Servir ao próximo
"O que se compadece do pobre empresta ao Senhor, que lhe
retribuirá o seu benefício."
(Provérbios 19:17.)
Poderemos iniciar perguntando: quem não gosta de ser
servido, amparado e acolhido? Assim, se nos colocarmos
no lugar dos nossos semelhantes haveremos de entender
que essa atitude será do agrado de todos.
Reportando-nos a Mateus (22:36-40), veremos que amar a
Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo
resume-se em um único mandamento. Então, libertando-nos
do egoísmo sentiremos a necessidade de nossos irmãos
serem servidos, como se essa generosidade fosse para nós
mesmos. Isso corresponde à “empatia compassiva”,
que nos impulsiona a agir em favor dos nossos
semelhantes.
É nesse ponto que o ser humano quase em sua totalidade
precisa despertar a consciência e cumprir os mandamentos
deixados por Jesus. Essa prática deve ser constante, já
que as necessidades no mundo em que vivemos são grandes
e, não raro, passam despercebidas seja pela desatenção
ou por alegações como “falta de tempo”.
As nossas existências são curtas, considerando quanto
precisamos melhorar. Busquemos aproveitar o tempo
elegendo prioridades em benefício da nossa essência
espiritual. A prática do bem torna-se imperiosa para
colhermos bons frutos no porvir.
Afastando-nos do egoísmo enxergaremos bem próximas de
nós as oportunidades que nos chegam para servir e sermos
úteis. O Divino Mestre aqui esteve para servir,
exemplificando para todos nós que esse é o caminho que
nos levará ao Reino Celestial.
Não há outro caminho nem atalhos! A estrada é única! Se
não realizarmos esse trajeto, conforme ensinou o Mestre
Jesus, estaremos retardando a chegada. A nossa
consciência é a bússola que norteará os passos
que daremos rumo à luz do Evangelho do Cristo.
No livro Confia e Serve, pág.18, psicografia de
Francisco Candido Xavier, encontramos de André Luiz:
“Onde estiveres, não te esqueças de que o bem necessita
de ti como instrumento para manifestar-se e não cruzes
os braços, como se nada tivesses a ver com o que
acontece ao teu redor”.
É preciso entender que as oportunidades de servir que
nos chegam devem ser aproveitadas, pois o amparo que
oferecermos servirá de bálsamo para aqueles carentes de
consolo. Nascemos para o convívio social, que se
consolida na harmonia interior, contagiando nossos
semelhantes.
Lembremo-nos do poeta e
clérigo inglês John Donne (1572-1631), que divulgou no
seu livro Meditações XVII a celebre frase: “Nenhum
homem é uma ilha”. Esse livro inspirou Ernest
Hemingway, que produziu
o filme Por
Quem os Sinos Dobram. A obra do poeta
ressalta que “a
morte ou o sofrimento de qualquer pessoa diminui a
todos, pois fazemos parte da mesma humanidade”.
Nesse contexto, trazemos o livro Pão Nosso, pág.
50, psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo
Espírito Emmanuel: “(...) A maioria dos nossos irmãos na
Terra caminha para Deus, sob o ultimato das dores, mas
não aguardes pelo açoite de sombras, quando podes
seguir, calmamente, pelas estradas claras do amor”.
Essa assertiva leva-nos à reflexão, para que possamos
avançar na prática do bem sem distinção, já que o
caminho a ser palmilhado é comum a todos nós.
Ajudemo-nos! O insulamento nada constrói, pelo
contrário, rebaixa-nos às profundezas do egoísmo,
retardando o nosso processo de crescimento espiritual.
Enfim, registro texto do livro Refúgio,
psicografia de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito
Emmanuel: "Guarda, portanto, em todas as fases de teu
caminho a caridade que identifica a presença do Senhor
nos caminhos alheios, respeitando-lhes a configuração em
que se apresentem". (A felicidade existe quando a
doçura do coração supera a amargura d'alma.)