A noite de 28 de julho de 1971 foi diferente. Tornou-se uma data histórica para São Paulo e para o Brasil. Até hoje, muitos se perguntam por que estavam diante de um aparelho de televisão, aguardando o programa Pinga Fogo, do Canal 4. A resposta não é simples.
Naquela noite, Francisco Cândido Xavier, o médium psicógrafo de Uberaba, submeteu-se às perguntas dos entrevistadores. O Pinga Fogo I marcou época pela sabatina de três horas, transmitida em rede nacional. Chico Xavier respondeu a questões complexas formuladas por uma bancada de jornalistas e intelectuais — entre eles J. Herculano Pires e João de Scantimburgo —, além de telespectadores que participaram por telefone.
Durante a entrevista, defendeu a autenticidade de sua vasta obra mediúnica, reafirmou que destinava os direitos autorais à caridade e tranquilizou o público ao abordar temas como as leis do carma e a realidade do mundo espiritual.
A transcrição integral desses dois programas foi organizada pelo jornalista Saulo Gomes e publicada em forma de livro.