Espiritismo
para crianças

por Marcela Prada

 

Tema: Caridade


O Bom Samaritano


João é um menino que adora andar de bicicleta.

Certa tarde, depois de pedalar perto de sua casa, resolveu ir um pouco mais longe. Distanciou-se alguns quarteirões e avistou um terreno baldio que parecia uma pista de bicicross: sem vegetação e com muitos altos e baixos, perfeito para treinar suas habilidades.

E foi o que ele fez! Pedalou bastante naquele terreno repleto de barro, pois havia chovido pela manhã.

— Chega! — pensou João. — Vou para casa. Está quase na hora do meu programa de mágicas na TV.

Mas, quando estava saindo do terreno, já próximo à calçada, João não viu um buraco no chão e... PLOFT! Caiu da bicicleta, que acabou caindo por cima dele, machucando seriamente o seu pé.

— Como dói! — exclamou, tentando se levantar.

Não conseguiu caminhar e sentou-se novamente. Estava sujo, assustado e com muita dor.

João então se arrastou até a calçada, na esperança de pedir ajuda. Logo viu um menino de sua idade, que morava perto de sua casa. Quando pensou em chamá-lo, o garoto atravessou a rua, evitando passar próximo dele.

— Será que ele não me reconheceu? Parece que mudou o caminho...

Mal havia terminado esse pensamento, João avistou Pedro, um colega de escola. Quando pensou em pedir ajuda, o menino deu meia-volta e retornou pelo caminho de onde vinha.

João não sabia o que pensar. Resolveu, então, fazer uma prece, pedindo auxílio.

Poucos minutos após terminar a prece, viu um menino desconhecido, também de bicicleta, aproximando-se.

E foi justamente esse menino, que não o conhecia, quem atravessou a rua para ajudá-lo.

— Você está machucado? — perguntou o desconhecido.

João contou o que havia acontecido, falou da dor no pé e explicou que não conseguia caminhar.

O menino ajudou-o a ficar em pé, pegou o celular e ligou para a mãe de João.

— Obrigado — disse João, sinceramente.

— Vou ficar aqui até sua mãe chegar — respondeu o menino.

Pouco depois, a mãe de João chegou, e os dois meninos se despediram. Nesse momento, João agradeceu novamente pela ajuda.

O menino sorriu e disse:

— Fazer aos outros o que queremos para nós. Lembra dessa frase?

E despediu-se com um sorriso.

João nunca mais viu Joaquim — esse era o nome do menino que o havia ajudado —, mas jamais esqueceu aquela frase, que passou a orientar muitas decisões em sua vida.


(Texto de Claudia Schmidt, 
extraído com adaptações do site Seara do Mestre.)
 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita