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Estudando as obras de Manoel Philomeno de Miranda
Ano 9 - N° 444 - 13 de Dezembro de 2015
THIAGO BERNARDES
thiago_imortal@yahoo.com.br
 
Curitiba, Paraná (Brasil)  
 

 

Tormentos da Obsessão

Manoel Philomeno de Miranda

(Parte 10)

Damos prosseguimento ao estudo metódico e sequencial do livro Tormentos da Obsessão, obra de autoria de  Manoel Philomeno de Miranda, psicografada por Divaldo P. Franco e publicada em 2001.

Questões preliminares 

A. A impotência sexual pode ter causas não orgânicas?

Sim. Foi esse o caso de Almério que, um ano após o casamento, passou a experimentar inexplicável impotência sexual, fato que gerou graves conflitos e dificuldades em torno do relacionamento conjugal. Levado a um médico, o especialista nada detectou na sua constituição orgânica que justificasse o problema. Por causa disso, ele resolveu pedir socorro ao Mentor da Sociedade Espírita que frequentava, sendo então informado de que a causa era uma disfunção psicológica, em cuja raiz estava a influência perversa de uma Entidade feminina que o obsidiava. (Tormentos da Obsessão, cap. 5 – Contato precioso.)

B. Qual o motivo da obsessão sofrida por Almério?

A Entidade que o obsidiava fora sua vítima no passado. Almério explorou-a sexualmente até arruiná-la. Ele era casado naquela ocasião, mas vivia clandestinamente com jovens seduzidas em orgias e alucinações. Não fora ela a primeira... Duas vezes, sucessivamente, concebera, e, sentindo-se feliz pelo fato, esperava receber apoio, que ele negou sem qualquer compaixão, levando-a ao abortamento insensato. Na primeira ocasião do crime, ela cedeu sem maior relutância. Todavia, na segunda concepção, recusando-se ceder à sua insistência, foi levada, quase à força, quando já se encontrava no quinto mês de gravidez, para o hediondo infanticídio. A inabilidade do médico, ao extrair o feto, provocou uma hemorragia, e por isso, menos de duas horas depois, seguia pela morte o destino da criança covardemente assassinada. (Tormentos da Obsessão, cap. 5 – Contato precioso.) 

C. Que ocorreu com Almério no seu retorno à pátria espiritual?

Segundo ele próprio, é muito difícil explicar os sofrimentos que passou a experimentar em seguida à morte corpórea. No princípio, era o pesadelo do morrer-e-não-estar-morto, a vida sem vida, as sensações da matéria em decomposição e a crua perseguição que não cessava. Ele não saberia dizer por quanto tempo esteve sob as torpes e excruciantes vinganças dos irmãos a quem ele prejudicara. As preces da esposa sofrida, de seus genitores e dos amigos da Instituição religiosa passaram, então, a alcançá-lo como orvalho refrescante no tórrido padecimento que não diminuía. Um dia, porém, ele sentiu-se sair do antro para onde fora levado pelas mãos perversas que o induziram ao suicídio, passando a dormir sem a presença dos sicários, e a despertar, para logo adormecer, até que a memória e o discernimento ressurgiram, auxiliando-o no processo de recuperação. (Tormentos da Obsessão, cap. 5 – Contato precioso.)

Texto para leitura 

57. Impotência sexual e sua gênese real – Almério sorriu, um pouco desconcertado, e, dando curso à sua muito oportuna exposição, esclareceu, com sinceridade: “Não obstante todo o empenho a que me entregava para a renovação interior e o desempenho das tarefas em andamento, um ano após o casamento passei a experimentar inexplicável impotência sexual, gerando-me graves conflitos e dificuldades em torno do relacionamento conjugal. Sentindo-me fracassado e sem esperanças, procurei ajuda médica, após uma grande relutância, fruto da ignorância e da conceituação machista, e o especialista nada detectou na minha constituição orgânica, que justificasse o problema, encaminhando-me a um sexólogo que, inadvertidamente, me recomendou extravagante terapia, perturbando-me além do que já me encontrava transtornado. Nesse período, o exercício mediúnico tornou-se-me penoso e angustiante, por dificuldades de concentração e de equilíbrio emocional. Foi quando resolvi pedir socorro ao Mentor de nossa Sociedade que, solícito, através da mediunidade sonambúlica de Eduardo, por quem se comunicava desde há muito tempo, aconselhou-me a reconquistar o equilíbrio mediante a confiança em Deus, explicando-me tratar-se de uma disfunção psicológica, em cuja raiz estava a influência perversa da minha adversária espiritual... Equipado com o esclarecimento oportuno, procurei reanimar-me, elucidando a esposa em torno da terapia em desdobramento, e pedindo-lhe a compreensão, que nunca me foi negada, já que sempre se conduziu como digno exemplo de companheira ideal e madura, embora contasse apenas vinte e quatro anos de idade”. A tentativa de renovação interior, porém, não proporcionou resultado imediato, enquanto a volúpia do desejo incontrolado o inquietava em angústia crescente. Almério passou, então, a vivenciar sonhos eróticos, nos quais a lascívia o dominava, particularmente com uma mulher que se apresentava, ora linda e maravilhosa, e noutros momentos, desfigurada e perversa. Nos sonhos, muitas vezes ela o arrastava a antros de perversão, onde ele se sentia exaurir, despertando, então, tão depauperado quão perdido em si mesmo. O drama prolongou-se por mais de seis meses, quando algo inusitado ocorreu. (Tormentos da Obsessão, cap. 5 – Contato precioso.) 

58. O problema tinha origem no passado – Almério fez breve pausa e, depois de concatenar as ideias, prosseguiu: “Participando das reuniões mediúnicas de socorro aos desencarnados, fui instrumento de terrível comunicação, que acredito era necessária para o esclarecimento da minha provação, certamente providenciada pelos Benfeitores espirituais. Tratava-se de Entidade feminina que se dizia minha vítima, de quem abusara, explorando-a sexualmente até arruiná-la. Pior do que isso, informava que eu era casado naquela ocasião, mas vivia clandestinamente com jovens seduzidas em orgias e alucinações. Não fora ela a primeira... No entanto, havia sofrido muito sob os impositivos das minhas perversões. Duas vezes, sucessivamente, concebera, e, sentindo-se feliz pelo fato, esperava receber apoio, que lhe neguei, sem qualquer compaixão, levando-a ao abortamento insensato. Na primeira ocasião do crime, ela pôde ceder sem maior relutância, por manter a ilusão de que eu possuísse algum sentimento de afetividade e prazer em conviver ao seu lado, mesmo que fugazmente. Todavia, na segunda concepção, recusando-se ceder à minha insistência, foi levada, quase à força, quando já se encontrava no quinto mês de gravidez, para o hediondo infanticídio, que se transformou numa tragédia de alto porte. A inabilidade do médico, na clínica sórdida onde recebia as clientes infelizes, ao extrair o feto, provocou uma hemorragia, não conseguindo deter o fluxo sanguíneo, e, embora transferida de emergência para o Pronto Socorro da cidade, menos de duas horas depois seguia pela morte o destino da filhinha covardemente assassinada...” A vítima narrou, então, os sofrimentos indescritíveis que experimentou, e a sede de vingança que tomou conta da sua mente. No entanto, perdeu-se num dédalo de aflições sem nome. Só mais tarde, quando Almério se encontrava na passada reencarnação, no período infantil, é que ela conseguiu, com a ajuda de alguns especialistas em obsessão, reencontrá-lo, fato que lhe houvera proporcionado infinito prazer. E desde então, ela passou a segui-lo, pretendendo levar a cabo o plano de interromper-lhe a existência carnal, auxiliada por outros Espíritos a quem ele também prejudicara e que estavam igualmente dispostos a conseguir o mesmo fanal. (Tormentos da Obsessão, cap. 5 – Contato precioso.) 

59. Suicídio involuntário – Segundo Almério, a doutrinadora tudo fez para explicar à entidade obsessora o erro em que se movimentava, não havendo conseguido resultados expressivos. Envolvendo-a, por fim, após diversas tentativas de esclarecimentos, em ternura e vibrações de paz, a atormentada inimiga retirou-se do campo mediúnico em que se comunicava, mas não se desvinculou dele, visto que onde se encontra o devedor, aí estagia o cobrador... Terminada a reunião, ele foi elucidado quanto aos seus deveres imediatos em favor da libertação, beneficiando o Espírito infeliz e a ele próprio. No entanto, os vícios do pretérito tornaram-se-lhe grilhões indestrutíveis, que ele não conseguia romper. Mantendo a mente aturdida pelos desejos que o corpo não atendia, lentamente derrapou em perigosa depressão, que se tornou grave, graças às reações que o acometiam, maltratando a família, os amigos, e deixando-o sucumbir cada dia mais, a ponto de recusar-se prosseguir nas atividades espirituais e profissionais, com que acabou mergulhando no fosso profundo e escuro da subjugação, que poderia ter sido evitada, caso houvesse resolvido pela luta. Instado a parar com essas reminiscências, Almério disse que, apesar da angústia que tais lembranças lhe provocam, ele experimentava um certo bem-estar, porque se conscientizava em definitivo dos graves erros, sem escamoteamento das próprias responsabilidades, nem fugas injustificáveis do enfrentamento, que são passos decisivos para o recomeço em clima de renovação legítima. Ele então sorriu, ligeiramente, e prosseguiu: “Naquele transe, sob a indução cruel, que me houvera conduzido ao transtorno psicótico-maníacodepressivo, em uma noite de alucinação, porquanto podia ver a mulher-verdugo de minha existência e os seus asseclas, fui induzido a ingerir algumas drágeas de sonífero, quase automaticamente, sem qualquer reflexão, a fim de apagar da mente aqueles terríveis pesadelos e libertar-me dos vergonhosos doestos que me atiravam à face, humilhando-me, escarnecendo-me, e sempre mais me ameaçando. À medida que as substâncias passaram a atuar no meu organismo, um cruel torpor e enregelamento tomou-me todo, produzindo-me a parada cardíaca, e a desencarnação...”. (Tormentos da Obsessão, cap. 5 – Contato precioso.) 

60. Os tormentos pós-morte – A propósito do que lhe ocorreu em seguida à morte corpórea e depois, no plano espiritual, Almérico esclareceu: “Muito difícil explicar os sofrimentos que então passei a experimentar. No princípio, era o pesadelo do morrer-e-não-estar-morto, a vida sem vida, as sensações da matéria em decomposição e a crua perseguição que não cessava. Não saberia dizer por quanto tempo estive sob as torpes e excruciantes vinganças daqueles irmãos mais desditosos. As preces da esposa sofrida, dos meus genitores e dos amigos da Instituição religiosa, passaram, então, a alcançar-me como orvalho refrescante no tórrido padecimento que não diminuía. Um dia, que ainda não posso identificar, senti-me sair do antro para onde fora levado pelas mãos perversas que me induziram ao suicídio, embora sem a minha concordância, o que representava um atenuante para a desdita, passando a dormir sem a presença dos sicários, e a despertar, para logo adormecer, até que a memória e o discernimento ressurgiram, auxiliando-me no processo de recuperação. E senti-me amparado neste verdadeiro santuário. Graças a Deus e aos Bons Espíritos, aos corações amigos e caridosos, aqui me encontro abraçando um novo trabalho com vistas ao futuro, que a Terra-mãe me concederá, pela nímia misericórdia do Céu. Tenho orado em favor daqueles que sofreram a minha perversão e loucura, propondo-me espiritualmente socorrê-los, quando as circunstâncias o permitirem. Somente o perdão com a reconciliação real, edificando os sentimentos das vítimas com os algozes, conseguirá produzir a paz e a lídima fraternidade”. Finda a narrativa, Almério apresentava-se corado e sorria, exteriorizando real alegria. Tinha-se a impressão de que houvera retirado um peso da consciência e, talvez, pela primeira vez, encarara-se sem constrangimento nem desculpas em relação aos atos conturbadores praticados. (Tormentos da Obsessão, cap. 5 – Contato precioso.) (Continua no próximo número.)

 


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 Revista Semanal de Divulgação Espírita