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Crônicas e Artigos

Ano 9 - N° 444 - 13 de Dezembro de 2015

WELLINGTON BALBO
wellington_balbo@hotmail.com
Salvador, BA
(Brasil)

 


Eu era feliz e não sabia


Quantas vezes você falou ou escutou a frase acima? Com certeza será impossível contar, tamanha a quantidade.

Perceba que na frase “Era feliz e não sabia” só se constata a felicidade posteriormente. Bem provável que na época em questão as reclamações eram constantes e a frase também fora proferida a evocar um tempo pretérito. O que demonstra estarmos no presente, vivendo o passado.

Interessante é que, também, muitas vezes estamos no presente, vivendo o futuro. Preocupação com o compromisso seguinte, olhos voltados ao celular, pressa em sair logo da conversa porque se tem tanto a fazer...

Quem perde? O presente, este fica esquecido, é um tempo não vivido, não celebrado.

Jesus, em sua sabedoria, ensina: “Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã preocupará consigo mesmo. A cada dia, basta o seu mal”.

Viver o presente, eis o que orienta o maior filósofo de todos os tempos.

Aliás, vale o destaque de como são modernos os ensinos de Jesus. Este, então, perfeitamente aplicável em nosso tempo.

O que fica de indagação é: Por que temos dificuldades em viver o presente? Por que buscamos constantemente o passado ou, apressados, o futuro?

Sinceramente, não possuo uma resposta cheia, definitiva e que possa cravar. Mas tenho um ponto para instigar nossa reflexão: Talvez estejamos fugindo de nós mesmos, de encarar a realidade em que estamos inseridos, de modificar o que deva ser modificado. Porque viver num tempo em que não é nosso é o mesmo que fugir da realidade.

E o passado não é nosso tempo, tampouco o futuro.

Encarar o mundo atual, realmente, não é tarefa fácil, porém, por mais dores e máscaras que façam cair é fundamental.

Para crescer necessito viver o presente, e, para viver o presente sem me enganar com o passado ou futuro, eu tenho de realizar o processo de autoconhecimento.

Como afirma Santo Agostinho em O livro dos Espíritos, corroborando com a máxima socrática: Conhece-te a ti mesmo!

O homem moderno conhece um pouco de tudo, realiza viagens espaciais, vasculha e pesquisa criteriosamente o universo microscópico, desvenda mistérios contidos por milênios na mãe natureza, entretanto, carece de conhecer-se.

Busca desvendar o universo externo, quando também poderia desbravar seu mundo íntimo, seu coração, seus anseios mais secretos, suas virtudes e pontos a melhorar.

A viagem para dentro de si mesmo é complexa e requer muita coragem, pois podemos conhecer partes escangalhadas e que requerem reparos. E reparar a si mesmo dá muito trabalho. Mas não tem jeito, é uma necessidade para viver o presente e, também, para o progresso. E, como o progresso é uma lei, não há outro jeito.

Extirpar a frase “Era feliz e não sabia” de nosso vocabulário é buscar viver o presente.

E uma das maneiras de viver o presente é apresentar-se a si mesmo:

– Prazer, eu sou eu e quero me conhecer! De tal modo, que o futuro chegará e poderei dizer sem medo:

– Era feliz e sabia, pois valorizei cada momento vivido!



 


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 Revista Semanal de Divulgação Espírita