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Entrevista Espanhol Inglês    
Ano 9 - N° 412 - 3 de Maio de 2015
JORGE HESSEN
jorgehessen@gmail.com
Brasília, DF (Brasil)
 

 
Jorge Godinho Barreto Nery: 

“O Pacto Áureo é a expressão mais lúcida de entendimento e concórdia entre  os espíritas”

 

Eleito no dia 21 de março deste ano, o novo presidente da FEB fala-nos sobre vários assuntos e diz que consolidar a
manutenção da União e da fraternidade é o
grande
desafio do movimento espírita brasileiro
 
 

A Federação Espírita Brasileira (FEB) elegeu em março último seu novo presidente. Trata-se de Jorge Godinho Barreto Nery (foto), membro efetivo do Conselho Superior da “Casa de Ismael” e que há mais de três décadas tem laborado fortemente junto à Casa-Máter no Brasil e no exterior.
 

Jorge Godinho presidiu o Centro Espírita Léon Denis, no Rio de Janeiro, na década de 1970. Como palestrante, vem divulgando a Terceira Revelação em diversos países, inclusive foi o implantador de cursos, como o do Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita na Suíça. Profissionalmente, serviu por 48 anos à Força Aérea Brasileira (FAB), em que atingiu o posto de Tenente Brigadeiro, atualmente na reserva.


O novo presidente da FEB concedeu-nos gentilmente a seguinte entrevista:

Os princípios institucionalizados (burocratizados) da Unificação inibem o ideário da “UNIÃO” espontânea entre os espíritas?


O ideário da União, como afirmado, é espontâneo, ou seja, é opção da livre determinação do ser humano, especificamente, dos espíritas. Desta forma, cada um de nós expressa esse sentimento por opção, mas Jesus, nosso Mestre e Guia, convida aos que desejam ser seus discípulos à prática desse ideário da UNIÃO, quando nos recomenda: “Meus discípulos serão reconhecidos por muito se amarem”. Se auguramos ser discípulos do Cristo, então, o ideário de “UNIÃO” será mantido em qualquer circunstância.

 

O modelo federativo é importante, porém boa parte dos dirigentes de casas espíritas nem sempre valorizam as ações dos órgãos de Unificação, atribuindo-lhes caráter meramente administrativo, burocrático, com pouco sentido prático. Considerando a sua experiência doutrinária, quais as ações que pretende desenvolver para aproximar a FEB das Casas Espíritas?


Antes, ressalto que a organização federativa não é só importante; é o programa ideal da Doutrina Espírita no Brasil. É para a grande obra de unificação que a FEB envida todos os seus esforços, objetivando a vitória de Ismael nos corações. Entretanto, respeitando a livre determinação individual, procuraremos sempre atenuar o vigor das dissensões esterilizadoras, para nos unirmos na tarefa impessoal e comum de educar o pensamento do homem no Evangelho.

 

O “Pacto Áureo” ainda pode ser avaliado como o grande marco da Unificação?


É o Pacto Áureo a expressão mais lúcida de entendimento e concórdia entre  os espíritas, que podem divergir nas discussões das ideias, mas que não devem fazer da divergência motivo de discórdia, intolerância e incompreensão. O Pacto Áureo veio compatibilizar a vivência da Doutrina dentro do princípio da liberdade, sem jamais deixar de considerar o amor fraterno, a união e a Unificação. Ele foi e será sempre o grande marco da Unificação que consolidou os esforços iniciais de Bezerra de Menezes.

 

Quais os grandes desafios vistos para o Movimento Espírita Brasileiro?


Consolidar a manutenção da União e da fraternidade.

 

Como a Casa-Máter do Espiritismo deve enfrentar e proceder ante a proliferação de livros “doutrinários” de conteúdos confusos, especialmente pela internet ?


De acordo com o Evangelho. Respeitando a liberdade de pensar e de agir, já que cada um é responsável pelos seus atos e pela sua administração.

 

Considerando que sobre a FEB repousam muitas esperanças, mas também expectativas, como atuará para se aproximar dos espíritas carentes e pouco instruídos na educação formal, dado que representam expressivo estrato da sociedade brasileira?

Pelo trabalho exercido com humildade e amor, na ação pacífica de educação das criaturas, na prática genuína do bem e no exercício da caridade como entendia Jesus, conforme expresso na questão nº 886 de O Livro dos Espíritos: "Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas".

A inclusão digital apresenta-se como meio propício para que os conteúdos das obras básicas e obras complementares, veiculados pela internet, cheguem aos espíritas carentes, com evidentes benefícios. Como a FEB poderia auxiliar os Centros Espíritas de periferia nessa questão?


Disponibilizando o acesso a essas obras pelas mais variadas mídias e meios de comunicação existentes e apoiando o Movimento espírita nas ações de auxílio e apoio aos Centros Espíritas.

 

Será que livros gratuitos na internet gerariam impacto financeiro, em se tratando de uma prática comum atualmente?


É um tema a ser apreciado. Esta iniciativa a FEB já tomou quando disponibiliza obras para download em seu portal.

 

Será que os livros virtuais não dariam maior visibilidade ao portal da FEB, ou seja, não tornaria o site uma robusta ferramenta de divulgação da Nova Luz para o mundo?

Este é um assunto em estudo na FEB e que merece atenção, porque vem ao encontro da sua finalidade: estudar, vivenciar e divulgar a Doutrina Espírita. Para maiores esclarecimentos, a FEB já mantém um catálogo de e-books de mais de 120 títulos, que será ampliado a cada semana, com a disponibilização de outros títulos, como forma alternativa de acessibilidade ao conteúdo espírita.

Allan Kardec comenta no item 334, cap. XXIX, d´O Livro dos Médiuns, que a formação do núcleo da grande família espírita um dia consorciaria todas as opiniões e uniria os homens por um único sentimento: o da fraternidade. Estaria aqui o Codificador formulando alguma programação doutrinária visando à unidade dos espíritas por intermédio de instituições colegiadas?


Entendo que o Codificador, nesse ponto, traz o cunho da caridade cristã, ao alertar os espíritas desejosos de se instruírem e vivenciarem os ensinos dos Espíritos a se unirem pelo sentimento de fraternidade, formando um núcleo da grande família espírita pelos laços da caridade.

 

Na condição de recém-eleito presidente da FEB, considerando o desígnio da “União” e compreendendo que vários membros do CFN tinham a esperança da reeleição do Antonio Cesar Perri, quais as estratégias a serem adotadas visando asserenar e aglutinar tais membros do CFN?

Paciência e serenidade; humildade e amor; sacrifício e devotamento; paz e resignação.
 
A saída do ex-presidente da FEB comprometerá a coordenação do projeto do CEI? Os novos dirigentes estão em sintonia com o trabalho que o CEI vem realizando?

As instituições permanecem com seus objetivos e finalidades, as pessoas são transitórias e, portanto, os novos dirigentes conscientes desta realidade procurarão a sintonia com o trabalho que vem sendo desenvolvido.
 
O irmão pretende partilhar com a comunidade espírita, na forma de consultas, audiências ou outros canais de comunicação, com o intuito de colher subsídios para tratar de matérias e temas importantes para o Movimento Espírita, além, obviamente, dos canais e mecanismos formais já existentes?


Estaremos sempre abertos às contribuições que tratem de temas importantes emanadas de todos aqueles que desejam trazê-las pessoalmente ou por intermédio dos meios disponíveis de comunicação.

 

Como a FEB deve administrar as questões filosóficas e científicas dos fenômenos metafísicos junto às academias e a outras fontes de conhecimento da atualidade?


Não interferindo, nem cerceando a liberdade de pensar e agir de quem quer que seja.

 

Com o crescente surgimento dessas entidades especializadas (associação espírita de médicos, juízes, jornalistas, psicólogos etc.) como deve se posicionar a FEB, considerando o aspecto restritivo e até elitista dessas entidades? Aceitar e incentivar, acreditando que se trata de um evento imprescindível?


Quanto a este aspecto a FEB tem posição clara e definida em seu Estatuto ao contemplar dispositivo que abriga as entidades especializadas de âmbito nacional no Conselho Federativo Nacional – CFN, e, como decorrência do crescente aumento, aprovou, em 2014, a criação do Conselho Nacional das Entidades Espíritas Especializadas da Federação Espírita Brasileira – CNE-FEB, como órgão de apoio técnico ao Movimento Espírita Brasileiro.

 

Numa sociedade mercadológica/mercantil em que eventos espíritas “grandiosos” e pagos em geral se apresentam em números cada vez maiores, qual deve ser a atitude da FEB?


A de prudência e respeito, sem conivência, mas orientada pelo Evangelho.

 

Suas palavras finais.


Agradeço a oportunidade, desejando que estejamos sempre irmanados numa doce aliança de fraternidade e paz inabaláveis sob o amparo de Ismael e de Jesus.


 
 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita