Um minuto
com Chico Xavier

por Regina Stella Spagnuolo

   

Conta-nos um amigo querido que, certa ocasião, em uma visita a Chico Xavier, teve a oportunidade de vivenciar uma das muitas lições de verdadeiro amor fraterno e de desprendimento das coisas materiais que a alma simples e caridosa de Pedro Leopoldo sempre nos oferecia.

O fato ocorreu por ocasião do Natal, quando de sua primeira visita ao amigo. Havia levado uma pequena cesta com frutas e guloseimas natalinas, um presente singelo e carinhoso que pretendia oferecer-lhe.

Logo que chegou, foi recebido com calor e estima, sendo apresentado aos donos da casa, Lindolfo e Luiza, e às suas filhas — Maria Alice, a Pingo, e Lúcia. Em seguida, entregou-lhe o singelo presente, que Chico muito agradeceu.

Após rápidas e amenas conversas, Chico convidou-o para fazer algumas visitas. Em todos os lugares por onde passavam, mostrava a tal cesta, deixando o amigo um tanto quanto acanhado.

Dirigiram-se, especialmente, a uma casa de extrema pobreza, iluminada apenas por uma lamparina a querosene. No humilde quarto, uma velhinha jazia no leito. Seus olhos tristes, cansados e remelentos iluminaram-se de inenarrável contentamento ao reconhecer Chico Xavier como seu visitante.

Estavam ali na tentativa de aliviar o sofrimento daquela senhora. Conversaram, oraram e ministraram-lhe passes. Naqueles instantes de doação sincera, parecia que milhares, milhões de lamparinas iluminavam o modesto aposento.

Ao final da visita, Chico disse à pobre mulher, olhando para o amigo:

— Nosso companheiro quis conhecê-la e trouxe estas coisas gostosas. Permite que eu prove de uma uva?!

Centenas de vezes, ao longo dos anos, todos os amigos presenciamos cenas como essa. Tudo o que Chico recebia amorosamente transferia, sem alarde, aos menos afortunados.

E os amigos, muito apropriadamente, costumavam dizer:

— Nosso Chico é igual ao outro, o de Assis.


Do livro
 Chico Xavier – Mandato de Amorpor Autores Diversos.
 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita