Umbral é o mesmo
que inferno?
Muitas pessoas
que se dizem
kardecistas
referem-se ao
umbral como se
fosse sinônimo
do inferno dos
cristãos.
Creio que essa
noção errônea se
deve à
influência dos
livros
psicografados
por Chico Xavier
e ditados pelo
Espírito André
Luiz.
Penso que isso
decorre da
grande
repercussão
dessas obras
entre os
espíritas e
também entre
aqueles que são
apenas
simpatizantes da
Doutrina
Espírita.
Não que o famoso
médium mineiro e
o “repórter do
além” façam
confusão entre
os dois termos;
porém, alguns
leitores —
sobretudo os
iniciantes, que
não leem com a
devida atenção
—, somam a isso
ideias de outras
religiões, já
enraizadas em
seu íntimo. Isso
contribui para
que o
entendimento a
respeito do tema
se torne
equivocado.
Todavia, será
que o
entendimento
desse tema por
parte dos
leitores é
realmente falho?
O confrade Paulo
Neto escreveu um
e-book
intitulado “Umbral,
há base
doutrinária para
sustentá-lo?”,
no qual
apresenta
diversos
argumentos que
visam comprovar
sua existência.
Vejamos ao menos
um exemplo dessa
obra, com
comentários do
autor e relatos
do Espírito
comunicante:
“Ainda em Cartas
de Uma Morta,
vejamos como a
autora
espiritual, mãe
do médium Chico
Xavier,
esclarece a
respeito do que
ela designou
como esferas
espirituais:
‘Da esfera em
que me encontro,
percebo
perfeitamente
que existe uma
escada de luz
atravessando os
abismos e
ligando as
esferas umas às
outras. A região
imediatamente
vizinha da Terra
abriga muitos
sofredores e
muitos
desesperados.
Ali,
frequentemente,
descemos para
buscar irmãos
nossos que
suplicam e
choram,
implorando o
socorro e o
auxílio de Deus.
Nessa região, há
organizações
numerosas e
estruturadas de
espíritos
voltados ao mal,
que,
reunindo-se,
formam
congregações
nefastas e
terríveis. Nosso
combate é
contínuo, a fim
de pôr os
encarnados a
salvo de suas
traições e
sevícias.’”
Quanto mais
próxima da
crosta terrestre
estiver a esfera
espiritual, mais
densa será a sua
“atmosfera” e
maior será a
escuridão.
Contudo, ao
observarmos tudo
isso,
verificamos que,
em todos os
livros escritos
pelo insigne
francês, não
aparece a
palavra
“umbral”, embora
a ideia esteja
presente.
Será que Kardec,
se vivesse em
nossa época,
aprovaria o uso
do termo
“umbral” como
sinônimo de
inferno?
Reflitamos:
acredito que
sim, pois, para
ele, importava
mais o conteúdo
do que a forma.
Os interessados
podem baixar o
e-book “Umbral,
há base
doutrinária para
sustentá-lo?”,
de autoria de
Paulo Neto,
clicando aqui: Umbral