mundo.

“Seus dias são marcas no caminho evolutivo.

“Não se esqueça de que compactas assembleias de companheiros encarnados e desencarnados conhecem-lhe a personalidade e seguem-lhe a trajetória pelos sinais que você está fazendo.”


Dito isso, que a  nossa recepção possa ser cada vez mais aguçada, assim como os  sinais que emitirmos serem sempre fraternais e elevados. 
 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita