Lembrando Maria, nossa Mãe!
Minha filha: Deus nos guie para diante.
Atendamos aos desígnios do Senhor que nos redime pelo
sofrimento, como o oleiro consegue purificar a argila do
vaso pela bênção do fogo.
Não tenhamos em mente senão a soberana e compassiva
determinação do Alto para que possamos realmente
triunfar.
Não sabemos a hora da grande renovação, mas não
ignoramos que a renovação virá, fatalmente, em favor de
cada um de nós.
Assim sendo, não nos preocupemos quanto à estrada que
nos cabe palmilhar; mas sim, busquemos, em nós e fora de
nós, a precisa força para vencê-la dignamente.
Sigo-te ou, aliás, seguimos-te o calvário silencioso.
Não te desanimes, nem te inquietes. Caminha
simplesmente.
Existe para nós o divino modelo daquela Mulher Venerável
e sublime que, depois de escalar o monte, tudo perdeu na
Terra; sabendo, porém, conservar-se ligada ao Pai de
Infinita Misericórdia, convertendo em trabalho e
conformação, em prece e esperança, as chagas da própria
dor.
Maria, nossa Mãe Santíssima, não é mãe ausente do
coração que a Ela recorre.
Inspiremo-nos em seu martirológio de angústia e saibamos
fazer de nossos padecimentos um celeiro de graças. A
aflição que se submete a Deus, procurando-lhe as
diretrizes, é uma âncora de sustentação; mas aquela que
se perde em desespero infrutífero é um espinheiro de
fel.
Soframos com calma, com resignação invariável, de mãos
no arado de nossos deveres e de olhos voltados para o
Céu.
É preciso coragem para não esmorecer, porquanto, para as
mães, a renúncia como que se converte em alimento de
cada dia. Recordemos, porém, nossa Mãe do Céu e sigamos
com destemor.
Não te faltará o arrimo das amizades celestiais que te
cercam e, pedindo-te confiar em minha velha dedicação,
sou a amiga de sempre, que se considera tua mãe
espiritual.
Do livro Relicário de luz, obra
psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.
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