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Espiritismo para crianças - Célia Xavier Camargo - Espanhol  Inglês
Ano 8 - N° 398 - 25 de Janeiro de 2015

 
 

 

O valor da vela

 

Janjão, de oito anos, garoto esperto e de bom coração, ouviu dizer que todas as pessoas devem se ajudar mutuamente e, em seu íntimo, grande desejo de fazer o bem ao próximo passou a dominá-lo.

Todavia, Janjão não sabia como fazer isso. Como não tivesse nada de realmente seu, pediu à mãe que lhe desse algumas coisas para poder repartir com seus amigos: objetos, frutas e doces.

Nesse dia, especialmente, Janjão, não tinha o que fazer. O tempo estava fechado e a chuva logo começou a cair forte, entre trovões e raios. Então, a mãe considerou:

— Meu filho, eu aprovo seu desejo de ajudar as pessoas. Porém, para que seja um gesto realmente seu, é preciso que você dê daquilo que lhe pertence.

O garoto ficou pensativo e perguntou:

— Mas então, o que posso dar mamãe?
 

— Uma peça de roupa, um par de calçados, um brinquedo, um livro... Até doces e balas que você ganha de seus avós!

O menino arregalou os olhos, surpreso, depois retrucou:

— Mas tudo isso é meu!...

— Sem dúvida, meu filho. Mas temos que fazer o bem doando do que é nosso; se você der do que é meu, por exemplo, serei eu que estarei fazendo a caridade, e não você. Entendeu?

Janjão pensou... pensou... e respondeu:

— Mamãe, mas eu não tenho quase nada!... Como ajudar as pessoas, então?

A mãe compadeceu-se do filho e abraçou-o com amor:

— Janjão, tem muita coisa que podemos fazer, que nada nos custa e que representa luz na vida das pessoas. O exemplo disso é o Sol, que todos os dias, com sua luz, ilumina a todas as pessoas no mundo inteiro, onde quer que estejam. Mas temos exemplos menores...

— Sim, mamãe! Os postes de luz que à noite clareiam as cidades! As lâmpadas que temos em nossa casa — prosseguiu o garoto animado.

— Isso mesmo, Janjão.

Como se fosse de propósito, tudo ficou escuro. E a mãezinha prosseguiu:

— Mas tem uma luz de grande valor que nos vem quando falta energia elétrica, nos dias de tempestade, como hoje: é aquela representada por humilde vela, que ilumina a casa e nos ajuda sempre que necessário. Ela é tão pequena, quase nada custa, mas seu valor é imenso, quando estamos em meio à escuridão. Dá-nos paz, alegria, conforto ao coração e expulsa o medo.
 

Janjão ouvia a mãe falar, surpreso e comovido. Ela voltou com a vela na mão, pegou um fósforo e acendeu-a. O menino disse:

— É verdade, mamãe. Pensando melhor, quero ser como a vela, que é fraca, mas quando necessário, ilumina tudo! Entendi o que você quis explicar. Que se nós não temos dinheiro para doar, podemos ajudar de outras maneiras. Mas, como? A vela ilumina, mas eu não tenho luz nenhuma!...

A mãe sorriu e explicou:

 

— Mas tem boa vontade, o que é fundamental. Então, pense: se alguém está triste, como ajudá-lo?

— Colocando alegria em seu coração!

— Isso mesmo, filho! E se um colega seu não sabe como fazer a tarefa escolar?

— Eu posso ajudá-lo!

— E se alguém está com sede?

— Posso dar-lhe um copo d´água.

A mãezinha deu uma risada e envolveu-o com carinho:

— Viu como é fácil, filho? Ajudar é socorrer as pessoas em suas dificuldades. O que, muitas vezes, nada custa. Isso não impede que você doe as coisas que não usa mais, os livros que já leu, os brinquedos que já foram muito usados, as roupas que já não lhe servem... E um monte de outras coisas.     
 

E a partir daquele dia Janjão transformou-se aos olhos de todos. Quando um amigo levava um tombo e se machucava, ele corria a socorrê-lo e o consolava. Se o vizinho precisava tirar o mato do jardim, Janjão se prontificava cheio de boa vontade. Se a mãe estava apurada com o serviço de casa, ele varria o quintal, tratava do cachorro e até dava-lhe um gostoso banho.
 

Assim, Janjão aprendeu que não importa se a luz é grande ou pequena. Ela terá sempre valor por aquilo que consegue realizar. Como ele, que era pequeno, mas cheio de boa vontade, conseguia ajudar muita gente.

Em pouco tempo, Janjão era o garoto mais querido da rua onde morava. 

MEIMEI

(Recebida por Célia X. de Camargo, em 20/10/2014.)


                                                 
                                                   
 


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