Espiritismo
para crianças

por Marcela Prada

 

Tema: Poder de Deus


A Formiguinha e o Floco de Neve


Certa manhã de inverno, uma formiga saía para o seu trabalho diário. Já ia longe procurar comida quando um floco de neve caiu, prendendo-lhe o pezinho.

Aflita, vendo que ali poderia morrer de fome e de frio, a formiga olhou para o sol e pediu:

— Ó Sol, tu que és tão forte, por favor, derrete a neve e desprende o meu pezinho!

E o sol, indiferente, respondeu:

— Mais forte do que eu é o muro, que me tapa.

Então, a pobre formiguinha disse:

— Ó Muro, tu que és tão forte, que tapas o sol, que derrete a neve, por favor, desprende o meu pezinho!

E o muro respondeu rapidamente:

— Mais forte do que eu é o rato, que me rói.

A formiga, então, pediu:

— Ó Rato, tu que és tão forte, que róis o muro, que tapa o sol, que derrete a neve, por favor, desprende o meu pezinho!

E o rato, também sem querer se envolver, falou:

— Mais forte do que eu é o gato, que me come.

A formiga, então, pediu ao gato:

— Ó Gato, tu que és tão forte, que comes o rato, que rói o muro, que tapa o sol, que derrete a neve, por favor, desprende o meu pezinho!

O gato rapidamente arrumou sua desculpa:

— Mais forte do que eu é o cachorro, que me persegue.

A formiguinha já estava cansada, mas, mesmo assim, pediu ao cachorro:

— Ó Cão, tu que és tão forte, que persegues o gato, que come o rato, que rói o muro, que tapa o sol, que derrete a neve, por favor, desprende o meu pezinho!

— Mais forte do que eu é o homem, que me comanda — respondeu ele.

Pobre formiga! Sofrida e quase sem esperanças, pediu ainda ao homem:

— Ó Homem, tu que és tão forte, que comandas o cão, que persegue o gato, que come o rato, que rói o muro, que tapa o sol, que derrete a neve, por favor, desprende o meu pezinho!

O homem era o mais evoluído de todos e sabia o que fazer. Olhou para a formiga e respondeu:

— Ó formiguinha! Mais forte do que eu é Deus, que tudo pode.

A formiga, acostumada com aquele tipo de resposta, olhou para o céu. Antes, porém, que dissesse qualquer coisa, o homem continuou:

— Deus é a suprema força, o supremo amor, a suprema justiça e a suprema misericórdia. No Universo, nada acontece sem a Sua permissão. Posso ajudá-la, mas somente se for da vontade de Deus.

A formiguinha percebeu que finalmente havia encontrado quem pudesse salvá-la e, com esperança e humildade, pediu:

— Ó meu Deus, que tudo pode, por favor, ajuda-me!

O homem, então, cheio de boa vontade e desejando ser instrumento de Deus, pegou do chão um pequeno e fino graveto e, com todo cuidado, retirou o floco de neve que prendia o pé da formiguinha.

Aliviada e feliz, assim que se viu livre, saiu correndo em direção à sua casa. De repente, parou, voltou-se para trás e disse, com sinceridade:

— Muito obrigada, homem!

E, olhando para o céu, completou:

— Muito obrigada, Deus!


Adaptação de uma história publicada no site Mundo das Fábulas.


 


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 Revista Semanal de Divulgação Espírita