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O Espiritismo responde
Ano 7 - N° 346 - 19 de Janeiro de 2014
ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO
aoofilho@oconsolador.com.br
Londrina, Paraná (Brasil)
 
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ESPIRITISMO SÉCULO XXI
 


 
Um leitor de nossa revista, reportando-se ao relato contido em Êxodo, que descreve o primeiro contato de Moisés com o Senhor, pergunta-nos se pode, efetivamente, haver revelações transmitidas diretamente por Deus aos homens.

Recordemos, primeiramente, parte do que nos é informado no livro de Êxodo, a partir do versículo 16 do cap. 2, até o versículo 8 do cap. 3.

Havia em Madian um sacerdote que tinha sete filhas. Um dia, quando as moças iam dar de beber aos rebanhos de seu pai, vieram uns pastores que tentaram expulsá-las do poço, mas Moisés, que se encontrava por perto, veio em defesa delas. Em casa, o sacerdote soube que Moisés livrara suas filhas da violência dos pastores e mandou então que elas o convidassem para comer. Moisés passou a residir ali e, algum tempo depois, casou-se com uma das filhas, de nome Séfora, que lhe deu dois filhos: Gerson e Eliezer.

Muito tempo depois morreu o faraó, rei do Egito, embora a opressão continuasse sobre os filhos de Israel, cujos clamores chegaram até o céu.

Certo dia, quando Moisés apascentava as ovelhas de Jethro, seu sogro, foi até o monte Horeb. E foi exatamente ali que o Senhor lhe apareceu pela primeira vez, numa chama de fogo, que saía do meio de uma sarça. Moisés ficou intrigado com aquele fato, porque a sarça não se consumia.

O Senhor então o chamou e lhe disse: Moisés, Moisés. Não te chegues para cá: tira os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é uma terra santa. Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacob. 

Moisés cobriu o seu rosto, porque não ousava olhar para o Senhor, que lhe disse ter ouvido a aflição de seu povo no Egito, a quem ele iria livrar das mãos dos egípcios e fazer passar daquela terra para outra terra boa e espaçosa, onde corriam arroios de leite e de mel.

*

Conforme o relato bíblico, o Senhor teria falado diretamente a Moisés. Será isso possível? Pode Deus transmitir revelações diretamente aos homens?

Allan Kardec, ao examinar o assunto no cap. I, itens 9 e 10, de seu livro A Gênese, disse que essa é uma questão que ele não ousaria resolver, nem afirmativamente, nem negativamente, de maneira absoluta. O fato não é radicalmente impossível, mas nada nos dá dele prova certa.

Alguns estudiosos espíritas, como J. Herculano Pires, entendem que o Senhor que se dirigiu a Moisés, em todos os contatos relatados no Antigo Testamento, foi certamente um dos Pais do povo israelita, algum Benfeitor espiritual de elevada estirpe que, para conferir maior autoridade à sua palavra, valeu-se do nome do Senhor.

Como sabemos, os Espíritos mais próximos de Deus pela perfeição se imbuem do seu pensamento e podem transmiti-lo. Quanto aos reveladores encarnados, segundo a ordem hierárquica a que pertencem e o grau a que chegaram de saber, esses podem tirar dos seus próprios conhecimentos as instruções que ministram, ou recebê-las de Espíritos mais elevados, mesmo dos mensageiros diretos de Deus, os quais, falando em nome de Deus, têm sido às vezes tomados pelo próprio Deus.

As comunicações desse gênero nada têm de estranho para quem conhece os fenômenos espíritas e a maneira pela qual se estabelecem as relações entre os encarnados e os desencarnados. As instruções de origem transcendental podem ser-nos transmitidas por diversos meios: pela simples inspiração, pela audição, pela visibilidade dos Espíritos instrutores, nas visões e aparições, quer em sonho, quer em estado de vigília, do que há muitos exemplos na Bíblia, no Evangelho e nos livros sagrados de todos os povos.

Só os Espíritos puros recebem a palavra de Deus com a missão de transmiti-la; mas, sabe-se hoje que nem todos os Espíritos são perfeitos e que existem muitos que se apresentam sob falsas aparências, o que levou João evangelista, em sua 1ª Epístola, cap. 4, a dizer: “Caríssimos, não deis fé a qualquer espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus, porque muitos falsos profetas se levantaram no mundo”.

Pode, portanto, haver revelações sérias e verdadeiras, como as há apócrifas e mentirosas. O caráter essencial da revelação divina é o da eterna verdade. Toda revelação eivada de erros ou sujeita a modificação não pode emanar de Deus. É assim que a lei do Decálogo tem todos os caracteres de sua origem, enquanto as outras leis mosaicas, fundamentalmente transitórias, muitas vezes em contradição com a lei do Sinai, são obra pessoal e política do legislador hebreu. Exemplo disso são as ordenações que ele expediu fundamentadas no conhecido dente por dente, olho por olho.

 


 
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