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Crônicas e Artigos

Ano 9 - N° 449 - 24 de Janeiro de 2016

RICARDO ORESTES FORNI
iost@terra.com.br
Tupã, SP (Brasil)

 


Diálogo sobre Chico Xavier


– Ah! Como gostaria de ser como Chico Xavier!

– Você tem certeza disso?

– Claro! Já pensou ver Emmanuel vestido de senador romano; receber livros de André Luiz; servir de veículo para Scheilla destilar perfumes pelo ambiente; ditar orientações de doutor Bezerra de Menezes; psicografar poemas de Maria Dolores?!

– E você acha que o Chico só via e convivia com esses Espíritos?

– Como assim?!

– Foi o Chico quem afirmou que quem vê o lírio vê o sapo!

– Não entendi.

– Quem possui a vidência enxerga também os Espíritos inferiores, muitos deles, com formas assustadoras!

– Mesmo assim eu gostaria de ser como o Chico!

– Tem certeza disso?

– Como não?

– Vamos fazer um teste?

– Claro!

– Pois bem. Chico ficou órfão aos cinco anos e passou alguns anos com uma pessoa que lhe impunha grande sofrimento físico sem que ele nada fizesse. Você tem ou teve um lar, pai e mãe que o amam?

– Sim.

– Chico ficou gravemente doente de um olho desde 1931, o que lhe impôs grande sofrimento pelo resto da existência. Como vão as suas vistas?

– Ótimas.

– Chico sofreu dois infartos que exigiram tratamento e cuidados pelo resto da vida física. Como vai o seu coração?

– Tudo normal.

– Chico trabalhou por 75 anos em favor dos sofredores. Quanto trabalha você?

– Algumas horas por semana, se tanto.

– Chico foi caluniado, perseguido, ironizado, traído, e nada fez com que desistisse de sua tarefa. Já aconteceu alguma dessas coisas com você?

– Não.

– Você não acha que querer ser igual ao Chico é desejar igualar-se à locomotiva quando não servimos nem para rebite dos trilhos?

– Mas é errado desejar ser como ele?

– Não. É elogiável! Mas, vejamos: você já visitou favelas, presídios, leprosários, hospital do fogo selvagem? Conviveu com mães desesperadas que perderam seus filhos; atendeu pacienciosamente filas intermináveis de sofredores madrugada adentro, pessoas desejosas de praticar o suicídio, ou coisas semelhantes?

– Não.

– Chico nunca ficou com nenhum tipo de lucro dos mais de 420 livros psicografados por ele. Amava os animais e os considerava como nossos irmãos mais novos. Recebeu vários bens móveis e imóveis com documentos passados em seu nome e nunca ficou com nenhum deles. Suportou as limitações do corpo envelhecido sem nenhuma reclamação. Foi assediado por Espíritos desejosos de destruir sua missão e nunca sucumbiu. Nunca obteve favores dos Espíritos superiores pelo trabalho que executou com perfeição e jamais solicitou por isso de maneira direta ou indireta. Mesmo incompreendido por vários espíritas sempre perdoou e continuou sua tarefa. Era capaz de chorar por dentro e sorrir para os sofredores que o buscavam aflitos.

– É!

– E então? Ainda gostaria de ser como ele? Possui todas essas disposições que ele teve?

– Tem razão! Se não sou mesmo nem o rebite dos trilhos, como ambicionar ser a locomotiva como ele foi!

– Muito bem! Começou corretamente reconhecendo seus limites. Basta agora colocar as mãos nos pequenos trabalhos do dia a dia para que um dia você seja um fiel servidor dos Espíritos como o Chico foi. Por enquanto, pensemos nos rebites...

 

 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita