Uma visão
diferente do
dogma trinitário
Este texto
baseia-se nos
capítulos 4 e 7
de meu livro “A
Face Oculta das
Religiões”. Nele
mostro,
respeitosamente,
erros da criação
do Espírito
Santo e da
Santíssima
Trindade.
A confusão
trinitária, em
parte, se deve
ao ego inferior
ou carnal dos
teólogos, de que
nos lembra
Jesus: “A carne
para nada
aproveita” (João
6:63), ou seja,
o eu inferior
nosso ou a
personalidade
variável de cada
reencarnação, ao
lado deste
outro: “O
espírito ou a
individualidade
(Ego ou Eu
Superior
profundo) que
vivifica”. E
este conhecido
dito retrata bem
o que estamos
dizendo e que,
hoje, não soa
bem para a
Igreja: “Roma
locuta est,
causa finita”
(“Roma falou,
assunto
encerrado”). É
por isso que
somos de opinião
que a Igreja
revise suas
doutrinas
criadas em
épocas de certa
ingenuidade
geral e
teológica,
influenciadas
pela mitologia.
E ela se orienta
muito por este
ensino
evangélico: “...
a vós são dados
os mistérios do
Reino de Deus,
mas para os que
estão de fora,
todas essas
coisas se dizem
por
parábolas...”
(Mateus 14:11,
34 e 36). Mas,
para os
teólogos,
também, a
Santíssima
Trindade e o ES
são um mistério
e criado por
eles mesmos e
não Deus!
E onde está a
confusão dela? O
cristianismo é
monoteísta. Mas
os teólogos
transformaram os
atributos ou
aspectos do Deus
Pai, de Jesus e
do Espírito
Santo (os
espíritos ou
almas, nisto
está certa) em
pessoas, em que
cada uma é Deus
igual ao Deus
Pai, Criador
incriado, que
sempre existiu
até antes do
tempo e é a
Causa Primeira
de todas as
coisas, isto é,
a Causa não
causada.
Quanto ao Filho,
Jesus Cristo,
Ele é mesmo
Pessoa, do que
não temos dúvida
nenhuma, embora
Apolinário de
Laodiceia tenha
ensinado a
polêmica
doutrina de que
a Pessoa de
Jesus é também
divina, tese
condenada quando
o chefe da
Igreja era o
Papa Dâmaso
(Século IV).
Até o ano de
381, quando
foram criados o
Espírito Santo e
a Santíssima
Trindade, na
Bíblia, quando
se fala em
Espírito Santo,
trata-se do
espírito ou alma
de uma pessoa já
falecida. E, no
Vaticano, há o
Museu das Almas,
com registros de
vários fenômenos
mediúnicos de
manifestações de
espíritos,
inclusive de
santos.
O espaço não me
permite citar
vários exemplos
bíblicos. Por
isso, só cito
estes dois:
“Quem pôs nele
seu Espírito
Santo?” (Isaías
63:11) e
“...Deus
suscitou o
Espírito Santo
de um homem
muito jovem
chamado Daniel”
(Daniel 13:45),
ambos da Bíblia
Católica.
E uns teólogos
europeus ensinam
que, quando a
Bíblia fala em
anjos, ela se
refere a
Espíritos
iluminados de
pessoas
falecidas, como
observou o padre
François Brune
em seu livro “Os
Mortos nos
Falam”.