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por Hugo Alvarenga Novaes

 

Umbral é o mesmo que inferno?

Muitas pessoas que se dizem kardecistas referem-se ao umbral como se fosse sinônimo do inferno dos cristãos.

Creio que essa noção errônea se deve à influência dos livros psicografados por Chico Xavier e ditados pelo Espírito André Luiz.

Penso que isso decorre da grande repercussão dessas obras entre os espíritas e também entre aqueles que são apenas simpatizantes da Doutrina Espírita.

Não que o famoso médium mineiro e o “repórter do além” façam confusão entre os dois termos; porém, alguns leitores — sobretudo os iniciantes, que não leem com a devida atenção —, somam a isso ideias de outras religiões, já enraizadas em seu íntimo. Isso contribui para que o entendimento a respeito do tema se torne equivocado.

Todavia, será que o entendimento desse tema por parte dos leitores é realmente falho?

O confrade Paulo Neto escreveu um e-book intitulado “Umbral, há base doutrinária para sustentá-lo?”, no qual apresenta diversos argumentos que visam comprovar sua existência.

Vejamos ao menos um exemplo dessa obra, com comentários do autor e relatos do Espírito comunicante:

“Ainda em Cartas de Uma Morta, vejamos como a autora espiritual, mãe do médium Chico Xavier, esclarece a respeito do que ela designou como esferas espirituais:

‘Da esfera em que me encontro, percebo perfeitamente que existe uma escada de luz atravessando os abismos e ligando as esferas umas às outras. A região imediatamente vizinha da Terra abriga muitos sofredores e muitos desesperados. Ali, frequentemente, descemos para buscar irmãos nossos que suplicam e choram, implorando o socorro e o auxílio de Deus.

Nessa região, há organizações numerosas e estruturadas de espíritos voltados ao mal, que, reunindo-se, formam congregações nefastas e terríveis. Nosso combate é contínuo, a fim de pôr os encarnados a salvo de suas traições e sevícias.’”

Quanto mais próxima da crosta terrestre estiver a esfera espiritual, mais densa será a sua “atmosfera” e maior será a escuridão.

Contudo, ao observarmos tudo isso, verificamos que, em todos os livros escritos pelo insigne francês, não aparece a palavra “umbral”, embora a ideia esteja presente.

Será que Kardec, se vivesse em nossa época, aprovaria o uso do termo “umbral” como sinônimo de inferno?

Reflitamos: acredito que sim, pois, para ele, importava mais o conteúdo do que a forma.

Os interessados podem baixar o e-book “Umbral, há base doutrinária para sustentá-lo?”, de autoria de Paulo Neto, clicando aqui: Umbral


 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita