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O Espiritismo responde
Ano 8 - N° 377 - 24 de Agosto de 2014
ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO
aoofilho@oconsolador.com.br
Londrina, Paraná (Brasil)
 
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ESPIRITISMO SÉCULO XXI
 


 
Em carta publicada nesta mesma edição, Nilson Furtado dos Santos, de Brasília (DF), diz-nos o seguinte: 

De acordo com as questões 113 e 169 do Livro dos Espíritos, podemos entender que a evolução dos espíritos é FINITA, ou seja os espíritos PUROS não evoluem mais, chegaram ao limite. Gostaríamos de ouvir a opinião de vocês. (Nilson Furtado dos Santos)

Eis o que se lê nas questões mencionadas:

Primeira classe. Classe única. – Os Espíritos que a compõem percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível a criatura, não têm mais que sofrer provas, nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus. Gozam de inalterável felicidade, porque não se acham submetidos às necessidades, nem às vicissitudes da vida material. (O Livro dos Espíritos, item 113.)

É invariável o número das encarnações para todos os Espíritos? “Não; aquele que caminha depressa, a muitas provas se forra. Todavia, as encarnações sucessivas são sempre muito numerosas, porquanto o progresso é quase infinito.” (L.E., 169.)

Parece-nos, à vista das questões acima, que existe sim um limite, um fim, um termo com relação ao progresso espiritual. Infinita, somente a inteligência de Deus o seria, como é dito com clareza no texto seguinte, publicado no cap. II do livro A Gênese, de Allan Kardec: 

Deus é a suprema e soberana inteligência. A inteligência de Deus, abrangendo o infinito, tem que ser infinita. Se a supuséssemos limitada num ponto qualquer, poderíamos conceber outro ser mais inteligente, capaz de compreender e fazer o que o primeiro não faria e assim por diante, até ao infinito. (A Gênese, cap. II, itens 9 a 19.)

Ocorre, porém, que é preciso cuidado quando lidamos com as palavras finito e infinito.

Na questão 2 d´O Livro dos Espíritos, respondendo a Kardec, que lhes perguntou: “Que se deve entender por infinito?”, os benfeitores espirituais responderam: “O que não tem começo nem fim: o desconhecido; tudo o que é desconhecido é infinito.”

Já na questão 466 da mesma obra, em resposta a outra pergunta proposta por Kardec, eles disseram: “Os Espíritos imperfeitos são instrumentos próprios a pôr em prova a fé e a constância dos homens na prática do bem. Como Espírito que és, tens que progredir na ciência do infinito”.

Note, pois, o leitor que a mesma palavra é utilizada para designar elementos diferentes:

  • Progresso quase infinito dos espíritos (L.E., 169)
  • Inteligência de Deus (A Gênese, cap. II)
  • O que não tem começo nem fim (L.E., 2)
  • O desconhecido (L.E., 2)
  • O conhecimento integral, abarcando tanto o elemento material quanto o elemento espiritual (LE., 466).

O motivo está ligado, como em outros casos, à pobreza da linguagem humana, que se vale da mesma palavra para designar coisas diferentes.

O dicionário Aurélio apresenta-nos para a palavra infinito (do latim infinitu) os significados seguintes:

  • Não finito; sem fim, termo ou limite; infindo.  
  • De duração, extensão ou intensidade extremas; imenso.  
  • Inumerável, incalculável, incontável.

Assim é que se diz, como vemos em inúmeros artigos e textos diversos:

  • Saudade infinita (isto é: imensa).
  • Infinita paciência (isto é: sem limite).
  • Passou um infinito número de anos a estudar (isto é: incontável).
  • Infinitas histórias (isto é: inumeráveis).
  • A misericórdia de Deus é infinita (isto é: sem limite).

Foi, certamente, pelo mesmo motivo que Léon Denis, em seu livro O Porquê da Vida, FEB, 14ª ed., págs. 47 a 49), escreveu que os princípios que decorrem do novo espiritualismo – princípios ensinados pelos Espíritos desencarnados – são:

  • Existência de Deus
  • Imortalidade da alma
  • Comunicação entre os vivos e os mortos
  • Progresso infinito.

De igual modo assim procedeu Amalia Domingo Soler, no capítulo intitulado “Um adeus”, do livro Memórias do Padre Germano, quando, reportando-se à sua experiência de quase um ano em que, numa casa à beira-mar, manteve contacto com o Espírito do Padre Germano, escreveu:

“Quantas vezes aí chegáramos lamentando as misérias humanas, para deixá-lo, lábios entreabertos em venturoso sorriso, murmurando com íntima satisfação: A vida é bela, quando se confia no progresso infinito e se ama a verdade suprema, a eterna luz!” (Obra citada, pp. 361 a 365.)

E a mesma ideia encontramos na obra Libertação, escrita por André Luiz, em que ele reproduz uma longa palestra proferida pelo Ministro Flácus, da qual extraímos este trecho:

“Enquanto o homem, nosso irmão, desintegra assombrado as formações atômicas, nós outros, distanciados do corpo denso, estudamos essa mesma energia através de aspectos que a ciência terrestre, por agora, mal conseguiria imaginar. Caminheiros, porém, que somos do progresso infinito, principiamos apenas, ele e nós, a sondar a força mental, que nos condiciona as manifestações nos mais variados planos da natureza”. (Obra citada, cap. 1.)
 

 


 
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