Em torno da obsessão
O êxito do pensamento positivo depende do trabalho
positivo.
O projeto de edifício importante reunirá planos
magníficos, hauridos nas mais avançadas práticas da
Civilização; no entanto, para que se concretize, reclama
o emprego de material adequado, a fim de que a obra não
se transfigure em joguete de forças destrutivas.
Numa construção de cimento armado, ninguém se lembrará
de colocar varas de madeira em lugar das estruturas de
ferro e nem de substituir a pedra britada por taipa de
mão. Para que o trabalho se defina dentro das linhas
determinadas, as substâncias devem estar nas condições
certas e nas posições justas.
Idênticos princípios regem o plano da alma.
Se aspiramos ao erguimento de realizações que nos
respondam ao elevado gabarito dos ideais, é forçoso
selecionar os ingredientes que nos constituem a vida
íntima, cultivando o bem nas menores manifestações.
Qualquer ação oposta comprometerá a estabilidade da
organização que pretendamos efetuar.
À vista disso, cogitemos de sanear emoções, ideias,
palavras, atitudes e atos, por mínimos que sejam.
Todos nos referimos ao perigo dos agentes do mal que nos
ameaçam; no entanto, os agentes do mal apenas dominam
onde lhes favoreçamos a intromissão. E a intromissão
deles, via de regra, se verifica principiando pela
imprudência da brecha… Hoje, uma queixa; amanhã, um
momento de azedume; cedo, uma discussão temerária; mais
tarde, uma crise de angústia perfeitamente removível
através do serviço; agora, um comentário deprimente;
depois, um minuto de irritação; e, por fim, a
enfermidade, a delinquência, a perturbação e, às vezes,
a morte prematura.
O desastre grande, quase sempre, é a soma dos descuidos
pequenos. Estejamos convencidos de que, nos processos de
obsessão, acontece também assim.
Do livro Estude e viva, obra
psicografada pelos médiuns Francisco Cândido Xavier e
Waldo Vieira.
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