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Crônicas e Artigos

Ano 8 - N° 395 - 4 de Janeiro de 2015

RICARDO ORESTES FORNI
iost@terra.com.br
Tupã, SP (Brasil)

 
 


“A melhor coisa que não
me aconteceu.”
 

Não. O articulista não está passando mal. A frase do título acima não é de minha autoria. Segundo consta, ela foi dita por Clive Owen quando não conseguiu o papel para representar no cinema o famoso James Bond. Por ter perdido a representação desse herói famoso por seus “milagres” nos filmes, acabou conquistando coisas melhores.

Com você já se passou o mesmo? Ou seja, você não conseguiu realizar determinado sonho e, tempos depois, concluiu que foi melhor que tivesse sido dessa maneira? Por exemplo, não conseguimos realizar uma viagem planejada e acalentada por muito tempo. Entristecemos-nos no momento do acontecimento. Mas, depois, com o rolar do calendário dos homens paramos e dizemos a frase: “Foi até melhor não ter viajado mesmo!”. Ou, então, um carro ou um imóvel que não adquirimos. Na ocasião nos sentimos frustrados, tristes mesmos. Mas, depois, um dia lá na frente concluímos que não ter entrado na posse desse ou daquele bem material foi até melhor. É difícil aceitarmos esse raciocínio, não é verdade? Mas que acontece, acontece. E se é difícil aceitar tais acontecimentos em relação aos bens materiais, quando se trata dos valores espirituais é um “Deus nos acuda”! No livro Encontros e Desencontros, de Richard Simonetti, tem uma história intitulada O Bem Maior, que relata o drama de uma senhora que demorou muito para engravidar. Após os devidos cuidados, finalmente teve sucesso na realização do seu sonho! Iria ser mãe. Agradeceu profundamente aos Espíritos amigos pela intercessão na solução do seu problema de esterilidade. Quando a gravidez ia pelo quinto mês de gestação, ela recebe um recado através de uma pessoa do Centro Espírita que frequentava: a espiritualidade amiga iria visitá-la em uma determinada noite para o devido trabalho de assistência que a gravidez necessitava. Ela ficou imensamente feliz! Tinha certeza de que os Espíritos continuavam zelando para que ela realizasse o desejo imenso de ser mãe. Em uma determinada noite acordou com muita cólica no baixo ventre. A bolsa amniótica que protegia o feto havia se rompido e ela entrara em trabalho de parto prematuro. Ficou extremamente infeliz e, como sempre acontece, interrogou mentalmente os Espíritos que precisam ter ombros largos para receber a culpa dos problemas que nos afligem: “Afinal - pensava ela -, os amigos espirituais não iriam visitá-la em uma determinada noite para auxiliá-la?” “Pois, então! - continuava protestando intimamente – “como podia ter a bolsa se rompido e colocado em risco a vida do filho que era o seu sonho maior? Que espécie de ajuda vieram os Espíritos prestar, afinal de contas?”. Ao chegar ao hospital recebeu os socorros necessários e o parto acabou realmente se concretizando. Perdera o filho que tanto desejava. Entretanto, o médico, após o exame do produto daquela gestação precocemente expulso do útero, deu-lhe a notícia de que o filho já estava morto há muitos dias dentro do seu ventre e necessitava dali ser retirado. Pôde ela entender (o que já é uma vitória!) que os Espíritos tinham vindo intervir favoravelmente em uma situação irremediável.

Tenho a mais absoluta certeza de que, ao retornarmos ao mundo dos Espíritos, olhando para trás, principalmente contemplando a última reencarnação à semelhança de alguém que alcançou o pico de um monte e olha para o vale, teremos que agradecer a Providência Divina pelas coisas que julgávamos melhores e que jamais nos aconteceram. Por exemplo, milhares de criaturas ou até mesmo milhões delas, adentram as casas de loteria em geral com o sonho dourado de ser um feliz ganhador. Você duvida que algumas delas, ou muitas, suplicam a ajuda dos desencarnados para adivinhar qual o bilhete que vai ser premiado ou quais os números que irão anunciar um novo milionário? Já pensou no que faríamos com a tentação de milhões ganhos de maneira tão fácil? Quantas portas para o desequilíbrio que esse dinheiro poderia abrir dependendo, é claro, da opção particular de cada um? Na questão de número 1001 de O Livro Dos Espíritos, encontramos a seguinte afirmativa em um determinado trecho da resposta: Deus, submetendo-o à prova da fortuna, tão difícil e tão perigosa para o seu futuro, quis lhe dar por compensação a felicidade da generosidade da qual ele pode gozar desde este mundo. Aí está de maneira bastante clara que o dinheiro é uma prova difícil e perigosa. Então, a melhor coisa que pode ocorrer para a imensa maioria dos que buscam a fortuna através desse tipo de jogos é exatamente não acontecer de ganharem. Perdem os bens materiais, mas não se comprometem moralmente como poderia ocorrer com o dinheiro farto nas mãos.

Da mesma maneira poderíamos ir construindo raciocínio semelhante com os títulos de importância do mundo, com a beleza física, com a grande cultura da pessoa, com a posição social importante e tudo o mais que a imaginação de cada um pode considerar. Com os ensinamentos da Doutrina Espírita temos a oportunidade, desde já, de chegar à conclusão de que a Providência Divina agiu em nosso favor quando a melhor coisa que não nos aconteceu foi exatamente aquela que não se deu segundo a nossa vontade, mas de acordo com a determinação Dele. Aliás, não é isso que um número imenso de pessoas repete todos os dias na oração do Pai Nosso, sem se dar conta?


 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita