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Entrevista Espanhol Inglês    
Ano 9 - N° 431 - 13 de Setembro de 2015

ORSON PETER CARRARA
orsonpeter92@gmail.com
Matão, SP (Brasil)

 

 
Ricardo Orestes Forni: 

“Os assuntos sempre
me procuram”

Autor de várias obras de grande sucesso, o conhecido escritor, que é também colaborador de nossa revista, fala sobre suas experiências e revela como surgem seus livros

Ricardo Orestes Forni (foto), natural de São José do Rio Preto e residente em Tupã, ambos municípios paulistas, nosso entrevistado é médico e vincula-se à União Espírita Allan Kardec, sendo também um dos colaboradores desta revista. Seu primeiro contato com o Espiritismo foi por meio do livro Nosso Lar. Atualmente com vários publicados e outros no prelo, conta sua experiência e inspira-

ção para escrever as obras, distribuídas entre contos, textos doutrinários e romances de grande sucesso editorial e muita clareza doutrinária. 

De onde vem o gosto e a experiência em escrever? 

Sempre gostei muito de ler desde a minha adolescência, o que deve ter facilitado para que eu viesse um dia a escrever. Sobre aquilo que escrevo se passa sempre o seguinte: o assunto a ser desenvolvido vem ao meu encontro. Raríssimas vezes eu fui ao encontro deles. Por isso não sei explicar a experiência em escrever, já que sou “procurado” e não procuro. 

Quantos livros publicados? Quantos romances e quantos doutrinários? 

Publicados são dezoito, além de uma participação em um livro de Orson Peter Carrara. Além desses, outros encontram-se em processo de análise e elaboração em diversas editoras, tais como Petit, Mythos e Editora EME. Do total dos livros que vieram a lume, oito são romances. Os demais têm conteúdo diverso, mas sempre pautado nas diretrizes espíritas. 

Pode relacionar, por favor? 

Voltou pela Lei do amor, Semeadura e Colheita, O Amor e a Multidão dos Pecados, É Impossível Morrer, Reconcilia-te primeiro, Dolorosa Colheita, Mãe Estou Aqui! e A Vida Sempre Floresce (romances), Sempre Existirá Esperança, Admirável Mundo Bom, Bom Dia Mesmo, A Cura Pela Fé, O Amor Pelos Animais, Razões para uma vida melhor, Faça sua Parte, FILHOS - Da sexualidade À Adoção, Das Drogas À Deficiência Física, Descomplicando o Espiritismo. Participação no livro Educação Do Desejo, do escritor Orson Peter Carrara. 

Como são construídos os romances? 

Como disse, os assuntos sempre me procuram. Muitas vezes julgo que aquilo a que dei início não se desenvolverá, porque não consigo enxergar o meio e, muito menos, o fim. Contudo, as coisas vão se encaixando e acabam por ser concluídas. O que posso dizer é que uma ideia inicial surge e a partir dela as coisas vão acontecendo. 

Desses livros todos, qual aquele que mais o marcou? 

Tenho imenso amor pelos animais. Não me considero, como está em O Livro dos Espíritos, um deus para eles. Sinto-os como meus irmãos mais jovens a quem devo respeito e auxílio, da mesma forma como vivemos pedindo ajuda aos Espíritos superiores. Por isso, o livro O Amor Pelos Animais, em que desenvolvo o assunto da progressão do princípio imortal pelo reino animal em direção ao reino hominal, em homenagem a uma cachorrinha que tivemos e a quem amamos muito, foi o que mais me marcou os sentimentos. 

O Descomplicando o Espiritismo, da Petit, foi vencedor do Concurso Literário PETIT 30 anos. Comente sobre a obra. 

O interessante desse livro editado pela Petit é que recebi o comunicado do Concurso “Saia da Gaveta” e achei a ideia interessante. Ocorre, porém, que nada tinha nem na gaveta física e muito menos na “gaveta” mental. Por isso mesmo, esqueci o assunto. Depois de quase um mês, com o prazo para o envio do material a se esgotar, todo o conteúdo do livro surgiu-me rapidamente pela mente e o transferimos para o papel, encaminhado-o para o julgamento. Ficamos imensamente felizes com o resultado e gostaríamos que os leitores dessa obra também se sentissem da mesma forma. 

O livro FILHOS, editado pela Mythos, como surgiu? 

O livro publicado pela Mythos, que nos honrou com o prestígio dessa Editora, também não fugiu à regra. Não sei dizer como ele surgiu ou como percorremos o assunto nele contido. Esperamos, da mesma forma, que ele agrade aos leitores que nos derem o carinho da sua atenção e que esse livro possa ser útil de alguma maneira. 

E sua experiência com o PONTO DE VISTA da Revista Internacional de Espiritismo? 

O jornal O Imortal, de Cambé-PR, na figura da doce pessoa do inesquecível “paizinho” Hugo Gonçalves e O Clarim, através da pessoa do senhor Aparecido Belvedere, foram quem nos proporcionaram as primeiras oportunidades da publicação de nossos artigos, creio eu que pela década de noventa. A eles a nossa gratidão perene. Participar da RIE é uma honra que não merecemos e que acontece mercê da bondade desses confrades, principalmente se nos lembrarmos que dela participou o cultíssimo Wallace Leal Rodrigues a quem reverenciamos física e espiritualmente após o seu desencarne. Sinto-me atrevido em colocar a pena em órgão da imprensa espírita que teve esse baluarte entre os seus colaboradores. 

Nessa facilidade e empenho em escrever, qual a experiência mais marcante de suas lembranças? 

Naquilo que o autor escreve está o seu sangue, seus ossos, sua alma, está todo o seu ser num mecanismo incondicional de entrega total ao leitor de boa vontade. Quando isso é reconhecido através de alguma comunicação entre o leitor e o autor, ocorre a consumação dessa entrega, em que aquele que oferece se vê resguardado no íntimo daquele que o recebe. Tive oportunidade de ter algumas situações em que isso ocorreu e esse reconhecimento ressoa em mim como um alento para não parar. 

Algo mais que gostaria de acrescentar? 

Só tenho a agradecer a todas as Editoras que nos dão oportunidade de sair de nós mesmos e realizarmos o mecanismo de entrega aos leitores, mesmo que nossa parcela seja a mais ínfima de todas. É do pequeno que um dia surge o grande. É do pouco, muito pouco, que um dia surge algo maior. Sem essas oportunidades viveríamos egoisticamente nossas meditações por mais simples que elas sejam e menor valor que possam conter. 

Suas palavras finais. 

Meu amigo, minha amiga, abrace o seu tesouro real que é o tempo presente. Do passado só traga as lições. Deixe o fel da derrota entregue ao esquecimento do tempo. Do futuro, contemple o aceno da esperança em dias melhores. Mas o nosso tempo real é o presente. O passado já se foi. O futuro quem sabe se existirá? Mas o momento do agora é concreto, é o real. Agarre-se a ele e faça de cada dia um hino de realizações de um homem melhor que quer e realiza em si mesmo a parcela de um mundo novo onde o Amor seja um sol perene e onde o ódio seja apenas um sonho mau que nunca mais irá voltar. Muita paz!


 
 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita