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por Cláudio Bueno da Silva

Liberdade de pensamento


Ah, a liberdade de ser o que se é, a liberdade de ir onde o Espírito queira estar... Ah, a liberdade de ser autônomo, senhor de si! Escolher o caminho, tomar a decisão que mais agrade, satisfazendo a consciência!

Mesmo que se esteja com o corpo cercado por muros, o pensamento pode estar lá fora quando e quanto se queira. Mesmo que se sofra as pressões do arbítrio alheio, o pensamento pode ir onde deseje, livre como um pássaro atravessando os mares. Ainda que se seja forçado a ver com olhos de outrem, o pensamento livre representará a vontade do Espírito. O pensamento não pode ser aprisionado, tem asas, e o Espírito está onde está o seu pensamento.

... “o pensamento não conhece entraves. Pode-se impedir a sua manifestação, mas não aniquilá-lo” (1). Pelo pensamento, o homem é responsável perante Deus. Já a liberdade de expressa-lo exige respeito ao direito do outro e eventual sujeição aos códigos jurídicos de penalidades.

Poderia ser bem maior o número dos que procuram ser livres, dos que se negam a seguir manadas, dos que consultam o pensamento íntimo antes de escolher ou decidir. Pessoas assim são mais seguras e estão mais bem preparadas para influir positivamente na sociedade. São mais capazes para auxiliar aos que estão submetidos ingênua e credulamente às múltiplas formas de prisão.

Embora não haja liberdade absoluta, pois uns necessitam dos outros, os homens nascem para exercer a sua liberdade. Mas poucos têm a consciência de que a natureza os dotou dessa faculdade. A maioria, infelizmente, se sujeita docilmente a vontades estranhas, sem pensar se isso atende ao seu verdadeiro interesse.

É fundamental, portanto, esclarecer e educar os ingênuos e distraídos para que percebam esse seu estado de fragilidade, que pode ser revertido. É necessário ensinar, “pela doçura e a persuasão, e não pela força” (2), como é bom ter opinião fundamentada, ser dono da própria vontade, pisar o chão firme da realidade, e ter a certeza de que quem oprime e mantem as mentes escravizadas não está bem intencionado, apenas quer controlar para explorar.

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(1) P.833, O Livro dos Espíritos, Allan Kardec.

(2) P.841, O Livro dos Espíritos, Allan Kardec.


 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita