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por Fernando Rosemberg Patrocínio

 

Depois da virtude...


Dita frase, ou dita sentença filosófica, ou, ainda, sentença moral, em sua completude nos diz que:

“Depois da virtude, é o conhecimento que eleva o homem sobre os demais.”

Sentença esta atribuída a Joseph Addison (1672-1719), poeta, ensaísta, dramaturgo e político inglês, que muito mais ainda nos presenteou com outra frase mui espirituosa e mui correta:

“A leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo.”

Ambas excelentíssimas e, pois, mui sábias, aplicáveis a todos os tempos da nossa Humanidade e, inclusive, a estes tempos algo conturbados de mudança planetária, em que o mundo terreno, como todos sabem, ou pelo menos intuem, encontra-se numa de suas grandes encruzilhadas para melhor, apesar de vivermos intensas catástrofes da natureza, prenúncios de uma terceira guerra mundial, extremos políticos de certos grupos sociais discursando ódios por toda parte, convidando-nos, pois, ao equilíbrio, à oração e ao estudo de obras edificantes, para não cairmos em tentação, nem em respostas pouco dignas do que já alcançamos em termos de cristianismo prático e de amor ao próximo.

Não sou dos que participam de redes sociais, como também não sou contra elas, pois, afinal, cada um é dono do seu destino, de suas preferências e de sua liberdade de ação, respondendo, pois, pelos seus atos, bons ou maus.

Porém, como cristão redivivo, algumas vezes comento algo em resposta a certos conteúdos da internet, onde todos falam, escrevem suas opiniões e assim por diante. Fora isso, por vezes opinamos recorrendo a algumas frases mui sábias e mui conhecidas de nossa culta sociedade moderna, como, por exemplo, a do Mestre:

Deus é Amor.

E, falando algo mais, expusemos a de Einstein:

Penso que existe um "legislador" que estabelece as leis do universo.

Mas por que fiz isso?

É que foram tantos os xingamentos, tantas as afirmações de que nada daquilo fora dito por tais sábios, de que eu seria mentiroso e assim por diante, que, surpreso e boquiaberto, vi que, de fato, muitos falam por falar e, pois, sem saber o que estão proferindo ou escrevendo, cometendo, com isso, verdadeiras gafes, pois basta recorrer ao Google ou a outro mecanismo de busca e pesquisar se tais frases procedem, de quem são e em que contexto foram ditas.

Mas não...

Muitos preferem dizer ou escrever o que lhes vem à mente sem saber exatamente o que dizem, revelando, assim, ignorância, precipitação e incultura, parecendo, por vezes, embriagados pelas próprias ideias, desequilíbrios, obsessões e coisas que tais.

E, nessas horas, pois, não nos resta senão orar por tais pessoas e, tal como o Cristo assim o fizera, solicitar ao Pai que as perdoe, pois não sabem o que fazem.

Doutra parte, você fica em dúvida se responde ou não responde. E, se o retrucar do outro for ainda pior? Afinal, estamos lidando com a ignorância em pessoa, com o ódio na ponta dos dedos ou da língua, e assim por diante.

E, pois, em tal caso, preferi dar tempo ao tempo e ficar calado ou, simplesmente, perdoar, nos precisos termos de:

Seja lá o que Deus quiser!
 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita