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Crônicas e Artigos

Ano 9 - N° 415 - 24 de Maio de 2015

JOSÉ REIS CHAVES
jreischaves@gmail.com
Belo Horizonte, MG (Brasil)

 


Uma é a causa da salvação, outra é a infame crucificação


O que nos leva à salvação ou libertação é o estudo e a vivência do Evangelho. Mas os teólogos antigos se deixaram levar muito pelo lado da triste emoção causada pela revoltante e cruel morte de Jesus na cruz.

O Nazareno veio ao mundo com uma finalidade: a de nos trazer, como Enviado de Deus, a sua mensagem salvífica para nós, em consequência do que O crucificaram. Aclaremos isso. Um indivíduo entra numa enxurrada para salvar uma criança, e tem sucesso, entregando-a salva para outra pessoa. Mas, de repente, ele cai, é arrastado e morre afogado. Perguntamos: ele entrou na água para salvar a criança ou para morrer afogado? A resposta é para salvar a criança, em consequência disso, morreu afogado. É o caso de Jesus. Ele veio ao nosso mundo para nos trazer o Evangelho, em consequência do que O assassinaram.

Os teólogos antigos imaginaram que a Humanidade pecou, e que Deus teria ficado muito aborrecido conosco, pois que Ele sofreria muito com os nossos pecados. Essa ideia é absurda e uma das mais responsáveis pela antropomorfização de Deus, pois coloca Nele todas as nossas mazelas. Se isso fosse verdade, coitado de Deus, Ele seria o Ser mais infeliz do Universo!

Mas Deus, que é a causa primeira de todas as coisas e a Inteligência Suprema, como diz a doutrina espírita, jamais criaria para Si problemas. E Ele é imutável, portanto, é sempre o mesmo, jamais, pois, deixando de ser mais feliz como sempre o foi, o é e o será. Ademais, Deus é perfeitíssimo, por isso jamais se ofende. Realmente, Ele é inofendível ou como que vacinado contra ofensas. A Gandhi, antes de ele morrer, perguntaram se ele perdoaria a todas as pessoas que o ofenderam, perseguindo-o. E ele, um espírito de escol que era, respondeu que não perdoou ninguém, pois que ninguém nunca o ofendera. É que seu espírito, já bem perfeito, era inofendível, não tendo, pois, nada que perdoar. Ora, Deus, infinitamente perfeito que é, é totalmente inofendível. Aliás, há um abismo entre a perfeição de Deus e a de Gandhi.

A Bíblia nos ensina que Deus perdoa, mas é apenas para nos ensinar que nós temos que perdoar. Ela diz também que Deus descansou depois da criação do mundo, quando Deus não se cansa. Isso foi também para nos ensinar que nós temos que nos descansarmos, caso contrário, ficaremos doentes. Aliás, tudo o que a Bíblia nos ensina deve ser interpretado como sendo para o bem nosso e não para o bem de Deus que, como vimos, é imutável.

É a vivência do evangelho que nos salva, ou Jesus teria vindo ao nosso mundo perder seu precioso tempo para no-lo trazer? E Ele disse que quem ouve as suas palavras, e não as põe em prática, é como aquele que constrói sua casa na areia, e que vêm os temporais e a levam; mas aquele que ouve as suas palavras, e as pratica, é como aquele que edifica a sua casa sobre a rocha, a qual continua firme apesar dos vendavais. (Mateus 7:24).

Podemos dizer que Jesus nos ama tanto que até deu sua vida por nós, mas é Ele mesmo quem nos ensina também que é a vivência do evangelho que realmente nos salva e, não, o monstruoso pecado de seu assassinato na cruz!



 


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