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Crônicas e Artigos

Ano 9 - N° 431 - 13 de Setembro de 2015

ROGÉRIO COELHO
rcoelho47@yahoo.com.br
Muriaé, MG (Brasil)

 



Avançar sem luz é impossível
 
Sem a claridade que nos seja própria, padeceremos
constante ameaça de queda

"(...) A Luz ainda está convosco por um pouco de tempo;

andai enquanto tendes Luz, para que as trevas vos não

 alcancem, pois quem anda nas trevas não sabe aonde vai.”

- Jesus. (Jo., 12:35.)

Discursando sobre a Sua missão, Jesus falou sem rebuços[1]: "Eu Sou a Luz do Mundo; quem Me segue não andará em trevas”.

Desde o "Fiat-Lux" inicial, registrado no Velho Testamento em Gênesis, capítulo um, versículo três, passando pelos antigos profetas, até Paulo, após Cristo, a palavra "Luz" aparece mais de setenta vezes nas Escrituras.

Léon Denis[2], sabendo que somos os artífices do próprio destino, argumenta que necessário “(...) se faz sujeitarmo-nos ao estado de coisas que engendramos no decorrer das vidas sucessivas, quando, no uso do livre-arbítrio, equivocamo-nos superlativamente. Todavia, depois de haver feito de nossas consciências um antro tenebroso, um covil do mal, teremos de transformá-lo em Templo de Luz.

As faltas acumuladas farão nascer sofrimentos mais vivos; suceder-se-ão mais penosas, mais dolorosas as encarnações; e a Alma triturada pela engrenagem das causas e efeitos que houver criado, compreenderá a necessidade de reagir contra suas tendências, vencer suas paixões ruins e de mudar de caminho. Desde esse momento, por pouco que o arrependimento a sensibilize, sentirá nascer em si forças, impulsões novas que a levarão para meios mais adequados à sua obra de reparação, de renovação, e passo a passo irá fazendo progressos. Raios e eflúvios penetrarão na Alma arrependida e enternecida, aspirações desconhecidas, necessidade de ação útil e da dedicação hão de despertar nela. A lei de atração, que a impelia para as últimas camadas sociais, reverterá em seu benefício e tornar-se-á o instrumento de sua regeneração".

André Luiz[3], que entende ser o Espiritismo:“(...) Claridade Eterna, considera os espíritas em melhores condições de quantos ainda se debatem nas lutas de subnível, porque ainda não se dispuseram a aceitar a realidade por ele (o Espiritismo) desvelada. Se muitos confrades não alcançaram êxitos maiores na batalha íntima e intransferível é porque não souberam graduar a intensidade da luz que vislumbraram e foram acometidos pela cegueira do fanatismo. Acertar ou cair são problemas exclusivos da alçada pessoal. Urge trabalhar denodadamente na preservação da paciência que nutre a perseverança nos bons propósitos que são a justa execução de todos os deveres.

Manter-se, pois, encorajado e confiante, elevar anseios e esperança, tentando sublimar emoções e cometimentos e situar-se em campo de alegria serena, em marcha uniforme, é a norma ideal para atingir a meta colimada”.

Emmanuel diagnostica[4]: "a angústia de nosso plano procede da sombra. A escuridão invade os caminhos em todas as direções como trevas que nascem da ignorância, da maldade, da insensatez, envolvendo povos, instituições e pessoas, nevoeiros que assaltam consciências, raciocínios e sentimentos...

Em meio da grande noite, é necessário acender a nossa luz. Sem isso é impossível encontrar o caminho da alforria espiritual. Sem a irradiação brilhante de nosso próprio ser, não podemos ser vistos com facilidade pelos Mensageiros Divinos, que ajudam em nome de Deus.

É indispensável organizar o santuário interior e iluminá-lo, a fim de que as trevas não nos dominem. É possível marchar, valendo-nos de luzes alheias; todavia, sem claridade que nos seja própria, padeceremos constante ameaça de queda, vez que os proprietários das lâmpadas acesas podem afastar-se de nós, convocados pelos montes de elevação que ainda não merecemos.

Vale-te, pois, dos luzeiros do caminho, aplica o pavio da boa vontade ao óleo do serviço e da humildade e acende o teu archote para a longa jornada evolutiva.

Nossa necessidade básica, portanto, é de luz própria, de esclarecimento íntimo, de autoeducação, de conversão substancial do ‘eu’ ao Reino de Deus". 

SUBLIME METÁFORA 

Narra Léon Denis, em sua monumental obra "O Problema do Ser do Destino e da Dor", que o Dr. Alexandre Papaderos, teólogo e educador, escreveu, certa feita, quando arrolava suas reminiscências: "(...) Eu ainda era criança, quando rebentou a guerra. Um dia, no meio da estrada, encontrei pedaços de um espelho partido e guardei comigo o pedaço maior. Comecei então a brincar com ele e fiquei fascinado ao descobrir que podia fazer refletir luz nos locais escuros onde o Sol nunca brilhava: buracos fundos, fendas, espaços sombrios...

Guardei para sempre o pequeno espelho e, ao tornar-me adulto, percebi que não se tratava apenas de uma brincadeira de criança, mas sim de uma metáfora que iria servir de lema para toda a vida: sou um fragmento de um espelho, cujo todo desconheço. Com aquilo que tenho, posso refletir luz, verdade, compreensão, conhecimentos, para os locais escuros do coração do homem e modificar certas coisas em determinadas pessoas. Talvez outros indivíduos possam ver e fazer como eu”.

Por não ignorar a grande e imperiosa necessidade de esparzir as alvinitentes luzes do Mais Alto, (primeiramente) na própria Alma e depois à nossa volta, é que Paulo, o Apóstolo dos Gentios, lembra nossa filiação com os Páramos de Luz, ao escrever aos tessalonicenses: "porque todos vós sois filhos da Luz e filhos de Deus; não somos da noite nem das trevas" (I Tess. 5:5).

E Jesus conclama amoroso: "vós sois a Luz do Mundo! Assim, resplandeça a vossa Luz diante dos homens!..." (Mt., 5:14 e 16).


 

[1] - Jo., 8:2

[2] - DENIS, Léon. O Problema do ser, do destino e da dor.  23.ed. Rio: FEB, 2008, cap. XIII, 2ª parte.

[3] - VIEIRA, Waldo. O Espírito de Verdade. 3.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1977, cap. 92.

[4] - XAVIER, F. Cândido. Caminho, verdade e vida. 26.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, cap. 180.


 

 


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