Céu, purgatório e inferno estão em nós
mesmos
Existem para todo ser humano duas dimensões principais:
a física e a astral. Pode-se dizer que na física vivemos
com o nosso espírito e nosso corpo. Dizendo de outro
modo, na dimensão física, vivemos com nosso espírito
reencarnado em nosso corpo e com o nosso consciente
funcionando. Já na dimensão ou mundo astral, só vivemos
em espírito felizes ou infelizes.
No mundo astral, considerado como sendo da quarta
dimensão, só vivemos em espírito, já que nela não há
lugar para a matéria, caso contrário, ela não seria
dimensão astral ou espiritual. No Espiritismo, a
religião que mais entende de espíritos e que, aliás, ela
é também ciência e filosofia, e constituída de
princípios racionais e sem dogmas, o que se confirma
pela conhecida citação de Kardec: “Fé inabalável só o é
a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as
épocas da Humanidade.”
A metafísica não tem interesse em estudar essa questão
do mundo astral, porque tudo é transitório, isto é, está
em constante transformação, sendo interessante lembrar
aqui a evolução ou o progresso moral espiritual e
físico, deixando para trás tudo que, realmente, é
transitório. Deus é uma exceção, pois, Ele é incriado e
imutável e que sempre teve, tem e terá a perfeição
infinita.
Mas como diz o título desta coluna, “Céu (o mais certo é
Céus), Purgatório e Inferno estão em nós mesmos”, pois
poderíamos dizer que são como estados d’alma. E o
próprio excelso Mestre ensinou que o Reino de Deus está
dentro de nós (Lucas 17:21). Isso está, pois, de acordo
com o que diz esta coluna. Também a Teologia Católica
ensina que o Purgatório é um estado de purificação das
almas para entrarem no estado de Céu.
O mundo astral, como já dissemos, está em nós, não
sendo, pois, um local, em que poderíamos estar. E é até
considerado como sendo da quarta dimensão. E ele é uma
situação ou condição nossa própria da alma ou espírito
que, no momento, somos reencarnados. E como se trata de
uma questão própria do espírito, ela ocorre quando o
corpo dorme, desmaia ou está sob o efeito de anestesia
geral, em experiência de quase morte (EQM) e quando o
corpo morre ou o espírito está fora dele e que Kardec
chamou de emancipação do espírito ou desdobramento que
consiste na separação parcial do espírito do corpo. Esse
fenômeno de emancipação do espírito ocorre muito durante
o sono, sendo muito importante nele o conhecido
sonambulismo. No êxtase, também, pode acontecer a
emancipação do espírito.
Como se vê, são todos fenômenos próprios do espírito ou
da alma e que se identificam com o que estamos vendo, ou
seja, o interessante mundo astral em nós.
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