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Crônicas e Artigos

Ano 9 - N° 415 - 24 de Maio de 2015

RICARDO ORESTES FORNI
iost@terra.com.br
Tupã, SP (Brasil)

 


A certeza ignorada

“A morte é um fenômeno ínsito da vida, que não pode ser desconsiderado.” – Joanna de Ângelis.


Por termos a certeza de que, a cada manhã, o sol despontará no horizonte, sequer pensamos nisso o que não impede o dia de raiar novamente. Por termos a certeza de que a noite se instalará sobre a face do planeta quando dele a luz do astro rei se afastar, sequer pensamos na sua chegada o que não impedirá que as estrelas se tornem visíveis. Entretanto, existe uma certeza, a maior da existência, sobre a qual ninguém detém nenhuma dúvida, mas que permanece entregue ao nosso descuido, indiferença e esquecimento, atitudes extremamente perigosas e que não impedirão que ela se concretize.

Na revista VEJA, em sua edição de n.º 2383, de 23 de julho de 2014, página 68, encontramos o seguinte trecho que faz parte de uma ampla reportagem sobre um fato que chocou o mundo: “Na quinta-feira passada, logo depois do desaparecimento do Boeing 777 da Malaysia Airlines, um oficial russo encarregado por Moscou de dar ajuda aos separatistas ucranianos, jubilante, postou durante algumas horas apenas o registro de mais um avião abatido. O oficial julgava tratar-se de um Na-26 – Antonov turboélice de transporte de tropas e carga – da Força Aérea da Ucrânia. Não era. O avião abatido foi o Boeing 777 com quase 300 civis inocentes de várias nacionalidades a bordo”.

Nessa mesma reportagem encontramos a informação de que um comissário de bordo indiano, que não estava escalado para esse voo, trocou de lugar com um colega na última hora.

Na questão de número 853 de O Livro Dos Espíritos, nos é ensinado que nada há de fatal, no verdadeiro sentido da palavra, a não ser o instante da morte. Quando esse momento chega, seja por um meio ou por outro, não poderemos dele nos livrar.

Nessa mesma questão, quando Kardec insiste ao indagar que, qualquer que seja o perigo que nos ameace, não morremos se a hora não é chegada, a resposta reforça que não pereceremos, tendo disso milhares de exemplos. Mas, quando é chegada a nossa hora de partir, nada pode subtrair-nos dela.

Ora, se assim realmente se passa, como todos os dias temos provas desse fato, por que teimamos em ignorar a certeza absoluta dessa fatalidade?

Joanna de Ângelis levanta várias hipóteses para temermos a morte e, por isso mesmo, nos negarmos a pensar sobre o inevitável: o primeiro motivo é representado pelo instinto de conservação da vida, o que evitaria o suicídio diante dos sofrimentos da existência; o segundo motivo seria a predominância da natureza animal, fixando aqueles que aqui se enquadram em temer deixar a vivência de suas paixões as mais variadas; o terceiro motivo seria o esquecimento temporário da vida espiritual de onde viemos e para onde voltaremos inapelavelmente um dia; o quarto motivo seria representado pela descrição dos sofrimentos atrozes que aguardam a todos aqueles que se dirigirem a um inferno incompatível com a Bondade Divina; e, finalmente, o temor da morte seria representado pela falta de informações sobre o futuro do Espírito fora do seu veículo carnal.

Seja qual for o nosso motivo particular, quer esteja ele contemplado ou não nas hipóteses levantadas por Joanna de Ângelis, não poderemos nos esconder ou nos furtar ao instante fatal. Então, por que insistirmos em ignorar essa certeza absoluta?

Quantos crimes não deixariam de ser cometidos se os seus autores se detivessem em contemplar essa realidade da transitoriedade da vida?

Quantas impunidades deixariam de existir porque não se teria dúvidas da devida prestação de contas a um Tribunal incorruptível, mais dia, menos dia?

Quanto orgulho, quanta soberba se desfaria diante da certeza ignorada do final da existência material?

Relembremos as palavras de Constantino, Espírito Protetor, em Bordéus, 1863, falando no capítulo XX d’O Evangelho segundo o Espiritismo aos trabalhadores da última hora: “Eis o momento de receberdes o salário; empregai bem essa hora que vos resta e não olvideis jamais que a vossa existência, tão longa vos pareça, não é senão um momento bem fugidio na imensidade dos tempos que formam para vós a eternidade”.

Será que essas palavras nos ajudarão a parar na devida meditação sobre essa certeza tão ignorada?!

Ou será que o nosso relógio trabalha em um compasso de tempo diferente do de Constantino?
 

                                    

 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita