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Estudando as obras de Manoel Philomeno de Miranda
Ano 8 - N° 392 - 7 de Dezembro de 2014
THIAGO BERNARDES
thiago_imortal@yahoo.com.br
 
Curitiba, Paraná (Brasil)  
 

 

Loucura e Obsessão

Manoel Philomeno de Miranda

(Parte 39)

Continuamos nesta edição o estudo metódico e sequencial do livro Loucura Obsessão, sexta obra de Manoel Philomeno de Miranda, psicografada por Divaldo P. Franco e publicada em 1988.

Questões preliminares

A. Se Deus tudo sabe e, portanto, sabia que Sara se suicidaria, por que permitiu a concessão da moratória que o pai da menina tanto pediu?

A explicação dada a Manoel P. de Miranda veio do dr. Bezerra: “Deus tudo sabe, não nos iludamos. No entanto, suas leis não nos coarctam às experiências fomentadoras da evolução pessoal. Como progredir sem agir, sem acertar e errar, nunca o experimentando? Como adquirir consciência do correto e do equivocado, do útil e do prejudicial sem o contributo da eleição pela sua vivência que ajuda a discernir? Examinando-se as aquisições de Sara, os Espíritos Superiores poderiam prever o que lhe sucederia, não, porém, em caráter absoluto, pois que não há destinação, como sabemos, para o insucesso, a desgraça, num fatalismo irreversível. Cada momento oferta oportunidade que leva a mudanças de comportamento. Se uma fagulha ateia um incêndio, uma palavra feliz e oportuna igualmente muda os rumos e toda uma existência”. (Loucura e Obsessão, cap. 25,  pp. 320 e 321.)

B. O Espírito de Sara, em face dos créditos de seus pais, teria direito a ser hospitalizado após o sepultamento do cadáver?

Respondendo a semelhante indagação, dr. Bezerra explicou: “Não o creio possível nem justo. Ela infringiu a ‘lei de conservação’ da vida. Lúcida e culta, não obstante induzida a fazê-lo, optou pela decisão corrosiva, predispondo-se a sofrer os inevitáveis efeitos da opção. Receberá apoio e socorro compatíveis com as suas necessidades, não porém fruirá de privilégios, que ninguém os merece em nosso campo de ação. Os fenômenos do desgaste e transformações biológicas serão vivenciados, a fim de que, em definitivo, se envolva na couraça da resistência para vencer futuras tentações de fuga ao dever que nunca fica sem atendimento. Visitá-la-emos, serão tomadas providências para evitar-se a vampirização e outras ocorrências mais afligentes. As orações daqueles que a amam luarizarão a noite da sua demorada agonia e a bondade de Maria Santíssima derramará sobre ela a misericórdia do amor, resgatando-a, oportunamente, de si mesma...” (Loucura e Obsessão, cap. 25,  pp. 321 a 323.)

C. Podemos afirmar que no cômputo das dívidas contraídas pelos homens algumas há de tal gravidade que não permitem a liberação total do fraudador?

Sim. Aliás, segundo Manoel P. de Miranda, essa providência constitui verdadeira bênção. “A saúde – diz ele – é compromisso de alta relevância e responsabilidade ainda mal conduzida por aqueles que a desfrutam e, menoscabando-a, perdem-na, a fim de se afadigarem pela sua recuperação mais demorada e mais difícil. Eis por que, sabiamente, os muito endividados são propelidos à expiação das penas, não experimentando liberação plena, porquanto as suas recordações mais vivas são de irresponsabilidade e malversação de valores, correndo o perigo de retornar-lhes às origens perniciosas, já que lhes faltam os hábitos salutares, as disciplinas educativas, os contingentes de renúncia e dignidade.” (Loucura e Obsessão, cap. 26,  pp. 324 e 325.)

Texto para leitura

153. Na contabilidade do bem todos os valores são computados – Na sequência de suas reflexões sobre o caso Sara, Miranda adverte-nos: “Somente a lucidez a respeito do bem operante confere os requisitos para que nos habilitemos a vencer distâncias, preencher vazios, recuperar prejuízos, imolar-nos. O Espírito é tudo aquilo quanto anseia e produz, num somatório de experiências e realizações que lhe constituem a estrutura íntima da evolução. Nesse labor, a fé religiosa exerce sobre ele uma preponderância que lhe define os rumos existenciais, lâmpada acesa que brilha à frente, apontando os rumos infinitos que lhe cumpre percorrer. Negar esse contributo superior sob alegações de superfície, é candidatar-se a prolongada escuridão, embora os fogos-fátuos que surgem na falsa cultura, no elitismo acadêmico, na presunção intelectual, que se esfumam céleres”. “Respeitável, portanto, toda expressão de fé dignificadora em qualquer campo do comportamento humano. No que tange ao espiritual, o apoio religioso à Vida futura, à justiça de Deus, ao amor indiscriminado e atuante, à renovação moral para melhor, é de relevante importância para a felicidade do homem.” No velório, dado o adiantado da hora, era reduzido o número de encarnados presentes, mas a movimentação espiritual era expressiva, porque muitos Espíritos que haviam sido beneficiados pelo médium caridoso, cientes da ocorrência infausta, apressaram-se a trazer-lhe solidariedade e sustentação, intercedendo por Sara, presa de terríveis angústias, que a imaginação humana não é capaz de conceber, embora adormecida pela indução de Dr. Bezerra. Miranda notou, porém, que o irmão Fernandes insistia numa tônica mental perigosa, que era o conflito de culpa pelo desfecho do caso. Afinal, ele se afirmara responsável pelo que viesse a acontecer à filha! “Jamais supusera que isto sucedesse”, pensava o aflito pai. “Não havia agido, no passado, por capricho de pai imaturo, por egoísmo irresponsável?”, perguntava-se. Dr. Bezerra, percebendo que o médium se angustiava de forma crescente, a ponto até de desequilibrar-se, acudiu, acalmando-o com palavras esclarecedoras. “A concessão da moratória – afirmou-lhe o Mentor – fez-se independente de quaisquer protestos de vigilância e responsabilidade da tua parte. Como poderias penetrar o insondável das Leis e responder pelas ocorrências imprevisíveis da vida? Com certeza, a tua intercessão de pai constituiu quesito importante para a revisão do processo estabelecido, pois que o amor é força viva de Deus em toda parte, possuindo os recursos especiais para mover e fomentar os sucessos propiciadores do progresso, que gera a felicidade. Todavia, devemos considerar que as programações reencarnacionistas obedecem aos códigos da justiça, não se descartando os contributos da misericórdia divina.” E acentuou: “Foi a misericórdia do amor que facultou o prolongamento da existência planetária da nossa querida Sara. Se o epílogo ocorreu trágico, o transcurso da jornada foi-lhe de aquisições abençoadas e enriquecido de realizações benéficas para muitas vidas  que dela se aproximaram. Na contabilidade do bem todos os valores são considerados e computados”. (Loucura e Obsessão, cap. 25, pp. 317 a 320.)

154. Se Deus sabia que Sara iria fracassar, por que permitiu a moratória? – Fernandes respondeu às palavras do Mentor amigo, afirmando não desconhecer a misericórdia de Deus. “O suicídio, porém, é crime supremo contra a vida”, argumentou, agoniado. “Ela o sabia, por haver-lhe falado mil vezes sobre a sua adaga fatal, ceifadora de todas as alegrias, destruidora de todas as bênçãos.” O Benfeitor concordou, evidentemente, que o autocídio é agressão terrível que se perpetra contra si mesmo, dirigida à Divindade, geradora de tudo, mas era preciso aceitá-lo e lutar por minimizar-lhe os efeitos danosos, ao invés de bombardear com cargas mentais de inconformação a jovem desatinada, que já, por si mesma, lhe sofria os efeitos de demorado curso. “Saber é diferente de aceitar”, asseverou Dr. Bezerra. “Sara sabia dos perigos e gravames do suicídio, porém, alucinada, foi empurrada a vivenciar o conhecimento, que a armará de resistências morais para os futuros embates. Não adiciones ressentimentos inconscientes e culpas ao fardo que lhe pesará na consciência, na sucessão dos dias porvindouros, quando ela adquirirá dimensão a respeito da fuga para o pior...” O argumento do Mentor era irretocável.  Se Deus permitiu que tal se desse, como poderia ele, Fernandes, evitá-lo? “A lei de liberdade – prosseguiu Dr. Bezerra – funciona para os homens, dentro de limites que se lhes fazem necessários, a fim de que, exercendo-a, aprendam a ser livres e não libertinos; independentes, sem prepotência; liberais, mas não permissivos... A liberdade por excelência é adquirida pela consciência do bem no reto culto do dever. Agora, retifica a postura mental e ajuda a filhinha, sem lamentar o passado nem antecipar o futuro.” Fernandes ouviu a advertência e afastou-se, reconfortado. A sós com o Mentor, Miranda aproveitou o ensejo para dizer ao Médico dos Pobres: “Também pensei que a moratória concedida a Sara fora decorrência da intervenção do pai e que as consequências disso iriam pesar-lhe na economia da responsabilidade. Além disso, excogitei se não era do conhecimento da Divindade o que sucederia, anuindo ao pedido, e, em caso positivo, por que a concessão?” Dr. Bezerra sorriu, simpático, e elucidou: “O caro Miranda ainda raciocina em termos apressados e humanos, isto é, conforme os hábitos terrestres. Deus tudo sabe, não nos iludamos. No entanto, suas leis não nos coarctam às experiências fomentadoras da evolução pessoal. Como progredir sem agir, sem acertar e errar, nunca o experimentando? Como adquirir consciência do correto e do equivocado, do útil e do prejudicial sem o contributo da eleição pela sua vivência que ajuda a discernir? Examinando-se as aquisições de Sara, os Espíritos Superiores poderiam prever o que lhe sucederia, não, porém, em caráter absoluto, pois que não há destinação, como sabemos, para o insucesso, a desgraça, num fatalismo irreversível. Cada momento oferta oportunidade que leva a mudanças de comportamento. Se uma fagulha ateia um incêndio, uma palavra feliz e oportuna igualmente muda os rumos e toda uma existência”. (Loucura e Obsessão, cap. 25,  pp. 320 e 321.)

155. Fernandes foi filho de Sara numa existência anterior em que ela desertou – Prosseguindo, Dr. Bezerra informou: “Sara vem de um suicídio moral anterior, com a natural compulsão para repetir o ato desolador. Fracassando, no amor que não soube respeitar, desertou, naquela época... Aquele que a induziu à delinquência moral, ela o reencontrou agora, não repetindo a desfortuna de destruir-lhe o lar, conforme ele lhe fizera, mas, não teve forças para superar a impossibilidade da convivência anelada. A vítima de ambos, que conhecemos horas atrás e trabalhou pelo êxito do macabro desforço, não os perdoou e prossegue insaciado. Assim estava armado o esquema que, se fora o amor dela mais santificado, poderia haver superado...” Quanto a Fernandes, informou o Mentor que ele comparecia no quadro afetivo na condição de filho do passado, que Sara havia levado ao evadir-se do lar e a quem amava com extremada doação. Antes de reencarnar, Fernandes pedira para ajudá-la, motivo por que veio na investidura de pai zeloso e abnegado, socorrendo-a quanto pôde, não além disso. “Nunca esqueçamos – asseverou o Benfeitor – que aquele que faz quanto lhe está ao alcance, realiza tudo, porque só fazemos o que nos é possível, embora nem sempre este nos seja lícito executar.” Miranda quis saber se a jovem Sara teria direito a ser hospitalizada após o sepultamento do cadáver. Dr. Bezerra respondeu: “Não o creio possível nem justo. Ela infringiu a ‘lei de conservação’ da vida. Lúcida e culta, não obstante induzida a fazê-lo, optou pela decisão corrosiva, predispondo-se a sofrer os inevitáveis efeitos da opção. Receberá apoio e socorro compatíveis com as suas necessidades, não porém fruirá de privilégios, que ninguém os merece em nosso campo de ação. Os fenômenos do desgaste e transformações biológicas serão vivenciados, a fim de que, em definitivo, se envolva na couraça da resistência para vencer futuras tentações de fuga ao dever que nunca fica sem atendimento. Visitá-la-emos, serão tomadas providências para evitar-se a vampirização e outras ocorrências mais afligentes. As orações daqueles que a amam luarizarão a noite da sua demorada agonia e a bondade de Maria Santíssima derramará sobre ela a misericórdia do amor, resgatando-a, oportunamente, de si mesma...” (Loucura e Obsessão, cap. 25,  pp. 321 a 323.)

156. A saúde é compromisso de alta relevância e responsabilidade – Havia decorrido apenas um mês desde o dia em que Miranda chegou à Casa da Caridade, conduzido pelo Dr. Bezerra de Menezes. Carlos, que havia sido o motivo primeiro da presença do Benfeitor naquela Casa, tornara-se ali frequentador assíduo, após registrada a sua gradual melhora de saúde mental e física. Tudo para ele marchava sob controle seguro. Seus adversários espirituais haviam recebido o necessário amparo e dispunham-se a perdoá-lo, auxiliando-o na reabilitação. E seu pai trabalhava afanosamente em favor da felicidade do lar. Aderson, outro dos enfermos, desde a excelente catarse no plano espiritual, tomando consciência dos crimes cometidos, saiu do seu mutismo habitual. A princípio, as palavras lhe saíam dos lábios desconexas, e logo depois mais compreensíveis, e ele não mais retornou ao letargo, à ausência em que fugia da consciência culpada. O longo processo autista cedia lugar à adaptação lenta, porém sem recuo ao abismo da hibernação mental. Nas reuniões de que participava, as reações, em fase de normalização, demonstravam a reconquista da saúde, que se esperava iria ele gozar. Miranda, citando esses casos, lembra-nos que, no cômputo das dívidas contraídas pelos homens, algumas há de tal gravidade que não permitem a liberação total do fraudador, constituindo-lhe esta providência verdadeira bênção. “A saúde – afirma ele – é compromisso de alta relevância e responsabilidade ainda mal conduzida por aqueles que a desfrutam e, menoscabando-a, perdem-na, a fim de se afadigarem pela sua recuperação mais demorada e mais difícil. Eis por que, sabiamente, os muito endividados são propelidos à expiação das penas, não experimentando liberação plena, porquanto as suas recordações mais vivas são de irresponsabilidade e malversação de valores, correndo o perigo de retornar-lhes às origens perniciosas, já que lhes faltam os hábitos salutares, as disciplinas educativas, os contingentes de renúncia e dignidade.” (Loucura e Obsessão, cap. 26,  pp. 324 e 325.) (Continua no próximo número.)


 


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 Revista Semanal de Divulgação Espírita