Na escola da vida
De alma confrangida, observas os semelhantes,
considerados na Terra em faltas e culpas maiores que as
tuas.
De muitos deles, tens notícias que assombram, e sabes de
outros muitos positivamente estirados na delinquência.
Agitam-se alguns, por ignorância, sob as tenazes do
crime.
Vários conhecem que amargas consequências recolherão,
mais tarde, e, apesar disso, rendem-se, inermes, às
garras da tentação.
Declaram-se outros adeptos da virtude e rolam na
crueldade.
E outros, ainda, que te animavam à fé, permanecem na
retaguarda, entregues ao desespero…
Junto deles, há quem diga: “são almas empedernidas”.
E há quem reforce: “são feras em forma humana”.
Entretanto, ainda mesmo te arroles entre as vítimas,
carregando o peito dilacerado, não ergas a voz para
persegui-los. Estão marcados em si mesmos pelo remorso
que trazem no seio.
Não é necessário te aproximes com vergastas para
zurzir-lhes a carne. Além de sitiados na dor do
arrependimento, quase sempre transitam em cárceres de
amargura ou respiram exilados do carinho doméstico,
sorvendo lágrimas de aflição.
Em lugar de fel e desprezo, dá-lhes amor e esperança, a
fim de que despertem a vontade entorpecida para o campo
do bem.
Diante de todos eles, nossos irmãos enganados na sombra,
abençoa e ora… E, se te agridem, desvairados e
inconscientes, abençoa e ora, de novo, na certeza de que
Deus a ninguém abandona e, ainda mesmo para os filhos
mais depravados, providenciará reajuste, através da
reencarnação, que é a escola da vida, a levantar-se,
divina, do bendito colo de mãe.
Do livro Justiça Divina, obra psicografada pelo
médium Francisco Cândido Xavier.
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