Cinco-marias

por Eugênia Pickina

 

Incentive seu filho a ler um clássico brasileiro 


A gente não deve tirar as ilusões de uma criança
. José Mauro de Vasconcelos


Li o livro O meu pé de laranja lima, de José Mauro de Vasconcelos, na minha infância, emprestado da biblioteca da escola.

Marcou-me a história do Zezé, um menino cheio de imaginação, que encontra na amizade com um pequeno pé de laranja lima não só um refúgio, mas também um confidente amigo de suas dores, o que o ajuda a suportar a dureza da realidade que o cerca. 

Mesmo tendo sido publicado há mais de cinco décadas (1968), o livro O meu pé de laranja lima continua atual e relevante. Desvela temas universais de maneira terna, delicada e, ao mesmo tempo, profundamente impactante.

Se você tiver um filho com 11 anos ou mais, poderá, sem dúvida, considerar esse livro para a biblioteca doméstica, pois ele é um clássico brasileiro e sua leitura é capaz de gerar conversas ricas e oportunas sobre afeto, amizade, confiança, violência, responsabilidade dos adultos.

E você? Já leu esse clássico? A leitura vale muito a pena…


Notinhas

Sinopse do livro (editora Melhoramentos): “O protagonista Zezé tem 6 anos e mora num bairro modesto, na zona norte do Rio de Janeiro. O pai está desempregado, e a família passa por dificuldades. O menino vive aprontando, sem jamais se conformar com as limitações que o mundo lhe impõe – viaja com sua imaginação, brinca, explora, descobre, responde aos adultos, mete-se em confusões, causa pequenos desastres. As surras que lhe aplicam seu pai e sua irmã mais velha são seu suplício, a ponto de fazê-lo querer desistir da vida. No entanto, o apego ao mundo que criou felizmente sempre fala mais alto. Só não há remédio para a dor, para a perda. E Zezé muito cedo descobrirá isso. A alegria e a tristeza não poderiam estar mais bem combinadas do que nestas páginas. E isso, se não explica, justifica a imensa popularidade alcançada pelo livro.”

Na minha biblioteca, tenho uma edição da editora Melhoramentos, 2019. Classificação: 11 anos e acima (e alunos do 6º ao 9º ano). Na infância, quando eu o li, tinha 11 anos. 


 
 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita