Atualidade terrestre
Meus amigos.
O texto escolhido por nossos instrutores da Vida Maior
recaiu na advertência do Senhor: — “quando derdes um
festim, convidai os pobres e os estropiados…”
Vemos nisso, em nível mais alto de deduções, a penúria
espiritual do mundo e as mutilações de ordem moral que
enxameiam na Terra, solicitando-nos a provisão
necessária de amor e luz.
Sentimos hoje, talvez como nunca, o impositivo da
distribuição dos recursos imprescindíveis da alma.
Em toda parte estamos cercados por um mundo sedento de
socorro e esperança.
Nos decênios últimos, milhões de companheiros da
Humanidade, que gravitavam em torno da comunidade
planetária, voltaram ao Plano Físico impondo ao Orbe
novas perspectivas de libertação e progresso.
Esmagadora percentagem dos recém-chegados, através das
portas da reencarnação, no fundo não se constitui de
seres mais adiantados espiritualmente e sim de legiões
imensas que aguardavam oportunidade para o retorno à
experiência no lado mais denso da vida.
Isso vem criando os desníveis que conhecemos e os
desequilíbrios que transparecem atualmente de quase
todos os setores da atividade humana.
Estamos na residência física do planeta assim como
grande família que recebeu apressadamente e sem a devida
preparação largo acréscimo de parentes que há muito
tempo viviam distantes, a exigir-nos agora providências
múltiplas para que consigamos todos viver, conviver e
sobreviver.
É, decerto, a hora do festim da inteligência em que
somos todos induzidos a cooperar com os nossos irmãos
para que disponham de possibilidades básicas na
existência, de modo a alcançarem os objetivos de
segurança e evolução a que demandam.
Aprendemos a repartir o pão.
Atingimos o momento de estender a paciência e a
tolerância.
Temos doado apoio afetivo aos entes mais caros. Chegou o
instante de exteriorizarmos o coração em forma de
entendimento e de amor.
Divulgação dos nossos princípios espíritas-evangélicos,
não só de maneira determinada, mas por todas as formas
que se nos façam possíveis.
Iluminar os caminhos e suportar os que transitam por
eles carregando desespero ou desânimo, angústia ou
perturbação.
Dar as mãos aos companheiros da estrada e ouvir-lhes os
doestos e injúrias, as blasfêmias e lamentações com
espírito de socorro e de paz.
Trabalhemos, sim, trabalhemos sempre mais, esparzindo os
conhecimentos que nos honorificam a vida pelo acréscimo
da Misericórdia Divina.
Antes de tudo, tanto quanto pudermos, solicitemos a
todos, ou melhor, a cada um de nós, serenidade e serviço
junto daqueles amados nossos, na órbita do lar, para que
a tranquilidade e a bênção nos vivifiquem no desempenho
dos deveres que o Senhor nos atribui.
Os pais difíceis, o filho problema, o esposo complexo, a
esposa em desequilíbrio, o companheiro enigma e todos
aqueles que se nos vinculam à experiência pessoal,
transformados para nós em desafios inquietantes à nossa
capacidade de entender e de amar — todos eles, os que se
nos apresentam na moldura da provação — se erigem como
sendo os necessitados a que nos cabe servir no festim da
compreensão.
Pedimos determinadas concessões a Jesus e Jesus nos
solicita determinados tipos de trabalho em Sua Seara de
Infinito Amor. E essa seara começa de nossa própria
casa.
Amemo-nos como Jesus nos amou.
Esta será talvez para nós todos, agora, na atualidade do
Mundo, a maior mensagem.
Do livro Chico Xavier pede
licença, obra de autoria de Chico Xavier e diversos
Espíritos, em parceria com J. Herculano Pires.
|