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Correio Mediúnico
Ano 9 - N° 426 - 9 de Agosto de 2015
 
 

 

Evitando o crime

Hilário Silva


Era o Dr. Aristides Spínola distinto diretor da Federação Espírita Brasileira, no Rio, quando foi procurado por um amigo do Méier, que lhe comunicou a desesperadora situação no lar.

Tinha esposa e quatro filhas a se voltarem contra ele, em difícil obsessão. Duas filhas solteiras rixavam com as duas casadas, e os genros, inimigos entre si, injuriavam-no, publicamente, cada qual querendo senhorear a casa.

E, no que era mais triste, a esposa ficara moralmente ao lado de um deles, criando-lhe posição insustentável.

A cada momento, era instado a discutir.

Sentia-se tentado a matar um dos genros, mas começara a ler algo da Doutrina Espírita e sentia-se necessitado de orientação. Não desejava perder a migalha de luz que a fé lhe acendera n’alma.

O Aristides Spínola, que era muito humilde e sereno, aconselhou:

- Evite a discussão.                                            

- E se eu for insultado? - indagou o consulente.

- Conte até sessenta, sem responder.

- Mas, se a provocação continuar?

- Busque mudar de assunto.

- Se for inútil?

- Saia de casa.

- É possível, no entanto, que mo impeçam - tornou o amigo, sinceramente interessado em tratar de todas as minúcias.

- Se isso acontecer, procure isolar-se num quarto, a chave.

- E se abrirem o aposento à força?

- Nesse caso, telefone imediatamente para o Pronto-Socorro e espere a ambulância na porta.

- E quando a ambulância chegar?

Entre nela e recolha-se ao hospital - disse o Dr. Spínola -; isto é melhor que entrar na faixa do crime, comprometendo-se por muitas reencarnações.

O cavalheiro despediu-se mais tranquilo; no entanto, rogou ao prestimoso orientador para que o visitasse, por espírito de caridade, no dia seguinte, a fim de ajudá-lo a conversar com a esposa, que parecia francamente obsidiada.

Na manhã seguinte, Aristides Spínola encaminhou-se para o endereço de que se munira; entretanto, ao chegar à porta, deu com uma ambulância que deixava a casa, tilintando, ruidosamente, a pedir caminho... 

 

Do livro Almas em Desfile, obra psicografada pelos médiuns Waldo Vieira e Francisco Cândido Xavier.


 


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 Revista Semanal de Divulgação Espírita