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Brasil
Ano 9 - N° 456 - 13 de Março de 2016
PAULO SALERNO
pgfsalerno@gmail.com
Porto Alegre, RS (Brasil)
 


Divaldo Franco: “É necessário amar, amar até doer”

Antes de falar na abertura da XVIII Conferência Estadual Espírita,
 Divaldo Franco falou a um público numeroso em três
importantes cidades do Interior do Paraná 


As atividades doutrinárias, espirituais e administrativas que são desenvolvidas por Divaldo Franco, o Embaixador da Paz e da Bondade no Mundo, requerem do abnegado divulgador da mensagem cristã uma dedicação e uma disposição física e emocional muito grande. A amplitude da abnegação, a superação de limites e a atenção incondicional ao próximo fazem de Divaldo Franco uma pessoa ímpar, difícil de ser aquilatada em todos os pormenores de sua existência como ser humano, como médium, orador espírita e pelas obras assistenciais. 

Maringá – 1º de março de 2016 
 

Depois de um profícuo trabalho realizado em Natal (RN), nos dias 27 e 28 de fevereiro, o incansável orador proferiu grande conferência em Maringá (PR), no dia 1º de março, cidade aonde chegou por volta das 17 horas. Essa atividade fez parte da programação da XVIII Conferência Estadual Espírita que promove palestras, com convidados especiais, pelo interior do Paraná. O evento foi realizado às 20 horas no Excellence Centro de Eventos, na Av. Virgílio Manília, 250, Jardim Ouro Cola, perante um público estimado em 2.500 pessoas.

Com a presença de diversas lideranças espíritas da região de Maringá e dos dois vice-presidentes

da Federação Espírita do Paraná, além de representantes do poder público municipal, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e de representações de outras religiões, Divaldo Franco destacou que o homem hodierno vive, conforme estudiosos do comportamento humano, um período de insatisfação que se manifesta pelo sexismo, pelo consumismo e pelo individualismo.

Fazendo uma análise da história da humanidade a partir do Século XVII, com base em vários pesquisadores, ele afirmou que o homem, utilizando-se da tecnologia, tem experimentado a solidão e a depressão, afastando-se de seu semelhante e tornando-se indiferente com relação ao próximo. Lembrou, no entanto, que a Doutrina Espírita, com seus fundamentos filosóficos, éticos e morais com consequências religiosas, apresenta-nos Jesus e Sua mensagem de amor, capaz de redirecionar o homem para o seu estado de solidariedade, de compaixão e de caridade.

Com narrativas emocionantes que destacam a ação amorosa de seus personagens, Divaldo apresentou a possibilidade para reflexões em torno do perdão, do autoperdão, do amor e da dedicação ao próximo, mesmo quando esse se apresenta como um inimigo, um adversário. É necessário, propôs o inolvidável expositor, que o ser humano comece a descobrir os irmãos invisíveis, isto é, aqueles que, estando à margem da sociedade, não são percebidos pelos que lhes estão próximos. São os desvalidos de saúde, de recursos educacionais, financeiros, morais, éticos.

“É necessário amar, amar até doer”, conforme ensinava Madre Tereza de Calcutá. Nessa hora de desolação é fundamental viver o amor e no amor do Cristo. A mensagem espírita é uma proposta ética para preencher o vazio existencial, transformando o homem em um ser melhor, melhorando, assim, a humanidade, pois que é um ser imortal em constante progresso.

Vivamente aplaudido, após recitar o Poema de Gratidão, de Amélia Rodrigues, Divaldo se recolheu ao hotel para o merecido repouso, e às 5 horas da manhã já estava no aeroporto para embarcar no voo que o levou a Curitiba e de lá, via rodoviária, por mais 245 quilômetros, chegou a seu destino, União da Vitória, onde proferiria no dia 2 de março mais uma conferência.

As pessoas que não estejam diretamente envolvidas com o trabalho do Semeador de Estrelas têm dificuldades de compreender a superação, a dedicação e o desprendimento daqueles que buscam facilitar e executar as tarefas relativas às atividades de Divaldo Franco em diversas oportunidades. Esse é o caso da Equipe do Livro Divaldo Franco/RS, que realiza um trabalho voluntário para a Mansão do Caminho e de divulgação da Doutrina Espírita e que, para isso, deslocou-se no dia 28 de fevereiro desde Porto Alegre, passando por Novo Hamburgo, cumpriu a primeira etapa, transportando os livros, percorrendo mais de 850 quilômetros. Na segunda etapa da viagem, no dia 29, foram mais 460 quilômetros percorridos em oito horas e trinta minutos, dadas as condições da estrada.

Cumpridas as atividades em Maringá, e tendo que se deslocar para União da Vitória (PR), na divisa com Santa Catarina, a Equipe saiu de madrugada, pois que precisaria percorrer por via terrestre um trecho de 500 quilômetros, para estar pronta no local do evento às 17h do dia 2 de março. 

União da Vitória e Porto União – 2 de março de 2016 
 

Em continuidade à programação referente à XVIII Conferência Estadual Espírita, realizada de forma descentralizada pelo interior do Paraná, Divaldo Franco cumpriu mais um compromisso realizando uma conferência no Cine Ópera, situado na cidade de Porto União (SC), contígua a União da Vitória. Após sessão de autógrafos, Divaldo concedeu rápida entrevista para a TV MIL, destacando a mensagem da paz, da vivência dos preceitos exarados pela Doutrina Espírita e por Jesus, salientando o trabalho profícuo do nobre codificador da Doutrina, consubstanciado nas Obras Básicas do Espiritismo.

Com o auditório superlotado, com mais de 1.200 pessoas, Divaldo foi

recebido com aplausos. Na mesa diretiva estavam lideranças espíritas do Paraná e de Santa Catarina que apreciaram, com o público, a apresentação do Grupo Musical Meimei, da evangelização infantojuvenil do Centro Espírita Amor e Caridade, de União da Vitória.

O Semeador de Estrelas cativou o público apresentando o tema “Felicidade”. Com uma breve análise antropossociopsicológica do ser humano, envolvendo o medo, a ansiedade, o pânico e a depressão, o conferencista discorreu desde os filósofos pré-socráticos, que indagavam sobre a finalidade da vida e os efeitos dos eventos de vida, detendo-se nas quatro fundamentações filosóficas sobre a felicidade. A de Epicuro, a doutrina filosófica hedonista, que preconizava o ter, o possuir. A proposta filosófica do cinismo, com Diógenes como seu expoente, propunha que a felicidade seria não ter nada. A terceira corrente filosófica, o estoicismo, defendida por Zenão de Cítio. Sócrates personalizou a quarta vertente filosófica, que está de acordo com a mensagem de Jesus, segundo a qual, para a criatura humana se sentir feliz, é necessário adquirir a consciência de ser, autoconhecendo-se. Portanto, para Sócrates a felicidade não é ter, nem deixar de ter, mas se constitui em o homem sentir-se pleno, integral.

Com toques de humor, e apresentando histórias de alto significado moral e ético, Divaldo discorreu sobre a solidariedade, a busca pelo autoconhecimento, o controle dos impulsos como fatores propiciatórios para que a criatura humana conquiste a felicidade, vivendo os postulados de amor ensinados pelo Mestre de todos os tempos. O Século XIX, preparando os vindouros, recebeu e conviveu com a presença e o trabalho de grandes e notáveis pensadores. O Século XXI, disse Divaldo Franco, será o período em que as pessoas estarão voltadas ao fazer bem, com correção. Será a filosofia do benfazer.

“A filosofia mais notável, porém, - lembrou o orador, - é a do amor.” Amar a si e ao próximo, ao passo em que o indivíduo vai transformando-se em um ser melhor, fazendo aos outros tudo o que desejaria receber de seu semelhante. O amor, na atualidade, deixou de ser teológico, passando a ser considerado pelos psicoterapeutas como terapêutico, recomendando-se aos portadores de depressão, por exemplo, a leitura das parábolas de Jesus, notadamente a do Filho Pródigo.

Cada criatura humana é autora de seu destino, como bem ensina a Doutrina Espírita sobre a Lei de causa e efeito. É necessário, frisou o nobre conferencista, que as criaturas humanas se amem, iniciando por amar os da família, transformando-se em um ser melhor, moralizando-se, descobrindo-se imortal, reconstruindo a afetividade. Deus é Amor. É possível ser feliz, basta fazer aos outros tudo o que desejaria receber do outro. Finalizando, ressaltou a importância da prece, seja para louvar, agradecer ou pedir. A vida, enriquecida de objetivos nobres, é propiciadora de plenitude, de felicidade que se apresenta a cada momento.

O público, encantado e externando seu agradecimento e reconhecimento pelo belo trabalho, levantou-se e aplaudiu o Semeador de Estrelas com intensidade e demoradamente. Estavam presentes ali caravanas de várias cidades do Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. 

Ponta Grossa - 3 de março de 2016 

Cumprindo fielmente sua agenda de conferências, Divaldo Franco esteve pela 62ª vez em Ponta Grossa, um fato que se repete anualmente desde o ano de 1954. Recebido com muito carinho e amado pelos espíritas da bela cidade – a Princesa dos Campos Gerais -, o Embaixador da Paz no Mundo vem cativando os corações e despertando as mentes de muitos que o escutam com atenção. Consolando e esclarecendo, conforme proposta da Doutrina Espírita, Divaldo Franco é um referencial. Seu magnetismo torna-se um estimulador para as transformações íntimas, ao mesmo tempo em que se apresenta como uma criatura acolhedora, compreensiva e abnegada.
 

O Clube Princesa dos Campos ficou lotado com mais de duas mil pessoas expectantes para ouvirem Divaldo Franco. O Coral Vozes de Francisco, com cinco integrantes, apresentou-se com brilhantismo, compondo um clima de enlevo e reconhecimento ao Mestre Nazareno. A mesa diretiva estava formada por Iara de Freitas Souza, 1ª Vice-Presidente da União Regional Espírita – URE - 2ª Região; Luís Maurício Resende, Conselheiro da Federação Espírita do Paraná – FEP; Adriano Lino Greca, Presidente da FEP; Luiz Henrique da Silva, 2º Vice-Presidente da FEP; Divaldo Pereira Franco, Conferencista; e Edson Luiz Wachols, Presidente da URE – 2ª Região.

Atento às necessidades do público, e por inspiração dos benfeitores, Divaldo Pereira Franco discorreu sobre os transtornos psiquiátricos. Ambientando o estudo que desenvolveria, o conferencista fez breve descrição da obra de Friedrich Nietzsche, filósofo alemão, autor do livro Assim Falava Zaratustra, que afirmava: Louco é todo aquele que perdeu tudo, menos o direito à vida.

A Revolução Francesa encontrava-se

Presidente da FEP na tribuna

Divaldo com as lideranças

em pleno desenvolvimento, com todas as suas consequências, a sociedade francesa ansiava por alcançar a cidadania, e a implantação do reino de terror por Maximilien Robespierre, contribuíam para o desequilíbrio emocional das criaturas.

Nesse cenário vivia um jovem médico francês, Dr. Philippe Pinel, considerado por muitos com o pai da moderna psiquiatria. Em 1792, após assumir o cargo de diretor do Hospital de La Bicêtre, libertou da prisão os seus pacientes esquizofrênicos, em número de 53, para tratá-los com mais humanidade, procurando restituir-lhes a dignidade, desenvolvendo o que passou a ser conhecido como “terapia moral”.

As ações do Dr. Philippe Pinel inspiraram outros eminentes médicos e cientistas, como o Dr. Tucker, da Inglaterra, e o Dr. Chiarucci, da Itália. A psiquiatria estava iniciando os seus momentos mais notáveis. Louis Pasteur, Paul Pierre Broca e outros notáveis investigadores contribuíram para dignificar o tratamento aos doentes com as suas descobertas. Os estudos de Sigmund Freud sobre o inconsciente, o consciente e o subconsciente, e a tese de Carl Gustav Jung sobre os arquétipos, a sua psicanálise, os estudos sobre os traumas psicológicos, lançaram novas luzes para a ampliação do conhecimento da mente humana. A ciência começava a ser influenciada pelos conceitos novos, aceitando-os.

Com os experimentos hipnológicos do Dr. Jean Martin Charcot, do Hospital Salpêtrière, em Paris, os fenômenos mediúnicos eram considerados histéricos, esquizofrênicos ou fraude do subconsciente. Os médiuns recebiam a classificação de psicopatas, na ótica da ciência, da fisiologia e da psiquiatria daquela época.

Humanizando as relações com os pacientes, o psiquiatra Stanislav Grof, um dos fundadores da Psicologia Transpessoal, estabeleceu que a vida é única, com várias existências, identificando que os transtornos procedem da alma, do Espírito.
 

Divaldo Franco enfatizou que as descobertas científicas estão corroborando os ensinamentos espíritas, pois que em 1861, a Ciência Espírita, codificada por Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, em seu capítulo XXIII, caracteriza a interferência dos Espíritos na vida das pessoas. Os transtornos psicológicos e psiquiátricos, as obsessões espirituais, receberam a atenção

necessária por parte do Codificador da Doutrina Espírita, propondo uma psicoterapia de excelência para esses casos.

Albert Einstein, relacionando-se com a sua filha através de cartas, declarou que o mundo necessitava de uma nova bomba, a Bomba do Amor. O Amor, segundo o grande físico, é a lei mais poderosa que rege o Universo. No mesmo sentido, Allan Kardec asseverava que a caridade é a lei do amor em nível mais elevado.

Eben Alexander III, neurocirurgião americano, após passar por uma experiência de quase morte – EQM -, descreveu como é a vida espiritual. Diz o Dr. Eben que noventa por cento dos esquizofrênicos possuem um componente, uma gênese, de matriz espiritual.

Encaminhando a sua conferência para o final, Divaldo Franco narrou a sua experiência com a obsessão, apresentando em rápidas pinceladas as suas relações com uma figura que ele denominou como sendo o “Máscara de Ferro”, que, embora recebendo de Divaldo todo o carinho e amor, somente compreendeu, o obsessor, que o amor é a energia, a força, que liberta as criaturas de si mesmas, de seu pretérito.

É necessário, frisou, resgatar as dívidas para com a Lei Divina através do amor, encontrando um sentido para a vida, alcançando a compreensão sobre a imortalidade da alma. Quando o indivíduo ama, o organismo produz substâncias salutares à vida orgânica.

A humanidade da Terra vive um período de decadência moral crítica, experimentando a sexolatria, o individualismo, o consumismo, o egoísmo. Para que esse quadro seja revertido faz-se necessário viver o Amor, em seu sentido mais profundo, retomando a mensagem de Jesus em sua totalidade. O Espiritismo está com os homens na Terra para propiciar a saúde integral, estimulando-o a tornar-se a cada dia melhor do que era antes.

Em gratidão, o público pôs-se de pé e aplaudiu vivamente o Paulo de Tarso dos dias atuais. 


Nota do autor:

 
As fotos que ilustram esta reportagem são de Jorge Moehlecke. 



 


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 Revista Semanal de Divulgação Espírita