Joias da poesia
contemporânea

Autoria: Auta de Souza

 

Senhora da Amargura


Mãe das Dores, Senhora da Amargura,

Eu vos contemplo o peito lacerado

Pelas mágoas do filho muito amado,

Nas estradas da vida ingrata e dura.

 

Existe em vosso olhar tanta ternura,

Tanto afeto e amor divinizado,

Que do vosso semblante torturado

Irradia-se a luz formosa e pura;

 

Luz que ilumina a senda mais trevosa,

Excelsa luz, sublime e esplendorosa

Que clareia e conduz, ampara e guia.

 

Senhora, vossas lágrimas tão belas

Assemelham-se a fúlgidas estrelas:

Gotas de luz nas trevas da agonia.

 

Da obra Auta de Souza, livro psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.
 
 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita