Cinco-marias

por Eugênia Pickina

 

Na infância, contar com irmãos é muito precioso  


Os pequenos gestos de amor têm o poder de transformar o mundo.
 Emmanuel 


Tive uma infância compartilhada com irmãos. E isso ajudou muito o meu desenvolvimento, o aprendizado de lições importantes sobre empatia, diferenças, reconciliação, tolerância, respeito. 

Éramos cinco em casa. 

Com a irmã mais velha comunguei, desde cedo, o amor pelos livros. Ela também contava histórias na hora de dormir e algumas davam muito medo. Com minha irmã mais nova, e a diferença de idade é pouco mais de um ano, dividi amigas, roupas e lições sobre intimidade e limites.

Com meus irmãos, entendi questões importantes sobre o universo masculino, sobretudo colhidas durante as brincadeiras de carrinho, bicicleta, cavalos. Recordo bem os filmes de fins de semana juntos, onde meu irmão, o mais velho, fazia o jantar (quase sempre macarronada), oferecendo a mim traços importantes sobre divisão de tarefas. Com ambos, sem dúvida, aprendi vendo exemplos de proatividade, coragem e muita fé.

Zé, o mais velho, e já falecido, era um devoto sincero de Nossa Senhora e também sabia que tudo, absolutamente tudo na nossa vida cotidiana, dependia da luz de Jesus, nosso único Mestre.

Hoje somos adultos. Temos nossas famílias, nossas escolhas e caminhos. No entanto, os vínculos permanecem. O afeto, o sentimento de pertencimento, a gratidão pelos anos caros de convivência estreita. 

A própria noção de família, a relevância da submissão a Deus e o laço de amor indispensável com Jesus nas nossas vidas são aspectos meus apreendidos da minha jornada com a minha família – pais e irmãos. A clareza sobre o império da responsabilidade, a urgência da coragem cotidiana para o bem viver, a disposição para procurar fazer o bem e ser uma pessoa boa… 

Se você tem família, filhos pequenos, desde cedo ensine a eles a importância do respeito e do carinho entre irmãos… Sem dúvida, no dia a dia, com bons exemplos, afeto, regras, limites e combinados, eles aprenderão que família é algo precioso e que o amor sempre acolhe… 
 
 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita