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Refletindo sobre o amor
de Deus para conosco
Todos os atributos de
Deus são infinitos. O da
onisciência é um deles,
pois Ele conhece, ao
mesmo tempo, o passado,
o presente e o futuro.
De acordo com o tema
deste texto — o amor de
Deus para conosco —,
sendo esse amor
infinito, ele é maior
que a soma do amor de
todos os pais e mães de
toda a história da
humanidade por seus
filhos. Isso significa
que é inimaginável o
amor de Deus por cada um
de nós. A própria Bíblia
afirma que Deus não faz
acepção de pessoas,
sendo todos iguais
perante Ele (Livro de
Atos, 10:34-36).
Deus nunca sofre com os
nossos pecados. Quem
sofre é a vítima do
pecado e também o seu
autor, pois este colherá
aquilo que semeou.
Trata-se da lei
universal e inexorável
de causa e efeito,
presente na Bíblia e nas
escrituras sagradas de
outras grandes
religiões.
Li certa vez, na
internet, esta afirmação
absurda: que a
Misericórdia Divina
consistiria em Deus, por
amar a todos sem
exceção, conceder a
todos as mesmas
oportunidades de
escolher entre ir para o
Céu ou para o Inferno.
Ora, como alguém
escolheria ir para o
Inferno, entendido —
como muitos imaginam —
como um local geográfico
de torturas
inimagináveis criado por
Deus, como se Ele fosse
o rei do terrorismo
universal?
Esse Inferno, concebido
como um lugar
geográfico, não existe.
Ele se encontra no
próprio espírito, onde
quer que este esteja:
encarnado na Terra ou
desencarnado no mundo
espiritual. O mesmo se
pode dizer do Céu ou do
Purgatório.
Jesus recorda essa
realidade ao afirmar que
o Reino dos Céus está
dentro de nós. E, sobre
a felicidade desse
Reino, o excelso Mestre
ensinou que ninguém
jamais viu algo
semelhante, o que é
compatível com o
infinito amor de Deus
por cada um de seus
filhos.
Para chegarmos até lá,
por meio da nossa
inteligência e do nosso
livre-arbítrio, pode
levar algum tempo. Mas
isso não importa, pois a
alma — ou espírito — é
imortal. Como disse São
Paulo, é necessário
prosseguir “até que
todos cheguemos à
estatura de Cristo”
(Efésios 4:13), ou seja,
a um elevado grau de
evolução espiritual,
aproximando-nos do nível
de Jesus.
Continuando nosso
raciocínio sobre o amor
infinito de Deus por
todos os seus filhos: se
Deus é onisciente,
sabendo de antemão que
um espírito teria como
destino ir para o
inferno imaginado por
Dante Alighieri — autor
que, no século XIII, na
famosa Divina Comédia,
elaborou as ideias
dantescas desse inferno,
posteriormente adotadas
por muitos teólogos
cristãos —, tal
concepção seria
totalmente incompatível
com a Misericórdia e o
Amor infinitos de Deus.
Assim, podemos concluir
que, se algum de seus
filhos tivesse como
destino esse suposto
inferno eterno, Deus
simplesmente não o teria
criado.
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