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por José Reis Chaves

 

Céu, purgatório e inferno estão em nós mesmos 


Existem para todo ser humano duas dimensões principais:  a física e a astral. Pode-se dizer que na física vivemos com o nosso espírito e nosso corpo. Dizendo de outro modo, na dimensão física, vivemos com nosso espírito reencarnado em nosso corpo e com o nosso consciente funcionando. Já na dimensão ou mundo astral, só vivemos em espírito felizes ou infelizes.

No mundo astral, considerado como sendo da quarta dimensão,  só vivemos em espírito, já que nela não há lugar para a matéria, caso contrário, ela não seria dimensão astral ou espiritual. No Espiritismo, a religião que mais entende de espíritos e que, aliás, ela é também ciência e filosofia, e constituída de princípios racionais e sem dogmas, o que se confirma pela conhecida citação de Kardec: “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.”

A metafísica não tem interesse em estudar essa questão do mundo astral, porque tudo é transitório, isto é, está em constante transformação, sendo interessante lembrar aqui a evolução ou o progresso moral espiritual e físico, deixando para trás tudo que, realmente, é transitório. Deus é uma exceção, pois, Ele é incriado e imutável e que sempre teve, tem e terá a perfeição infinita.

Mas como diz o título desta coluna, “Céu (o mais certo é Céus), Purgatório e Inferno estão em nós mesmos”, pois poderíamos dizer que são como estados d’alma. E o próprio excelso Mestre ensinou que o Reino de Deus está dentro de nós (Lucas 17:21). Isso está, pois, de acordo com o que diz esta coluna. Também a Teologia Católica ensina que o Purgatório é um estado de purificação das almas para entrarem no estado de Céu.

O mundo astral, como já dissemos, está em nós, não sendo, pois, um local, em que poderíamos estar. E é até considerado como sendo da quarta dimensão. E ele é uma situação ou condição nossa própria da alma ou espírito que, no momento, somos reencarnados. E como se trata de uma questão própria do espírito, ela ocorre quando o corpo dorme, desmaia ou está sob o efeito de anestesia geral, em experiência de quase morte (EQM) e quando o corpo morre ou o espírito está fora dele e que Kardec chamou de emancipação do espírito ou desdobramento que consiste na separação parcial do espírito do corpo. Esse fenômeno de emancipação do espírito ocorre muito durante o sono, sendo muito importante nele o conhecido sonambulismo. No êxtase, também, pode acontecer a emancipação do espírito.

Como se vê, são todos fenômenos próprios do espírito ou da alma e que se identificam com o que estamos vendo, ou seja, o interessante mundo astral em nós.


 
 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita