Valorizar a vida
ontem, hoje e
sempre!
A vida é uma
centelha
indefectível
para todo o
sempre.
Desse modo, não
se poderá
extingui-la ou
exterminá-la,
porque a
existência é
física ou
espiritual. Ora
estaremos em
aprimoramento no
plano físico,
ora no
espiritual, pois
somos seres
pensantes,
indissolúveis,
perenes e
ininterruptos
rumo à plena
evolução do ser
inteligente, e
tudo isso se
torna
providencial ao
aprendizado
adquirido
enquanto
permanecermos na
categoria de
espíritos
imperfeitos,
conforme nos
esclarece a
escala espírita
(O Livro dos Espíritos,
questões 100 a
113) [1].
Equivocar-se-á
todo aquele que
pensar,
programar, ou
colocar em ação
o plano nefasto
de se
autodestruir. As
estatísticas
atuais são
preocupantes. Um
grande número de
pessoas nas
faixas etárias
desde a
infância,
juventude até a
fase adulta, tem
cometido
suicídio. A
campanha
brasileira
instituída pelo
CVV – Centro de
Valorização da
Vida, anualmente
durante o mês
setembro,
assinala cada
vez mais um
contingente
suicida
preocupante aqui
e noutros
países. É
preciso falar e
orientar
diversos irmãos
de caminhada
terrena
desalentados
perante a vida.
Segundo a OMS
(Organização
Mundial de
Saúde) o
suicídio é um
problema de
saúde pública
mundial, e
preveni-lo com a
distribuição de
cartilhas,
livretos e
informações à
população tem
surtido efeito
por onde
percorremos ou
participamos de
eventos
direcionados a
esse programa.
Profissionais e
estudiosos da
conduta e saúde
humanas têm-se
engajado nessa
vertente de
apoio à vida a
fim de elucidar
e favorecer a
diminuição dos
altos índices de
mortes
abreviadas.
Convidamos os
leitores a se
firmarem como
formadores de
opinião em favor
da vida diante
de nossos
escritos, pois,
desde que
surgimos, como
espíritos
imortais, nós
seguimos
diversos
estágios até nos
firmarmos na
fase atual,
ainda na
categoria
inferior em
processo
progressivo pela
Terra, nossa
atual morada.
Torna-se um
aprendizado cada
passagem em
rápida
existência
corpórea, porém,
ainda neste
mundo na
categoria de
expiação e de
provas, com
sofrimentos
propícios e
necessários ao
burilamento
espiritual.
Escolhemos da
obra O
Céu e o Inferno –
Segunda Parte – Exemplos -
capítulo V - Suicidas –
subtítulo: Duplo
suicídio por
amor e por
dever, uma
surpreendente
história
passional que
envolveu a
senhorita
Palmyre, o
senhor B... e o
senhor D... O
caso relatado
teve por
referência a
notícia datada
de 13 de junho
de 1863,
publicada em um
jornal francês
com a informação
da tragédia
passional que
envolveu o trio
citado, e que
foi levada para
análise na
Sociedade
Espírita
Parisiense, com
o propósito de
um possível
amparo
espiritual aos
envolvidos.
Tal enredo é
centralizado na
personagem
Palmyre, jovem
bem apessoada,
que possuía
muitos
candidatos ao
casamento.
Naquele tempo o
consórcio dos
filhos era de
responsabilidade
dos pais; mesmo
assim a moça
tinha o seu
favorito – o
senhor B...,
contudo os pais
optaram pelo
senhor D...,
pela condição
social dele ser
mais favorecida
e apresentar-se
mais lucrativa,
algo natural
naquele tempo da
sociedade
europeia.
Entretanto, os
dois homens eram
amigos. Palmyre
casou-se com sr.
D..., mas
continuou a amar
sr. B..., que,
devido a amizade
com seu esposo,
continuou a
vê-la. O senhor
B... também se
casou a fim de
esquecê-la,
porém essa
alternativa não
impediu os dois
de se tornarem
amantes e
praticantes do
adultério.
Diante da
situação criada
pelos amantes,
eles optaram
pelos suicídios.
Ambos entenderam
as mortes
abreviadas como
solução do
problema,
planejaram seus
autocídios,
morreriam juntos
e deixariam uma
carta ao sr.
D... com o
esclarecimento -
a ocorrência de
um perjúrio por
parte da esposa.
E pediriam para
serem sepultados
juntos. O senhor
D...
encontrou-os
asfixiados ao
chegar em seu
lar. O marido ao
se deparar com a
cena infeliz
atendeu-lhes a
solicitação e
providenciou o
sepultamento
deles
conjuntamente.
O fato exposto
foi apresentado
àquela Sociedade
Espírita e se
tornou objeto de
acolhimento pela
equipe
mediúnica;
obteve-se o
esclarecimento
espiritual de
que os suicidas
não se
encontravam em
condições de se
manifestarem na
reunião; o
efeito nocivo da
alternativa da
autoeliminação
lhes propiciaria
as expiações em
várias
reencarnações,
sem se
reencontrarem
até as
depurações dos
erros. Depois
dos resgates de
suas faltas eles
teriam a
oportunidade de
se reunirem
novamente, no
porvir.
Na mesma
reunião,
transcorridas
oito horas, o
orientador
espiritual
informou aos
médiuns reunidos
sobre a
possibilidade de
se poder evocar
os dois
espíritos
suicidas. Apesar
da perturbação
espiritual em
que se
encontravam (uma
vez
desconhecedores
de suas
condições como
espíritos
desencarnados).
Na evocação o
espírito de
Palmyre se
encontrava
confuso e
respondia que
não via o seu
amante (ambas
entidades
estavam
próximas). O
espírito
descrevia o que
se passava em
seu entendimento
limitado, sentia
frio e sofria. A
repercussão do
ato suicida o
abalara e
recebia as
orientações para
se arrepender,
porém a confusão
em que se
encontrava era
enorme, e
Palmyre não
entendia o
aconselhamento
fornecido. Uma
médium orou em
favor desse
espírito, em
total desconexão
de seu estágio
não identificado
naquele momento.
Nesse caso,
percebe-se o que
trata a Questão
956 de O
Livro dos
Espíritos,
muitos homens
que se mataram
na esperança de
reaver a pessoa
amada se
depararam com a
surpresa de não
se
reencontrarem,
como nesse
episódio, os
amantes foram
levados juntos à
reunião, e a
confusão deles
era tamanha, a
ponto de não se
identificarem.
Allan Kardec
esclareceu-nos
em nota
explicativa que,
para o culpado a
penalidade
demandará tempo,
contudo a
alternativa do
duplo suicídio
para se livrarem
da culpa pelo
adultério os
comprometeu
perante a
justiça divina,
ainda ponderou o
Codificador que,
“A intenção de
não faltarem ao
dever foi
honrada, sem
dúvida, e isso
lhes será levado
em conta mais
tarde, mas o
verdadeiro
mérito teria
consistido em
vencer o
arrastamento, ao
passo que
fizeram como o
desertor, que se
esquiva no
momento de
perigo”.
(KARDEC, 2019,
p. 222). As
expiações dos
dois amantes se
dariam ao longo
dos tempos, se
procurariam
pelas
reencarnações
futuras, porém
sem se
reencontrarem ou
se reaverem;
fato este, que
poderia ser
aliviado e
amenizado
conforme as
maneiras pelas
quais eles
suportariam as
provas que ambos
enfrentariam no
porvir. Faltosos
perante a lei de
Deus precisariam
se reeducar
espiritualmente
para granjear
tais méritos.
À luz do
Espiritismo não
há penas
eternas. As
renovações
desses seres
imortais, aqui
apresentados,
acontecerão
pelos esforços
aplicados para
se melhorarem,
quando
despertados
pelos atrasos em
que se alojaram,
uma vez
secundados pelas
orientações dos
benfeitores
amigos, em favor
de suas
renovações e
progressos.
Não há
privilégio na
Criação.
Todas as
criaturas tendem
à perfeição. Os
caminhos para
uns são longos
e, para outros,
tortuosos,
sedimentados em
angústias para
inúmeros
indivíduos.
Outros seres,
porém, que
jornadeiam de
forma
equilibrada,
trilharão o
caminho em
menores etapas
até atingirem a
plenitude.
Portanto,
trabalhar pelo
progresso
individual deve
ser a nossa meta
constante.
Destacamos que
não há
retrocesso; o
que acontece na
maioria dos
casos, devido à
nossa
inferioridade, é
a estagnação. No
entanto, um novo
recomeço sempre
estará
disponível ao
homem.
Com esses
apontamentos,
compreende-se
como o caso
exposto no
livro O Céu e
o Inferno e
as demais obras
da Codificação
contribuíram
para o
despertamento
espiritual das
criaturas que
estagiam na
Terra. Tanto as
mensagens dos
suicidas no
referido
capítulo quanto
as dos demais
espíritos, em
suas respectivas
categorias
organizadas pelo
erudito Monsieur
Rivail,
servem-nos de
alerta e
elucidação para
reflexões sobre
condutas
salutares diante
da vida – que
não cessa. Essa
jornada ocorre
desde quando
fomos criados,
simples e
ignorantes (no
pretérito, um
“ontem” perdido
nas noites do
tempo),
prossegue no
“hoje” e se
perpetuará no
futuro, para
sempre!
Paz e luz a
todos!