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Clássicos do Espiritismo
Ano 9 - N° 427 - 16 de Agosto de 2015
ANGÉLICA REIS
a_reis_imortal@yahoo.com.br
Londrina, Paraná (Brasil)
 

 

Médiuns e Mediunidade

Cairbar Schutel

(Parte 4) 

Damos sequência ao estudo metódico e sequencial do livro Médiuns e Mediunidade, de autoria de Cairbar Schutel, publicado originalmente em 1923 pela Casa Editora O Clarim, de Matão (SP). O estudo basear-se-á na 7ª edição da obra, publicada em 1977.

Questões preliminares 

A. É importante o ato de orar no começo e no final da sessão mediúnica? 

Sim. Trata-se de uma providência importante cuja finalidade é, no começo da sessão, solicitar a proteção divina e, no final dela, agradecer o auxílio dispensado. Essa prece, diz Cairbar, representa ao mesmo tempo um ato de humildade e um sinal de reconhecimento. (Médiuns e Mediunidade, cap. VII - Considerações doutrinárias - A condenação do Clero - Métodos dos trabalhos - A prece - A invocação.) 

B. É verdade que cada um de nós está sob a proteção de um Anjo da Guarda? 

Sim. É doutrina corrente em todas as escolas espiritualistas que cada um de nós está sob a proteção de um Anjo da Guarda, que tem a obrigação e ao mesmo tempo o prazer de velar pelos seus protegidos e guiá-los para a Verdade. O Espiritismo não condena esta doutrina, ao contrário, estimula-a, propaga-a e desenvolve-a de modo que a Fé e o Conhecimento vivifique mais os corações. Todos nós, para atravessarmos esta floresta da vida, precisamos de um Guia, que não nos deve perder de vistas, e que, ao tomarmos o corpo carnal, prometeu-nos a sua contínua assistência. (Médiuns e Mediunidade, cap. VIII - A Doutrina do anjo da guarda - O guia espiritual - Os espíritos familiares.) 

C. A mediunidade é a mediadora dos ensinos do Anjo Guardião?  

Evidentemente. A mediunidade é o instrumento pelo qual nos vêm os ensinamentos do Anjo da Guarda, sendo, por isso, indispensável o seu desenvolvimento. (Médiuns e Mediunidade, cap. VIII - A Doutrina do anjo da guarda - O guia espiritual - Os espíritos familiares.) 

Texto para leitura 

55. Reportando-se à sessão descrita anteriormente, Cairbar diz que seu círculo de experimentações era composto de católicos, mas todos eles eram católicos como todo mundo o é, ou seja, ignorantes do Catolicismo. (Médiuns e Mediunidade, cap. VII - Considerações doutrinárias - A condenação do Clero - Métodos dos trabalhos - A prece - A invocação.)

56. Já se ouvia então falar nas comunicações diabólicas, bem como os padres esbravejarem do púlpito afirmando que o Satanás era o autor das manifestações espíritas. (Médiuns e Mediunidade, cap. VII - Considerações doutrinárias - A condenação do Clero - Métodos dos trabalhos - A prece - A invocação.)

57. Seu amigo padre J. B. Van-Esse, vigário da paróquia, já se havia apoderado da imprensa local, em que escrevia seus aranzéis, com que pretendia aniquilar a Doutrina Espírita e suas manifestações. (Médiuns e Mediunidade, cap. VII - Considerações doutrinárias - A condenação do Clero - Métodos dos trabalhos - A prece - A invocação.)

58. Cairbar não via, porém, nos artigos e sermões dos padres senão explosões de ódio e de despeito, presos aos pequeninos interesses do mundo. “Suas palavras recendiam o fumo da ignorância clerical” e não o enganavam, porque ele sabia que os padres desconhecem as Escrituras e, quando citam trechos bíblicos, os interpretam à letra para os acomodarem aos seus interesses de seita. (Médiuns e Mediunidade, cap. VII - Considerações doutrinárias - A condenação do Clero - Métodos dos trabalhos - A prece - A invocação.)

59. Além disso, a ideia do Diabo e do Inferno Eterno não se casava com o estado espiritual em que ele e seus companheiros se achavam, propensos a buscar o Bem e a Verdade. Todas essas questões eram, porém, consideradas e discutidas depois das experiências que o grupo fazia. (Médiuns e Mediunidade, cap. VII - Considerações doutrinárias - A condenação do Clero - Métodos dos trabalhos - A prece - A invocação.)

60. Quanto à obtenção dos fenômenos, Cairbar lembra que não há necessidade de muitas pessoas, mas sim de uma que seja médium e, também, muita paciência. (Médiuns e Mediunidade, cap. VII - Considerações doutrinárias - A condenação do Clero - Métodos dos trabalhos - A prece - A invocação.)

61. É que as experiências com a mesinha tomavam muito tempo, pela dificuldade do processo de comunicação.(1) Às vezes, obtêm-se manifestações já no primeiro dia; outras vezes são precisas muitas sessões. Por isso convém não tentar experiências se não houver desejo de prosseguir, sendo muito útil metodizar os trabalhos, iniciando-os com uma série de sessões, por exemplo, quinze a vinte, sendo duas a três vezes por semana, a uma hora certa e no mesmo lugar. (Médiuns e Mediunidade, cap. VII - Considerações doutrinárias - A condenação do Clero - Métodos dos trabalhos - A prece - A invocação.)

62. Fato digno de nota é que, segundo Cairbar, muitas vezes, nessas reuniões, em vez de se darem os fenômenos esperados, dão-se outros ainda mais interessantes, sobretudo quando se acham presentes médiuns de outras faculdades, como os médiuns escreventes e os falantes. (Médiuns e Mediunidade, cap. VII - Considerações doutrinárias - A condenação do Clero - Métodos dos trabalhos - A prece - A invocação.)

63. Uma providência também importante sugerida por Cairbar é, no começo da sessão, solicitar a proteção divina e, no final dela, agradecer o auxílio dispensado. Trata-se de uma prece que representa ao mesmo tempo um ato de humildade e um sinal de reconhecimento. (Médiuns e Mediunidade, cap. VII - Considerações doutrinárias - A condenação do Clero - Métodos dos trabalhos - A prece - A invocação.)

64. No caso de invocação(2), é sempre preferível chamar parentes ou amigos, que se manifestarão facilmente, salvo no caso de não poderem, por motivos que o estudante depois saberá. Seria ainda preferível, no caso de experiência, não invocar este ou aquele Espírito, mas procurar obter a identidade do que se comunicar espontaneamente. (Médiuns e Mediunidade, cap. VII - Considerações doutrinárias - A condenação do Clero - Métodos dos trabalhos - A prece - A invocação.)

65. É doutrina corrente em todas as escolas espiritualistas que cada um de nós está sob a proteção de um Anjo da Guarda, que tem a obrigação e ao mesmo tempo o prazer de velar pelos seus protegidos e guiá-los para a Verdade. (Médiuns e Mediunidade, cap. VIII - A Doutrina do anjo da guarda - O guia espiritual - Os espíritos familiares.)

66. O Espiritismo não condena esta doutrina, ao contrário, estimula-a, propaga-a e desenvolve-a de modo que a Fé e o Conhecimento vivifique mais os corações. Todos nós, para atravessarmos esta floresta da vida, precisamos de um Guia, que não nos deve perder de vistas, e que, ao tomarmos o corpo carnal, prometeu-nos a sua contínua assistência. (Médiuns e Mediunidade, cap. VIII - A Doutrina do anjo da guarda - O guia espiritual - Os espíritos familiares.)

67. A doutrina do Anjo da Guarda é uma doutrina de Luz e de Amor. Esta proposição não admite contestações entre os espiritualistas. Parece-nos, portanto, claro e lógico que esse guia seja evocado por nós, sempre que necessitarmos da sua opinião para um fim moral. (Médiuns e Mediunidade, cap. VIII - A Doutrina do anjo da guarda - O guia espiritual - Os espíritos familiares.)

68. Contudo, como pode ele responder às nossas perguntas? Como poderá nos ensinar, instruir-nos, para que desempenhe a tarefa a que se propôs? (Médiuns e Mediunidade, cap. VIII - A Doutrina do anjo da guarda - O guia espiritual - Os espíritos familiares.)

69. Está claro que o Anjo da Guarda é um Espírito e esse Espírito deve forçosamente ser mais adiantado que seu protegido para poder ensiná-lo, guiá-lo, e que o faz obedecendo às leis da mediunidade. O Apóstolo Paulo confirma esta verdade, e Jesus fala do Espírito que deveriam receber os que nele cressem. (Médiuns e Mediunidade, cap. VIII - A Doutrina do anjo da guarda - O guia espiritual - Os espíritos familiares.)

70. A mediunidade é, pois, a mediadora dos ensinos do Anjo Guardião, sendo, por isso, indispensável o seu desenvolvimento. (Médiuns e Mediunidade, cap. VIII - A Doutrina do anjo da guarda - O guia espiritual - Os espíritos familiares.)

71. O Espiritismo ensina, ainda, que os Espíritos familiares também nos auxiliam e protegem. Geralmente, são eles que desenvolvem os nossos dons, porque, pela sua condição de inferioridade em relação ao Espírito Guia, estão mais em contacto conosco. (Médiuns e Mediunidade, cap. VIII - A Doutrina do anjo da guarda - O guia espiritual - Os espíritos familiares.) (Continua no próximo número.) 


(1)
O fenômeno pertinente à comunicação mediúnica por meio da mesinha e das batidas é chamado no Espiritismo de tiptologia.

(2) O vocábulo “evocação”, utilizado por Kardec e outros autores, seria mais adequado do que “invocação” no trecho ora transcrito, embora invocar e evocar sejam considerados sinônimos.



 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita